quarta-feira, 4 de novembro de 2015

23° FESTIVAL MIX BRASIL DE CULTURA DA DIVERSIDADE.




*** “MIX MUSIC”, parte musical do Mix Brasil, traz Rico Dalasam e Luana Hansen


*** Todos os shows tem o preço simbólico de R$ 1,00


O 23° FESTIVAL MIX BRASIL DE CULTURA DA DIVERSIDADE traz novamente o “Mix Music”, único festival de música voltado para o público LGBTQ no Brasil, que há 16 anos apresenta nomes da música ligados às diversidades.

Uma das grandes atrações deste ano será o rapper Rico Dalasam. O artista, que desafia a noção de normalidade na música e no gênero, inaugurou a cena queer rap no Brasil. Presente na cena do hip-hop há mais de 14 anos, a DJ, produtora musical e MC, Luana Hansen, também irá se apresentar no festival. No repertório composições engajadas que questionam o machismo, a opressão e a homofobia.

No palco do Mix Music ainda passarão a banda Verônica Decide Morrer, o grupo Les Queens ‘imagem acima’, o cantor Siso, o cantor, bailarino e ator, Xërxës e a Bear Band. Todos os shows custam R$ 1,00.

O concurso “Novos talentos” volta com tudo nessa edição. Organizado pelo DJ e produtor cultural André “Pomba” e apresentado pela diva Silvetty Montilla, o concurso vai premiar um(a) cantor(a) e uma nova drag queen.

Toda a programação do “Mix Music” acontecerá no CCSP (Centro Cultural São Paulo) na Rua Vergueiro, 1000 – colado na estação Vergueiro do Metrô paulistano. Todos os shows custam R$ 1,00. O Mix Brasil acontece de 07 a 17 de novembro em São Paulo.


***Veja abaixo a programação do Mix Music e saiba mais sobre os shows:

CCSP – Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000)

14/11/2014 – sábado
19h - Xerxes | Verônica Decide Morrer - (Sala Adoniran Barbosa)

15/11/2014 – domingo
18h - Siso | Bears Band (Sala Adoniran Barbosa)

19/11/2014 – quinta-feira
19h - Rico Dalasan (Sala Adoniran Barbosa)

21/11/2014 – sábado
19h - Novos Talentos - Cantores (Sala Adoniran Barbosa)

22/11/2014 – domingo
16h - Les Queen | Luana Hansen (Sala Adoniran Barbosa)
18h - Novos Talentos - Drag Queens (Sala Adoniran Barbosa)


Serviço

Mix Music – 23° Festival Mi Brasil de Cultura da Diversidade

11 a 22 de novembro

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, nº 1000 – Paraíso / São Paulo – SP

Entrada: R$ 1,00 (inteira)

Capacidades das salas do CCSP

·Sala Jardel Filho/ lotação: 321 lugares

·Sala Adoniran Barbosa/ lotação: 622 lugares

·Espaço Cênico Ademar Guerra/ lotação: até 200 lugares

·Sala de Debates/ lotação: 60 lugares


***Saiba mais sobre os shows:

Mix Music - Depois do extremo sucesso em 2014, o Mix Music 2015 - Novos talentos volta com tudo nessa edição. Organizado pelo DJ e produtor cultural André “Pomba” e apresentado pela diva Silvetty Montilla, o concurso vai premiar um(a) cantor(a) e uma nova drag queen.

Rico Dalasam - "Rapper, negro e gay”, Rico Dalasam desafia a noção de normalidade na música e no gênero, inaugurando a cena queer rap do Brasil. Hoje, aos 25 anos de idade, é uma das principais apostas da música nacional contemporânea. Lançou, em 2015, seu primeiro trabalho, o EP Modo Diverso, reunindo 6 músicas autorais que narram suas experiências de vida enquanto jovem, negro e gay, morador da periferia da Grande São Paulo. Lançou dois videoclipes, ""Aceite-C"" e ""Não posso esperar"", nas principais redes de televisão do país, como MTV e Multishow, além de já ter atingido, através deles, mais de meio milhão de pessoas na internet. Recentemente, foi destaque na programação do Music Vídeo Festival (MVF 2015) realizado na cidade de São Paulo, além de se apresentar para milhares de pessoas no palco principal da 19ª Parada do Orgulho LGBT de SP.

Les Queens - Grupo paulistano formado pelos rappers Luana Hansen, Dory de Oliveira e Tiely Queen. O trio compõe músicas que exaltam a cultura lésbica, o cenário LGBT e o enfrentamento ao preconceito.

Verônica Decide Morrer - Formada em 2010 na cidade de Fortaleza pelos vocalistas Verónica Valenttino (cantora e atriz) e Jonaz Sampaio (cantor, produtor e performer) e pelo guitarrista Léo BreedLove (também guitarrista na banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes). A banda tem como base o som pulsante de baixos e baterias como força motriz, criando um “groove” constante e envolvente, a guitarra orquestra a banda com “riffs” brilhantes e bases características do rock garageiro 60’s e letras que expressam as inquietações, desejos e protestos sob o ponto de vista da diversidade sexual. Em 2014, ganhou o prêmio de circulação da 7° Mostra Petrúcio Maia de Fortaleza 2014 e se apresentou na Virada Cultural de Belo Horizonte e na Virada Cultural de São Paulo na programação “Queer”.

Siso - Assim como os elementos da cultura pop, os terceiros molares surgem inesperadamente e rasgam seu caminho de forma intensa e inevitável. Da mesma forma que essa categoria de dentes, Siso é o nome com o qual o cantor, compositor e produtor musical David Dines apresenta seu abrasivo repertório pop eletrônico. Com experiências em diversos campos da arte e da comunicação, o artista embala seu repertório cantarolável e dançante em timbres eletrônicos experimentais, buscando romper as fronteiras entre gêneros. Ao vivo, apresenta-se ao lado do músico e coprodutor Christopher Mathi (sampler e baixo), mesclando canções de própria autoria e releituras de artistas tão díspares quanto Alceu Valença e Lykke Li. No momento, Siso prepara seu álbum de estreia.

Xërxës - Cantor, bailarino, ator, apresentador, divulgador, DJ, performer e artista plástico. Artista versátil atuante na cena underground há sete anos, Xërxës é uma das promessas no circuito queer com sua música e performance. Vencedor da categoria Artista Revelação do Prêmio Dynamite em 2014 depois das comentadas faixas demo “Lixo Homofóbico” e “Bronze Friend”. Atualmente, trabalha em novo material, o single “Exu Rodeia”, um ponto de Umbanda eletrônico de letra pesada e de arranjo igualmente carregado, assinado por DJ Papaya. Forasteiro cultural, Xërxës promete levar todos em uma viagem audiovisual e contagiante com sua presença em cena nesta turnê promocional intitulada “BRONZE AMBITION”.

Bears Band - Formada por Wagner Brumner (voz), Sergio Murilo (guitarra), Marcos Marques (bateria) e Luiz Tay (baixo), a banda Bearsband surgiu em 2011 na cidade de São Paulo, dentro do movimento dos Ursos local. A Bearsband é uma banda de rock e luta por suas verdades e conceitos, com letras que retratam seus cotidianos, poesias, experiências de vida, preconceitos, liberdade e paixões.


Fonte: ATTi Comunicação e Ideias, através de Eliz Ferreira, Valéria Blanco e Alessandra Lima.

Resultado do sorteio do par de ingressos para cinema “Cineflix João Pessoa”– Dia 04 de novembro.

Parabéns! PAULO SERGIO DOS SANTOS, vencedor do par de ingressos para cinema “Cineflix João Pessoa”.


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Observação: O Sorteio de hoje (04 de novembro) foi realizado também com inscrições do mês passado (outubro), o próximo sorteio será realizado somente com inscrições deste mês (novembro). Novas inscrições ocorrerão a partir de 07 de novembro.


Atenciosamente!

Antonio Francisco da Silva Junior,
www.ahoradocinema.com
ahoradocinema1.blogspot.com.br

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Vem aí o 8º Festival de Cinema da Lapa.




Uma das principais celebrações do cinema brasileiro será realizada de 17 a 21 de novembro, na histórica cidade da Lapa (PR)


Entre os dias 17 e 21 de novembro, será realizado o tradicional Festival de Cinema da Lapa, na histórica cidade paranaense localizada na região metropolitana de Curitiba. Promovido pelo Instituto Histórico e Cultural da Lapa e pelo Instituto Borges da Silveira, através do Ministério da Cultura, o evento chega à sua oitava edição como uma das principais celebrações do cinema brasileiro, e reúne anualmente grandes referências do cenário audiovisual do país.

Dentro do festival, serão realizadas ao longo do dia mostras de filmes, oficinas e debates. Apresentando diversas mostras especiais, que vão exibir longas, médias e curtas-metragens de ficção, documentários, filmes infantis e obras desenvolvidas por meio do celular, o Festival de Cinema da Lapa vai exibir gratuitamente mais de 50 filmes em espaços montados no centro da cidade, com destaque para uma grandiosa estrutura climatizada armada ao lado do Theatro São João.

A Mostra Competitiva, grande destaque do festival, que terá prêmios divididos em 13 categorias, entre elas Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Filme, contará com a participação dos filmes “Romance Policial” ‘imagem acima’ (dia 18, às 20h), de Jorge Durán; “Travessias” (dia 19, às 20h), de Salete Machado; “Muitos Homens Num Só” (dia 20, às 20h), de Mini Kerti; e “Cormorant” (dia 21, às 18h), de Beto Carminatti. Os filmes serão o ponto alto da mais tradicional festa do cinema no Estado do Paraná. "O Festival de Cinema da Lapa 2015 terá um alto nível, consolidando sua importância no cenário nacional. A Mostra Competitiva, por exemplo, trará para a Lapa filmes que têm se destacado nos principais festivais brasileiros e uma obra em estreia nacional”, detalha Maria Inês Borges da Silveira, presidente do Instituto Histórico e Cultural da Lapa.

Outro grande destaque do festival ficará por conta da Mostra Hors Concours, que vai exibir diariamente curtas-metragens paranaenses de destaque, premiados e selecionados em festivais no Brasil e no exterior. Na programação estão filmes como "Renascer", de Leandro Cordeiro; "Tereza", de Maurício Baggio; "Bacharéis da Gaita – A História da Orquestra Harmônicas de Curitiba", de José Eduardo Pereira; "Ciclo 7x1", de Gil Baroni; e "A escola de ensino fenomenal", de Nélio Spréa e Levi Brandão.


Sessão da Meia Noite

Na madrugada de sexta (20) para sábado (21), o Festival de Cinema da Lapa vai promover a Sessão da Meia Noite, com uma inédita exibição de filmes de terror. Farão parte da mostra os filmes "Tarântula", de Aly Muritiba e Marja Calafange, exibido no Festival de Veneza; e "Condado Macabro", de Marcos de Brito, grande vencedor do Festival Fantaspoa 2015.

“Queremos que o Festival seja extremamente atrativo para os jovens. Além de nossa programação já tradicional, resolvemos trazer para a cidade a Sessão da Meia Noite, que vai exibir dois filmes de terror, um dos gêneros favoritos dessa faixa etária, que estão fazendo muito sucesso em todo o país”, completa Rudolfo Auffinger, um dos organizadores do Festival.

A programação oficial do 8º Festival de Cinema da Lapa será realizada em uma tenda climatizada montada ao lado do Theatro São João, no centro da cidade da Lapa. Para conhecer todos os detalhes do festival, com o cronograma completo do evento, acesse os sites www.ihclapa.com.br e www.festivaldecinemadalapa.com.br ou a página oficial no Facebook (www.facebook.com/festivaldalapa).


Fonte: P+G Comunicação Integrada, através de Eduardo Betinardi.

‘AS MIL E UMA NOITES – O INQUIETO´ EM PRÉ-ESTREIA.




O filme AS MIL E UMA NOITES – O INQUIETO, primeiro título da elogiada trilogia do diretor português Miguel Gomes, ganha sessão de pré-estreia nesta quinta-feira (dia 5 de novembro), às 19h, na Sala Paulo Amorim. Após, haverá debate com integrantes da Associação de Críticos de Cinema do RS (Accirs).

Exibido no Festival de Cannes e, mais recentemente, na Mostra de Cinema de São Paulo, o filme propõe uma ampla crítica sobre a situação econômica de Portugal. O diretor se vale da tradição oral dos contos das Mil e uma Noites para misturar fantasia e histórias reais e retratar as dificuldades impostas à população portuguesa pelo plano de austeridade econômica. Os contos deste primeiro longa são "O Homem de Pau Feito", "A História do Galo e do Fogo" e "O Banho dos Magníficos". A estreia do longa nos cinemas brasileiros será no dia 12 de novembro.


Distribuição no Brasil: Tucumán Filmes


Fonte: Programação e divulgação da Cinemateca Paulo Amorim, através de Mônica Kanitz.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

L&PM Editores dá a dica! MISS MARPLE: TODOS OS ROMANCES V. 1 (MISS MARPLE OMNIBUS V.1), de Agatha Christie - Tradução de Henrique Guerra, Petrucia Finkler, Edmundo Barreiros, Alessandro Zir.

MISS MARPLE: TODOS OS ROMANCES V. 1



Que investigadora mulher poderia rivalizar com Hercule Poirot, Sherlock Holmes, Auguste Dupin e Jules Maigret nas mentes e nos corações dos fãs de literatura policial? Miss Marple, uma velhinha interiorana, pouco viajada, solteirona e de modos vitorianos cuja visão já não é tão boa, e que gosta mesmo é de jardinagem e tricô.

Com os sentidos sempre atentos, discreta e sem jamais se vangloriar, Miss Marple já viu tudo e mais um pouco no pequeno vilarejo inglês de St. Mary Mead, onde vive há muito. Lá pôde perscrutar o comportamento humano e adquiriu um conhecimento incomum acerca da natureza das pessoas habilidades que põe em uso sempre para ajudar investigadores perdidos e amigos em desespero. Geralmente ela não recebe nem mesmo um muito obrigado, mas, como ela mesma diz, “as coisas não são como parecem”.


• Assassinato na casa do pastor (1930) A tranquilidade do pacato vilarejo de St. Mary Mead é perturbada quando um crime sangrento acontece... na casa do pastor. O arrogante inspetor Slack é escalado para investigar o caso. Mas é Miss Marple quem tem a chave necessária para desvendar o mistério.

• Um corpo na biblioteca (1942) O corpo sem vida de uma belíssima desconhecida é encontrado na biblioteca da mansão do coronel e de Dolly Bantry – dois respeitáveis membros da comunidade e amigos de Miss Marple. Ao ser chamada, a simpática velhinha logo vê que há algo errado.

• A mão misteriosa (1943) O pequeno vilarejo de Lymstock parece o lugar perfeito para Jerry Burton se recuperar de um acidente. Mas, além de ar puro e a tranquilidade da vida rural, ele também encontra lá muita desconfiança. Felizmente Miss Marple está na região quando uma morte súbita desperta o terror e a suspeita entre todos. É considerado por Agatha Christie um de seus melhores romances.

• Convite para um homicídio (1950) Um inusitado anúncio no jornal local deixa os habitantes da pequena Chipping Cleghorn em polvorosa: todos são convidados a presenciar um homicídio. Pensando se tratar de uma brincadeira, os vizinhos comparecem em peso, sem estar preparados para o que viria a seguir – enigma que só poderia ser desvendado por Miss Jane Marple.


Informações Gerais

Título: MISS MARPLE: TODOS OS ROMANCES V. 1

Título Original: MISS MARPLE OMNIBUS V.1

Catálogo: Outros Formatos

Gênero: Literatura estrangeira - Policial

Série: Agatha Christie

Formato: 16x23

Páginas: 688

1° Edição: outubro de 2015

Preço R$ 79,90


Agatha Christie



Agatha Christie é, e sempre será, a Rainha do Crime. Soberana dos romances policiais, vendeu bilhões de livros pelo mundo e foi traduzida para 45 línguas, sendo ultrapassada em vendas somente pela Bíblia e por Shakespeare. Nasceu Agatha Mary Clarissa Miller, em 15 de setembro de 1890, na cidade inglesa de Torquay, mais precisamente na mansão Ashfield. Cresceu ouvindo as histórias de Conan Doyle, Edgar Allan Poe e Leroux, contadas por sua irmã mais velha, Madge. Mas foi a mãe que lhe incentivou a começar a escrever contos, quando um forte resfriado fez a menina Agatha ficar alguns dias de cama. Anos mais tarde, continuaria escrevendo encorajada por Eden Phillpotts, teatrólogo amigo da família. Já famosa diria que, no início, todas as suas histórias eram melancólicas e que a maioria dos personagens morria no final.

Em 1914, casou-se com o Coronel Archibald Christie (a quem ela chamava de Archie), piloto do Corpo Real de Aviadores. Com ele, além de herdar o nome com a qual se tornaria a maior celebridade dos romances policiais, Agatha teve uma filha, Rosalind. Deram a volta ao mundo juntos e, ao lado dele, a jovem Agatha chegou até a surfar em Honolulu. O divórcio entre os dois aconteceria em 1928.

O romance de estreia daquela que viria a se tornar a Rainha do Crime, O misterioso caso de Styles, foi concebido no final da Primeira Guerra Mundial. Foi depois de trabalhar como enfermeira, quando fora transferida para o dispensário que, junto aos medicamentos, voltou a pensar na ideia que mudaria para sempre a sua vida, como mostra o texto publicado em sua Autobiografia (publicada no Brasil em 1979 pela editora Nova Fronteira):

“Foi quando trabalhava no dispensário que concebi a ideia de escrever uma história policial. Essa ideia permanecia em minha mente desde o tempo em que Madge [sua irmã] me desafiara a escrevê-la – e meu atual trabalho parecia oferecer a oportunidade favorável. Ao contrário da enfermagem, onde sempre havia o que fazer, o serviço do dispensário tinha períodos muito atarefados e outros mais frouxos. Às vezes eu ficava de serviço só na parte da tarde, praticamente sentada o tempo todo. Depois de verificar que os frascos de remédios estavam cheios e em ordem, tinha liberdade para fazer o que quisesse desde que, não abandonasse o dispensário. Comecei a considerar que espécie de história policial poderia escrever. Visto que estava rodeada de venenos, talvez fosse natural que selecionasse a morte por envenenamento. Congeminei um enredo que me parecia ter possibilidades. Essa ideia permaneceu na minha mente, gostei dela e, finalmente, aceitei-a. Depois tratei da dramatis personae. Como? Por quê? E tudo mais. Teria que ser um envenenamento íntimo, devido à maneira especial como seria acometido o crime; teria que passar-se em família, ouso dizer assim. Naturalmente, teria que aparecer um detetive. Nessa altura, achava-me mergulhada na tradição de Sherlock Holmes. Por isso pensei logo em detetives. Não poderia ser como Sherlock Holmes, é claro: teria que inventar algo diferente, bem meu, mas também ele teria que ter um amigo íntimo, uma espécie de ator contracenante – não seria tão difícil assim! Retornei a meus pensamentos a respeito dos outros caracteres. Quem seria assassinado? (...) O verdadeiro objetivo de uma boa história policial é que o assassino seja alguém óbvio e que, ao mesmo tempo, por certas razões, descubramos que não é óbvio, e que, afinal, possivelmente não fora essa pessoa que cometera o crime.”

E assim nasceu O misterioso caso de Styles, trazendo pela primeira vez o detetive belga Hercule Poirot, personagem que conseguiria ser quase tão popular quanto Sherlock Holmes. E não só esse livro, como outros, foram influenciados pelo trabalho de Agatha no dispensário e possuem mortes por envenenamento.

Em 1926, após ter lançado a média de um livro por ano, Agatha Christie escreveu aquela que ficou conhecida como sua obra-prima: O assassinato de Roger Ackroyd. O livro, primeiro publicado pela editora Collins, marcou o início de um relacionamento autor-editor que durou meio século e rendeu 70 títulos. O assassinato... foi também o primeiro dos livros de Agatha a ser dramatizado sob o nome de Álibi e a fazer sucesso na West End de Londres. Mas o seu mais famoso texto levado ao teatro, A ratoeira, estreou em 1952 e é a peça que mais tempo ficou em cartaz em toda a história.

Agatha casou-se pela segunda vez em 1930, com o arqueólogo Sir Max Mallowan, 14 anos mais jovem. E foi ao lado dele que a escritora viajou para o Oriente Médio, apaixonou-se pelo Egito e inspirou-se para criar histórias como Morte no Nilo e E no final a morte.

Em 1971, Agatha recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico. Faleceu em 12 de janeiro de 1976, de causas naturais, aos 85 anos de idade em sua residência (Winterbrook), em Wallingford, Oxfordshire. Foi enterrada no Cemitério da Paróquia de St. Mary, em Cholsey, Oxon.

Além de um patrimônio avaliado em 20 milhões de dólares, deixou algumas obras prontas, publicadas postumamente, como Um crime adormecido, sua Autobiografia e a coleção de pequenas histórias Os casos finais de Miss Marple, Enquanto houver luz e Problem at Pollensa.

Ao todo, é autora 66 novelas policiais, 163 histórias curtas, duas autobiografias, vários poemas, e seis romances “não crime” com o pseudônimo de Mary Westmacott. Pioneira em criar desfechos impressionantes, verdadeiras surpresas para os leitores, seus textos seguem fascinando as novas gerações.

Sua única filha, Rosalind Hicks, morreu em 28 de outubro de 2004, também com 85 anos e, assim como a mãe, de causas naturais. A partir de então, os direitos sobre a obra de Agatha Christie passaram a pertencer ao seu neto, Mathew Princhard.


Fonte: www.lpm.com.br


Parceria

domingo, 1 de novembro de 2015

Crítica: Ponte dos espiões, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Se nos anos 80, o cinema americano retratava o seu poderio através dos heróis que nunca levavam um tiro (enquanto os outros países eram retratados como vilões estereotipados), foi a partir do final dos anos 90 que essa formula demonstrava sinais de que estava cada vez mais cansada e que estava mais do que na hora em dar espaço para heróis mais humanos, ou para produções em que retratavam passagens da história, em que os diálogos entre as nações prevaleciam como um todo. Filmes como 13 Dias que abalaram o mundo são bons exemplos de obras cinematográficas, das quais não se exigia tiros ou efeitos especiais, mas sim um retrato de um jogo político e uma abertura para a razão, em vez da ação. Sendo assim, Ponte dos Espiões é um retrato de uma época em que, as duas maiores potências do mundo (EUA e União Soviética) se digladiavam através de paranoia, propaganda enganosa e espionagem, mas nem por isso deixou de haver casos em que a razão prevaleceu.

Dirigido pelo mestre Steven Spielberg, acompanhamos a captura do espião russo Rudolf Abel (Mark Rylance, ótimo) em pleno território americano. Num primeiro momento acreditamos que ele se encontra perdido em meio à situação, mas o governo então decide lhe oferecer uma defesa através do advogado James Donovan (Tom Hanks). Ao mesmo tempo, um soldado americano é capturado pelos russos, assim como também um jovem americano é capturado em pleno momento em que o muro de Berlim esta sendo construído.

Sabendo no vespeiro em que estava se metendo, Spielberg não foi bobo em não querer retratar heróis ou vilões no decorrer da trama, mas sim pessoas comuns em meio a um período em que todos eram desconfiados um dos outros e que não podiam frear as mudanças rápidas que estavam acontecendo. As pessoas que usavam a razão se tornavam ineficazes perante o medo em que o próprio governo americano vendia, até mesmo nas escolas, a propaganda sobre o perigo da bomba atômica (através do curta Burt, a tartaruga). Sendo assim, o advogado Donovan se torna uma espécie de anomalia perante a sociedade americana quando aceita defender Abel, mesmo seguindo as leis de seu país de forma correta.

No momento em que acontece o encontro entre cliente e advogado, Spielberg foi engenhoso em retratar Rudolf Abel, como uma espécie de imagem pálida e cansada de uma época já esquecida, e o eficaz desempenho do seu interprete Mark Rylance sintetiza bem isso. Há uma espécie de luz da razão em torno de James Donovan (Hanks), na qual torna a situação de Abel menos desesperadora. Não é à toa, portanto que o cineasta usa a sua já conhecida fotografia iluminada no momento do encontro do advogado e do cliente numa sala fechada, mesmo num lugar que é inverossímil haver aquela iluminação toda. A partir deste ponto, acompanhamos a jornada James Donovan, um homem comum perante as duas potências, aonde o seu raciocínio e diálogo se tornam as suas melhores armas em meio ao jogo da política. Sendo assim, Tom Hanks cai então como uma luva para o personagem, pois os homens comuns em meio a situações desesperadoras fazem parte da filmografia do veterano ator. Spielberg, por sua vez, estabelece de uma vez por todas a sua fase mais madura de sua carreira e provando que histórias do nosso mundo real se tornam até mesmo muito mais fantásticas, do que as próprias que ele havia criado nos seus primeiros anos de carreira.

Embora já tenhamos uma noção de como a trama acaba (principalmente para quem acompanhou as notícias da época, sobre a troca de espiões), Spielberg é mestre em criar situações para incrementar o recheio, mas não de uma forma gratuita, e sim fazendo algum sentido na trama. Pequenas passagens da jornada de Donovan que, nem precisaria existir dentro da trama principal, mas que elas estão ali para simbolizar o período e os lugares em que ele se encontra: a cena em que ele tenta barganhar com uns rapazes para pegar uma rua em Berlim, ou quando ele vê o destino trágico de pessoas que tentam pular o famigerado muro daquela época (que irá se casar com uma cena simbólica no final do filme), são momentos curtos, porém, poderosos e simbólicos para dentro da trama.

Com uma reconstituição perfeita da época e com um final redondinho, para que os cinéfilos saiam da sala e se sintam reconfortados, Ponte dos Espiões é um filme para ser visto por todos, aonde mostra que, o diálogo e a tolerância, é muito mais eficaz, do que fecharmos os olhos e darmos o primeiro tiro.


Trailer

Fonte: www.youtube.com


Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

Filme sobre o multiartista Rogério Duarte tem estreia mundial em Salvador.




O documentário Rogério Duarte, o Tropikaoslista, de José Walter Lima, terá sua primeira exibição mundial nesta segunda-feira (02/11), às 20h30, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha, integrando a programação do XI Panorama Internacional Coisa de Cinema. O longa mergulha na vida e na obra do músico, compositor e artista gráfico baiano Rogério Duarte buscando encontrar o indivíduo que existe por trás do personagem. A sessão será seguida de bate-papo com o diretor.

O filme retrata a trajetória de uma das figuras seminais das artes e do pensamento brasileiro dos últimos 50 anos. Um dos criadores do Tropicalismo, Rogério sempre esteve por trás - e sempre à frente - de tudo que havia de mais moderno e contemporâneo na cultura brasileira nas décadas de 1960 e 1970. É como disse Glauber Rocha a Caetano Veloso, em certa ocasião: Não esqueça Caetano, que por trás de todos nós está Rogério Duarte.

A pré-estreia neste complexo de cinemas ganha significado especial, pois o complexo exibe em sua fachada uma das criações mais conhecidas e reconhecidas do artista, a rosácea concebida para o cartaz do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha.

Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia), mas, o público conta com um passaporte que dá direito a dez sessões por apenas R$ 30,00.

Uma realização da produtora Coisa de Cinema em parceria com o Cineclube Mário Gusmão, projeto de pesquisa e extensão da UFRB, o Panorama segue até 04 de novembro, em Salvador e Cachoeira. Com apoio de mídia do jornal Correio, o festival é patrocinado pela Petrobras e pelo Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura.


Fonte: Assessoria de imprensa da Quarta Via Comunicação, através de Jane Fernandes.