terça-feira, 18 de abril de 2017

Abertas as Inscrições para Laboratório de Roteiro do Festival Varilux.




Abertas as inscrições para laboratório de roteiro do Festival Varilux de Cinema Francês 2017


OS ENCONTROS ACONTECEM NO RIO, ENTRE 5 E 9 DE JUNHO, COM A COORDENAÇÃO DE FRANÇOIS SAUVAGNARGUES


O Festival Varilux de Cinema Francês, que anualmente apresenta as relevantes produções recentes da cinematografia francesa ao público brasileiro, promove o Laboratório Franco-Brasileiro de Roteiros, entre os dias 5 e 9 de junho, no Rio de Janeiro. Parte integrante das atividades paralelas que estimulam o intercâmbio cultural no âmbito do Festival, a nova versão do curso desenhado para roteiristas conta com especialistas franceses do Conservatório Europeu de Escrita Audiovisual (CEEA) sob a coordenação de François Sauvagnardes, especialista de ficção e diretor geral do FIPA, o Festival Internacional de Programação Audiovisual (Biarritz, França). As inscrições para concorrer a uma vaga no curso já estão abertas e podem ser realizadas no site do festival. A edição 2017 do Festival Varilux de Cinema Francês acontece em mais de 55 cidades brasileiras, entre 7 e 21 de junho.

Os selecionados, no máximo 15, terão a oportunidade de desenvolver seus projetos de escrita, com foco em roteiros de longas-metragens e de séries de TV. Durante os cinco dias de trabalho, os participantes serão divididos em três grupos sob a direção de um experiente roteirista do CEEA, com posteriores exposições em público e síntese do coordenador. A intenção é explorar as metodologias e fundamentos da construção dramática para que cada autor possa aplicá-los no desenvolvimento de seu projeto de roteiro de ficção e ajudá-los a encontrar sua própria particularidade e finalizar a escrita de seu projeto.

Para concorrer a uma vaga, os candidatos devem encaminhar um dossiê em português ou inglês, contendo storyline, sinopse, currículo e carta de intenção. Os candidatos serão selecionados a partir da análise do Dossiê por um júri composto por François Sauvagnargues, coordenador do laboratório e representante geral do FIPA, por um representante da BONFILM, realizadora do Festival, e por um autor convidado pelos formadores. O idioma de trabalho será o inglês ou o francês. O regulamento, e outras informações sobre o laboratório estão disponíveis no site www.variluxcinefrances.com. A lista dos selecionados será divulgada no site e nas redes sociais do Festival no dia 22 de maio.

O Laboratório Franco-Brasileiro de Roteiros é uma realização a partir da parceria entre o Festival Varilux de Cinema Francês e o Conservatório Europeu de Escrita Audiovisual (CEEA).


Sobre François Sauvagnargues

Iniciou sua carreira na Sociedade Francesa de Produção (SFP) no departamento de documentários, passando também pelo setor de Relações Internacionais e atuou como gerente de vendas na França Mídia Internacional. Posteriormente se tornou administrador de co-produções e aquisições no Canal ARTE França, antes de ser nomeado Diretor do Departamento de Ficção para TV do canal entre 2003 e 2011.

Atualmente é diretor artístico do Festival Internacional de Programação Audiovisual (FIPA).


Fonte: Agência Febre, através de Carminhabo Botelho e Katia Carneiro.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Curso ‘Martin Scorsese - O Lobo de Hollywood’ de Robledo Milani.




Apresentação

O diretor, roteirista, ator e produtor Martin Scorsese é vencedor de um Oscar, três Globos de Ouro, dois prêmios BAFTA, um Emmy Primetime e o Directors Guild of America. Em 1987 foi condecorado com a Legião de Honra francesa.




Os filmes de Scorsese costumam abordar os temas da vida dos ítalos-americanos e os conceitos de culpa e redenção católica, machismo e violência na sociedade norte-americana. Ele também é conhecido por seu amor à Música, a qual dedicou alguns de seus filmes (No Direction Home, sobre Bob Dylan, e Shine a Light, sobre os Rolling Stones).




Scorsese é amplamente considerado um dos diretores mais influentes em atividade. Após várias indicações ao longo de sua carreira, finalmente ele ganhou o Oscar de Melhor Diretor por seu filme Os Infiltrados, que também recebeu o prêmio de Melhor Filme no Oscar de 2007. O prêmio foi entregue pelo trio de grandes amigos da mesma geração: Francis Ford Coppola, George Lucas e Steven Spielberg. Em janeiro de 2010 Martin Scorsese foi agraciado com o prêmio honorário "Cecil B. DeMille" na premiação do Globo de Ouro, por sua excepcional contribuição para o campo do entretenimento. Scorsese atualmente é também presidente da Film Foundation, uma fundação sem fins lucrativos, dedicada à preservação de material fílmico em deterioração.







Ministrante: Robledo Milani

Crítico de cinema, editor-chefe do site Papo de Cinema. É vice-presidente da ACCIRS – Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul – e membro-fundador da ABRACCINE – Associação Brasileira dos Críticos de Cinema. Frequenta regularmente todos os principais festivais de cinema do país, tendo sido membro de júris em Gramado, Recife, Fortaleza e Porto Alegre, entre outros. Foi criador e diretor do “Programa de Cinema”, da antiga TVCOM, comentarista da Rádio Itapema e colaborador de revistas como Aplauso e Júnior. Já ministrou os cursos “O Fantástico Cinema de Steven Spielberg” (2011), “Marilyn Monroe: Mito Eterno” (2012), “Tim Burton: O Poeta das Sombras” (2014) e “Francis Ford Coppola: O Apocalypse do Chefão” (2015) pela Cine UM.










Curso: Martin Scorsese - O Lobo de Hollywood, de Robledo Milani

Datas: 29 e 30 / Abril (sábado e domingo)

Horário: 14h às 17h

Duração: 2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local: Cinemateca Capitólio

(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)

Investimento: R$ 85,00

* Desconto para pagamento por depósito bancário:

a) R$ 70,00 (para as primeiras 10 inscrições)

b) R$ 80,00 (demais inscrições)

Formas de pagamento: Depósito bancário / Cartão de Crédito (PagSeguro)

Material: Certificado de participação e Apostila (arquivo em PDF)

Informações: cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714

Inscrições: www.cinemacineum.blogspot.com.br

Realização: Cine UM Produtora Cultural


Fonte: Cine UM Produtora Cultural.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Programação ‘Cinemateca Paulo Amorim – Espaço Banrisul de Cinema’.




CINEMATECA PAULO AMORIM – ESPAÇO BANRISUL DE CINEMA, PROGRAMAÇÃO DE 13 A 19 DE ABRIL DE 2017

SEGUNDA-FEIRA NÃO HÁ SESSÕES


SALA PAULO AMORIM

SOUVENIR (Souvenir - França, 2017, 90min). Direção de Bavo Defurne, com Isabelle Huppert, Kévin Azaïs, Johan Leysen. Pandora Filmes, 14 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Liliane tem um emprego rotineiro em uma fábrica de alimentos. Mas Jean, um novo funcionário, descobre o seu segredo: ela já foi uma cantora famosa chamada Laura, revelada em um concurso popular nos anos 1970. Laura era a mulher dos sonhos de muita gente e o jovem fã vai fazer de tudo para que ela volte aos palcos.

Sessões: 15h15min

FATIMA (Fatima - França, 2017, 80min). Direção de Philippe Faucon, com Soria Zeroual, Zita Hanrot, Kenza Noah Aïche. Imovision, 12 anos. Drama.

Sinopse: Fatima mora na França e cria sozinha suas duas filhas: Souad, de 15 anos, e Nesrine, de 18. Nascida na Argélia, Fatima fala muito mal o francês, condição que só lhe permite trabalhar como faxineira. Isso também dificulta a sua relação com as filhas, que fazem o possível para se integrar à sociedade onde vivem. O longa traz um olhar sensível sobre a condição feminina e a questão dos imigrantes na Europa.

Sessões: 17h15min

OS BELOS DIAS DE ARANJUEZ (Les Beaux Jours d'Aranjuez - França/Alemanha, 100min, 2017). Direção de Wim Wenders, com Reda Kateb, Sophie Semin, Jens Harzer. Imovision, 14 anos. Drama.

Sinopse: Baseado na peça teatral do mesmo nome, de autoria de Peter Hanke, o longa acompanha o encontro entre um casal que conversa sobre temas diversos, das lembranças de infância às viagens, do sexo à filosofia. Mas tudo, na verdade, é fruto da imaginação de um escritor alemão, que prepara seu novo livro.

Sessões: 19h


SALA EDUARDO HIRTZ

ESTREIA: NOJOOM - 10 ANOS, DIVORCIADA (Nojoom - Iemen, 95min, 2017). Direção de Khadija al-Salami, com Reham Mohammed. Esfera Filmes, 10 anos. Drama.

Sinopse: O filme é baseado na história real da menina Nujood Ali, que pediu o divórcio aos dez anos. O casamento de meninas ainda crianças é algo comum e aceito no Iêmen - mas este caso chocou o mundo por causa das brutalidades do marido. Com o auxílio da jornalista francesa Delphine Minoui, a jovem transformou sua experiência em livro - agora transposto para a tela grande por uma das primeiras mulheres a fazer cinema no Iêmen.

Sessões: 15h30min e 19h30min

GAGA - O AMOR PELA DANÇA (Mr. Gaga - Israel-Alemanha-Holanda, 2017, 100min). Documentário de Tomer Heymann. Vitrine Filmes, Livre.

Sinopse: Ohad Naharin, mais conhecido como Mr. Gaga, é diretor artístico da Batsheva Dance Company. O filme mergulha no processo criativo do artista de 60 anos, considerado um dos coreógrafos mais importantes do mundo e responsável pela redefinição da linguagem da dança contemporânea. O projeto durou oito anos e mistura ensaios e sequências de dança impressionantes.

Sessões: 17h30min


SALA NORBERTO LUBISCO

MARGUERITE & JULIEN - UM AMOR PROIBIDO (Marguerite & Julien - França, 105min, 2017). De Valérie Donzelli, com Anaïs Demoustier, Jérémie Elkaïm. Mares Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: A trama mistura elementos antigos e contemporâneos para abordar um amor proibido, no melhor estilo “Romeu e Julieta”. Marguerite e Julien são irmãos e praticamente apaixonados um pelo outro. Na infância, seu pai, o senhor de Tourlainville, resolve separá-los para evitar o pior. Mas nem mesmo o passar dos anos consegue apagar o que existe entre os dois.

Sessões: 15h

TRAVESSIA (Brasil, 90min, 2017). Direção de João Gabriel, com Chico Diaz, Caio Castro, Camilla Camargo. O2 Play Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: Roberto é pai de Julio e ambos vivem dias difíceis por causa da morte da mãe. O relacionamento entre os dois, que já era complicado, se torna cada vez mais distante. Enquanto Roberto busca alento na bebida, Julio se envolve com o tráfico de drogas. Mas um atropelamento inesperado vai mudar a vida de pai e filho. O filme foi o vencedor do 10º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro.

Sessões: 17h

COMO VOCÊ É (As You Are - EUA, 2016, 100min). Direção de Miles Joris-Peyrafitte, com Owen Campbell, Charlie Heaton, Amandla Stenberg. Supo Mungam Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: Os conflitos do universo adolescente são a tônica da trama, ambientada nos anos 1990 em uma cidade suburbana dos Estados Unidos. Jack é um jovem solitário que vive com a mãe, mas tudo muda no dia em que ela se casa com um novo namorado, que também tem um filho adolescente. Apesar de terem temperamentos opostos, Jack e Mark se entendem bem e formam um trio com Sarah, uma garota do bairro. Eles se tornam inseparáveis até o dia em que alguns segredos vem à tona.

Sessões: 19h


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 12,00 (R$ 6,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 14,00 (R$ 7,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

CLIENTES DO BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES.

ESTUDANTES DEVEM APRESENTAR CARTEIRA DE IDENTIDADE ESTUDANTIL. OUTROS CASOS: CONFORME LEI FEDERAL Nº 12.933/2013.

A MEIA-ENTRADA NÃO É VÁLIDA EM FESTIVAIS, MOSTRAS E PROJETOS QUE TENHAM INGRESSO PROMOCIONAL. OS DESCONTOS NÃO SÃO CUMULATIVOS.

Cinemateca Paulo Amorim

Rua dos Andradas, 736 - Porto Alegre RS

Fone (51) 3226-5787


Fonte: Programação e divulgação da Cinemateca Paulo Amorim, através de Mônica Kanitz.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Philos exibe “Hitchcock e Truffaut” no Estação NET Botafogo.


Segunda edição da Sessão Philos, dia 18, convida os especialistas Dodô Azevedo e Carla Meneghini


No dia 18, o Philos, canal on demand da Globosat, promove mais um encontro com exibição de documentário do acervo, às 21h, seguida de conversa com convidados especiais, no Circuito Estação NET de Cinema. A segunda edição da Sessão Philos, no Estação NET Botafogo, apresenta o documentário “Hitchcock e Truffaut”, com entrevistas dos renomados cineastas no estúdio da Universal, em 1962. Foram convidados o DJ e também cineasta Dodô Azevedo e a jornalista Carla Meneghini para falar sobre a trajetória do mestre do suspense Alfred Hitchcock e François Truffaut, um dos fundadores da Nouvelle Vague – movimento artístico que revolucionou a forma de produzir filmes.

Os interessados devem retirar o ingresso na bilheteria, uma hora antes de cada sessão. A entrada é gratuita e a sala está sujeita à lotação do espaço. As próximas edições acontecem em maio e junho. Confira a programação:

Programação

18 de abril

Hitchcock e Truffaut

Convidados: Cineasta Dodô Azevedo e jornalista Carla Meneghini

Local: Estação NET Botafogo

Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 88 - Botafogo

16 de maio

Bansky ocupa Nova York

Convidados: Pesquisador Marco Antonio Teobaldo e o coletivo Nata Família

Local: Estação NET Rio

Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo

Sinopse: O filme apresenta “31 obras de arte em 31 dias”, trabalho realizado pelo britânico Banksy em Nova York, que usa sua arte para tratar temas polêmicos como a guerra do Iraque e a hipocrisia da arte moderna.

20 de junho

A Vida e Obra de Frida Kahlo I

Convidada: Vanessa de Oliveira, mestre em teatro pela UNIRIO

Local: Estação NET Ipanema

Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 605 - Ipanema

Sinopse: Com direção de Amy Stechler, a produção explora a trajetória da artista emblemática da cultura mexicana, Frida Kahlo, considerada uma mulher à frente de seu tempo e um dos grandes nomes do feminismo por sua postura revolucionária, movida por suas dores e paixões, que inovou o mundo da arte.


Sobre o Philos

Criado pela Globosat, o Philos não é um canal tradicional. Com um vasto acervo que reúne os melhores documentários e espetáculos inesquecíveis, Philos está disponível no modelo de subscription video on demand (SVOD), em que o espectador escolhe o momento e o conteúdo que deseja assistir, quantas vezes quiser, por meio de uma assinatura. Com produções de altíssima qualidade, Philos reúne documentários sobre arte, ciência, história, atualidades, música, povos e culturas; debates e entrevistas; e espetáculos de dança e música – tudo em alta definição (HD).


Fonte: Agência Approach, através de Marina Mendes.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Crítica: Fragmentado, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Acompanhamos a história de Kevin (James McAvoy, espetacular), um rapaz atormentado, que decide sequestrar a jovem Casey Cooke (Anya Taylor-Joy, do filme A Bruxa) e suas duas amigas num estacionamento. Quando acordam, elas se encontram numa espécie de porão, onde há somente uma porta. Para piorar, Kevin possui 23 personalidades diferentes, das quais comandam o seu corpo e correndo o sério risco de haver uma 24ª ainda desconhecida e muito perigosa.

Após a apresentação dos personagens, Shyamalan não tem pressa em nos dizer o que realmente está acontecendo na tela, mas sim usando charadas através da sua câmera e criando assim inúmeras possibilidades sobre o que realmente está acontecendo na história. Só começamos a ter uma base da situação quando conhecemos, não só as outras personalidades de Kevin, como também a outra peça-chave desse tabuleiro, que é a psiquiatra Karen Fletche (Betty Buckley, do clássico Carrie: A Estranha), que cuida de Kevin, mas o analisa não só para ajudá-lo, como também para estudar os significados da mente humana e seus mistérios. Mais do que um filme de suspense, Shyamalan cria um verdadeiro mosaico de significados e teorias sobre a mente do ser humano e fazendo a gente se perguntar até onde ela começa, e quando ela termina. Tanto o sequestrador, quanto a sequestrada são vitimas de abusos desde cedo, mas tendo consequências distintas se comparado ambos os casos.

James McAvoy nos brinda aqui com o melhor desempenho de toda a sua carreira, pois a sua interpretação é tão intensa e assombrosa que, por um momento, acreditamos que ele está trocando realmente de personalidade em cena. Sabendo do potencial que tem em mãos, Shyamalan não desgruda a câmera do rosto do ator e captando todas as mudanças faciais no momento da transição de uma personalidade para a outra do personagem: o plano-sequência em que Kevin se encontra em uma sessão com a psiquiatra e ocorrendo então a mudança de personalidade é desde já um dos melhores momentos do filme. Embora não seja um falso documentário, assim como foi apresentado no filme A Visita, Shyamalan pegou gosto em focar os rostos dos protagonistas durante vários minutos e registrando cada momento de mudança de comportamento deles. Embora o personagem de McAvoy seja o foco principal neste quesito, a veterana atriz Betty Buckley não fica muito atrás, já que o cineasta registra toda a ambiguidade da qual a sua personagem transmite para nós e fazendo a gente se perguntar quais os motivos dela querer ajudar Kevin a fundo, mesmo correndo sério risco de vida. As sequências de ambos em cena é sempre um deleite, não só pelo fato do extraordinário desempenho McAvoy, mas também pelo fato de Betty Buckley não ficar muito atrás no domínio de cena.

Fragmentado, não só é um dos melhores filmes de M. Night Shyamalan, como também é uma aula de como se deve ser feito os filmes atualmente, já que muitos são lançados com grandes expectativas, mas a maioria ficando sempre só na promessa.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

domingo, 9 de abril de 2017

Crítica: Era o Hotel Cambridge, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Dirigido pela cineasta Eliane Caffé (Narradores de Javé), a trama retrata o dia a dia do movimento FLM (Frente de Luta pela Moradia) que ajuda abrigar um grupo sem teto e refugiados de outros países num velho edifício abandonado. Além de assistirmos o dia a dia de alguns personagens que moram na ocupação, acompanhamos também a aflição de muitos, pois eles receberam a noticia que precisam se retirar do local por ordem do governo. Segue então a união e luta dessas pessoas perante o inevitável e tentando de todas as formas não cederem perante a opressão. Uma vez apresentado o cenário dos eventos que irão acontecer no decorrer do filme, a câmera de Caffé segue andando pelos corredores do prédio, como uma espécie de registro documental e para então termos a chance de fazermos uma analise sobre o que acontece nessa ocupação. Uma vez que os moradores reais dividem espaço com atores em cena, se apresenta então inúmeras subtramas, mas das quais cada um passa uma verossimilhança convidativa e da qual a gente se identifica com ela, mesmo para aqueles que nunca tenham passado numa situação parecida. Nada é forçado, mas sim convidativo, como se a câmera de Caffé fosse os nossos olhos, para então adentrarmos todos juntos nesse mundo pouco explorado pelos principais meios de comunicação.

No elenco, José Dumont, Suely Franco e Paulo Américo estão ótimos em seus respectivos papeis, bem como os amadores saídos de oficinas com moradores, como Carmem Lucia, líder do MSTC, sendo ela mesma na trama. Aliás, Lucia é que realmente rouba a cena do filme, pois ela é a principal voz da daquela comunidade, da qual necessita de uma força para seguirem em frente e não desistir perante os obstáculos que virão a seguir. É de se impressionar, por exemplo, a cena em que ela conduz inúmeros moradores para o prédio antes da policia chegar, sendo uma sequência na qual ficamos nos perguntando se ela é fictícia ou verídica, já que não é muito diferente do que ela já enfrentou em sua cruzada, em defesa dessas pessoas.

O ato final nos reserva pura tensão, já que ele começa com um determinado personagem principal lendo os comentários intolerantes pela internet contra as ocupações, para logo depois testemunharmos a policia de São Paulo armada até os dentes e indo contra os moradores. O filme não poupa críticas contra o sistema, no qual cada vez mais se vende ao mundo capitalista e fazendo do socialista uma espécie de inimigo número um do estado. Devido a isso, temos cenas aterradoras de policiais disparando bombas de gás contra pessoas desarmadas. Essa sequência é desde já o ápice do filme, já que ela é uma síntese da imagem da força policial opressora, na qual é comandada pelo estado da direita atual.

Com cenas finais esperançosas, nas quais mostram as bandeiras do movimento FLM nos inúmeros prédios ocupados na cidade de São Paulo, Era o Hotel Cambridge é um filme sobre a resistência do Brasil de hoje.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Documentário 'Central' Entra na Segunda Semana de Exibição nos Cinemas.


Além de Porto Alegre e Caxias do Sul, o filme entra em cartaz em Santa Cruz do Sul. São Paulo e Rio de Janeiro seguem na programação


Com grande repercussão na mídia local e nacional, o documentário, que revela de dentro das celas a realidade nua e crua do pior presídio do Brasil e também da América Latina - o Presídio Central -, segue em cartaz nas principais cidades do país. Com sessões lotadas em Porto Alegre e com grande aceitação por parte do público nas demais cidades, o filme, dirigido por Tatiana Sager e com codireção de Renato Dornelles, é unanimidade entre os críticos como um documentário impactante que revela com qualidade a dimensão das disputas de poder entre as facções dentro da cadeia e a realidade de superlotação e vulnerabilidade social em que são submetidos os detentos. Para muitos jornalistas e para o público em geral, Central é um filme necessário para entender o caos do sistema carcerário no Brasil e a onda de violência e criminalidade das principais cidades brasileiras.

O documentário traz à tona, além da narrativa vista sob a ótica dos diretores, o olhar dos próprios presos sobre a realidade em que vivem. Com câmeras nas mãos, os presos captaram imagens diretamente nas galerias, onde nem mesmo a polícia tem acesso. O filme mostra a vida como ela é dentro de celas superlotadas, sem higiene e com uso liberado de todos os tipos de drogas.

Tatiana Sager, jornalista e fotógrafa há mais de 20 anos, permaneceu durante 70 dias dentro do Presídio Central de Porto Alegre, após uma negociação tensa com os apenados, e registrou o cotidiano por trás das grades e testemunhou o sistema de organização dos presos, que hoje vivem divididos em galerias por conta da superlotação da cadeia. Para mostrar as cenas do interior do Central, em especial as registradas pelos próprios detentos, Sager cumpriu uma negociação de três anos com autoridades, advogados e os chamados 'plantões' das galerias, presos que possuem um status de prefeito e que comandam tudo o que pode ser feito pelos apenados de cada facção.

O documentário é inspirado no livro Falange Gaúcha - a história do Crime Organizado no RS, de Dornelles, que aborda a dimensão das disputas de poder entre as facções, os conceitos de violência simbólica e econômica, segregação e vulnerabilidade social e, ao mesmo tempo, os conceitos de vingança privada, universidade do crime e o senso comum, expresso no ditado popular “bandido bom é bandido morto!”. O filme também dialoga sobre a questão da segurança pública, um dos principais temas em debate no país. Entender a lógica do encarceramento em massa é mergulhar na história de um Brasil pouco conhecido, em que o Estado atua na contramão da própria reconquista da liberdade e ressocialização dos cidadãos infratores.

A partir de depoimentos de policiais militares, autoridades, como o juiz Sidinei Brzuska, da Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre, o promotor de Justiça Gilmar Bortolotto, e o sociólogo Marcos Rolim, familiares e presos, o filme também desnuda as diversas faces de uma mesma história, procurando expressar a autenticidade de um mundo que corre à margem, mas que está absolutamente integrado à nossa estrutura social.


Premiações

O documentário recebeu os prêmios de Melhor Documentário de Língua Portuguesa no FESTin - Portugal (2016), de Melhor Documentário no 33° Prêmio Nacional dos Direitos Humanos de Jornalismo (2016) e de Finalização FAC-RS (2014). Além de ter participado da seleção oficial do Florianópolis Audiovisual do Mercosul (FAM), em Santa Catariana (2016), e do DocMontevideo, no Uruguai (2016), da Mostra Panorama do Festival Visões Periféricas, no Rio de Janeiro (2016) e da Mostra Gaúcha do Festival de Cinema de Gramado, no RS (2016).


Críticas

DAVID COIMBRA | JORNALISTA RBS

“Eu acho que talvez esse seja o filme mais importante que tenha sido feito no Rio Grande do Sul em todos os tempos.”

JUAREZ FONSECA | JORNALISTA E CRÍTICO CULTURAL

"O filme é um claro aviso de que estamos chegando a um ponto de não-retorno se alguma atitude não for tomada com urgência pelas autoridades."

MARCELO JANOT | O GLOBO

"Os presídios brasileiros se assemelham a masmorras medievais onde o principal objetivo é a punição e a vingança, se transformando em fábricas de bandidos."

CACO BARCELLOS | JORNALISTA

“O filme é um documento histórico. Algum dia, lá no futuro, as novas gerações não vão acreditar que isso possa ter ocorrido em um país chamado Brasil.”


Ficha técnica

Direção: Tatiana Sager

Codireção: Renato Dornelles

Produção: Beto Rodrigues e Tatiana Sager

Produção Executiva: Beto Rodrigues e Raquel Sager

Roteiro: Tatiana Sager, Renato Dornelles e Luca Alverdi

Direção de Fotografia: Pedro Rocha

Trilha Sonora Original: Everton Rodrigues

Montagem: Luca Alverdi e Ricardo Zauza

Desenho de Som e Mixagem: André Sittoni

Idade Indicativa: 14 anos


Trailer



Fonte: Paola Rodrigues - Distribuição | Panda Filmes.