domingo, 11 de dezembro de 2016

Crítica: ELIS, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Dirigido e roteirizado por Hugo Prata, acompanhamos o princípio, sucesso e queda da cantora Elis Regina (Andreia Horta, ótima), que veio do interior do RS para tentar sucesso como cantora no RJ. Começando a cantar em boates e pequenos auditórios, Elis rapidamente alcançou o estrelato, tanto sonhado por ela. Porém, a realidade aos poucos bate a sua porta e ela descobre que sempre haverá um grande preço a se pagar. Com uma bela reconstituição de época, onde a fotografia exala o clima das três décadas retratadas na tela, o filme começa justamente em 1964, onde Elis começou a dar os seus primeiros passos, mas ao mesmo tempo teve que enfrentar inúmeros obstáculos, desde as mudanças políticas da época, como também o machismo que imperava. O filme acerta ao retratar a personalidade forte da cantora, onde não se intimidava perante homens gananciosos, mas sim respondia à altura.

Não é fácil, portanto, fazer um retrato fiel, não somente físico, como também de uma personalidade distinta e que falava por si. Para atuar como Elis era preciso uma atriz que se entregasse de corpo e alma e coube Andreia Horta (Muita Calma nessa Hora) para alcançar o tal feito. Embora não tenha um físico parecido, Andreia simplesmente encarnou a Elis, mas não somente graças à maquiagem ou penteado, como também os trejeitos e um olhar cheio de força e determinação assim como tinha a cantora. Contudo, Andreia tem uma voz que não lembra nem de longe a voz intocável da artista. Coube então aos responsáveis pela trilha sonora e mixagem de som, em fazer milagre para que nos momentos em que a atriz atuasse cantando nos palcos fosse no mínimo perfeito. Embora a sincronização tenha saído perfeita, foi graças também ao empenho de Andreia que conseguiu passar toda energia e gingado do qual Elis possuía. Mas se sua imagem e força são um retrato quase fiel de sua pessoa, talvez os fãs mais radicais sintam falta de uma trama na qual explorasse melhor a sua vida nos mínimos detalhes. Todo mundo sabe que o sucesso que ela obteve aconteceu da noite para o dia, mas na adaptação isso foi usado ao pé da letra, já que não leva nem meia hora de projeção e já vemos a cantora fazendo sucesso na TV.

Ronaldo Bôscoli, primeiro empresário e marido de Elis e que aqui ganha vida na pele de Gustavo Machado (Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios). Ao retratar essa pessoa importante dentro da vida de Elis, Machado não se intimida em cena e passa todo aquele ar de malandro carioca, do qual não esconde somente ambição em conseguir lucro através da voz dela, como também uma paixão na qual nem mesmo ele soube administrar. É o típico personagem que a gente odiaria facilmente, mas é graças ao desempenho do ator que faz com que compreendemos, mesmo com todos os seus defeitos, a pessoa que Ronaldo Bôscoli foi para a vida de Elis. Caco Ciocler não convence em cena como César Camargo Mariano (pianista, último marido de Elis e pai de Maria Rita), Julio Andrade (Gonzaga) rouba cena, ao interpretar o cantor e dançarino Lennie Dale e que ajudou Elis a passar energia no palco. Com um visual que, tanto lembra os melhores dançarinos do documentário Dzi Cocrettes, como também a fase áurea de Ney Matogrosso.

O filme se encaminha para o cenário que levou Elis a ter conflitos, tanto familiares, como também de pessoas próximas e consigo mesma. Elis queria somente cantar, mas ao mesmo tempo tinha a tentação de responder contra os algozes dos artistas da época, mas só não fazia isso para se preservar e proteger a sua família: a cena em que vemos a artista cantando para os militares, para logo depois ser censurada pelos seus próprios fãs, é o principio do fim de uma cantora que, querendo ou não, se tornou vitima de um governo golpista da época. Infelizmente faltou um pouco mais de coragem no retrato de sua queda, que envolveu muitos remédios, bebidas e decepções.

Mesmo a gente sentindo que faltou um pouco mais de ousadia, Elis é um filme feito com certo cuidado e carinho para os fãs de ontem e hoje, da cantora e que sua presença faz falta dentro do universo da música brasileira.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Comédia Chocante começa a ser filmada no Rio.


Crédito da foto: Barbara Veiga


Eles fizeram sucesso quando a Choque de Amor estourava em todas as rádios. Mas com o fim da boy band Chocante, nos anos 1990, Téo, Tim, Toni, Clay e Tarcísio tomaram rumos diferentes. Vinte anos depois, os rapazes se reúnem novamente, no velório de Tarcísio, morto precocemente de forma inesperada e... chocante. Deste reencontro, surge a ideia da antiga banda se juntar novamente para um único show, e reviver, a amizade entre eles e as glórias do passado.

A história do novo filme da Casé Filmes produzido por Augusto Casé, com distribuição da Imagem Filmes e coprodução da Globo Filmes, tem direção assinada por Johnny Araujo e Gustavo Bonafé. A comédia destaca a vida conturbada dos meninos que sonhavam em ser estrelas da música e acabam com sonhos desfeitos, engolidos pela realidade cotidiana das contas a pagar. As filmagens começaram em novembro, no Rio de Janeiro, com previsão de lançamento em circuito nacional em julho de 2017.

Chocante reúne nomes de ponta do humor brasileiro. Os garotos da banda são vividos por Bruno Mazzeo (Téo), Lúcio Mauro Filho (Tim), Bruno Garcia (Toni) e Marcus Majella (Clay), além de Débora Lamm (Quézia), que interpreta a eterna presidente do fã clube. Um quinto elemento, chamado para completar o grupo na volta aos palcos, após a morte do integrante Tarcísio, é vivido por Pedro Neschling (Rod). E, como toda banda que se preze tem um empresário à altura, Tony Ramos aqui viverá o empresário Lessa. Também estão no elenco talentos como Renata Gaspar, Klara Castanho e Priscilla Assum.

O roteiro de Chocante é escrito por Luciana Fregolente, Pedro Neschling, Bruno Mazzeo e Rosana Ferrão com colaboração de Luiza Yabrudi e Marcelo Vindicato. A trilha sonora original e música tema da banda é composta por Plínio Profeta.


Ficha técnica:

Produtor: Augusto Casé

Produtoras Associadas: Pri Jansen e Mariana Muniz

Direção: Johhny Araujo e Gustavo Bonafé

Produção executiva: Bia Caldas

Direção de fotografia: Toca Seabra, ABC

Direção de arte: Joana Mureb

Figurino: Letícia Barbieri

Trilha Sonora: Plínio Profeta

Montagem: Pablo Ribeiro

Distribuição: Imagem Filmes

Coprodução: Globo Filmes e Telecine

Produção: Casé Filmes


Fonte: Debora Ghivelder - Documennta Comunicação.

“Cinema Novo” de Eryk Rocha inaugura Sessão Abraccine.




“Cinema Novo”, de Eryk Rocha, inaugura Sessão Abraccine


A Cinemateca Paulo Amorim é parceira da Associação Brasileira dos Críticos de Cinema (Abraccine) no seu primeiro projeto de exibição e sessões comentadas. O filme escolhido é “Cinema Novo”, de Eryk Rocha, que ganha debate na próxima terça-feira (dia 13), na sessão das 19h30min. Participam as jornalistas Ivonete Pinto e Mônica Kanitz, associadas da Abraccine.

Com sessões previstas para Belém, Porto Alegre, Recife e Salvador, a Sessão Abraccine está de acordo com o compromisso da entidade em promover as diversas formas de pensamento crítico, reflexão e debate sobre cinema. "A Sessão Abraccine abre um novo campo de atividade da associação, que, aliada ao lançamento de livros e revistas, busca valorizar e incrementar o debate sobre cinema. Priorizando a produção brasileira e os filmes que oferecem importantes contribuições à linguagem, novos ou antigos, o projeto pretende se estender aos vários estados onde há associados da Abraccine", diz o presidente da associação, Paulo Henrique Silva.

"Começar esse projeto com 'Cinema Novo' reflete justamente um dos pensamentos de nossa gestão: estimular o debate constante sobre a produção brasileira, que, na década de 60, era plenamente exercido por críticos que receberam os filmes do Cinema Novo e levaram a nossa cinematografia a um outro patamar, com cada um se alimentando desse rico encontro".

Sobre a Abraccine - Criada em 2011, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema e é a primeira entidade nacional a reunir críticos de todas as regiões do país: são 100 associados de 15 estados. A entidade organiza júris em diversos festivais de cinema, concede prêmios, publica livros especializados, promove cursos e seminários, e trabalha pela inserção da crítica nos mecanismos de discussão das políticas pelo cinema brasileiro.


SINOPSE

Cinema Novo (Brasil, 2016). De Eryk Rocha. Documentário. Um ensaio poético, um olhar aprofundado e um retrato íntimo sobre o Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro que colocou o Brasil no mapa do cinema mundial, lançou grandes diretores e criou uma estética única, essencial e visceral que mudou a história do cinema e a história do Brasil para sempre. Vencedor do 1º Olho de Ouro no Festival de Cannes 2016 - 90min / 12 anos/ DCP / Vitrine Filmes.


Serviço:

Sessão Abraccine apresenta “Cinema Novo”, de Eryk Rocha

9/12 – Cinema da Fundação (Recife), às 14h * debate com Paulo Cunha e André Dib

13/12 - Cinemateca Paulo Amorim (Sala Eduardo Hirtz – Porto Alegre), às 19h30, *debate com Ivonete Pinto e Mônica Kanitz

14/12 – Saladearte XIV (Pelourinho – Salvador), às 18h30, *debate com Rafael Carvalho e Ramon Coutinho (realizador e professor)

28/12 - Cine Olympia (Belém), às 18h30, *debate com Marco Antônio Moreira


Cinemateca Paulo Amorim

Rua dos Andradas, 736 - Porto Alegre

Fone (51) 3226-5787


Fonte: Programação e divulgação da Cinemateca Paulo Amorim, através de Mônica Kanitz.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Crítica: A CHEGADA, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


A comunicação de hoje pode ser feita de inúmeras formas, pois basta, por exemplo, usar o tradutor do Google para saber o que a outra pessoa do outro lado do mundo está falando. Temos tanto recursos para um bom diálogo, mas que, infelizmente, cada vez mais estamos nos perdendo em meio à ganância, paranoia e preconceito. No mais novo filme de Denis Villeneuve (Incêndios), a trama explora a ideia de que, a comunicação pacífica global, é sim a melhor arma contra possíveis guerras que podem até mesmo dizimar toda a humanidade.

Baseada no romance “Story of Your Life”, publicado por Ted Chiang em 1998, acompanhamos a missão da Doutora em linguística Louise Banks (Amy Adams), que foi recrutada pelo governo dos EUA em tentar dialogar com seres extraterrestres que pousaram na terra. Na realidade há doze espaçonaves (com o formato de um ovo) pousadas em áreas distintas da terra e onde cada governo tenta compreender os motivos deles estarem ali. Não demora muito tempo para que a doutora lute contra o relógio, pois inúmeras potências começam a pensar em atacar. A premissa pode até parecer simples, mas nada caindo nas mãos de Villeneuve se torna algo previsível, mas sim reflexível. Ao começar pelo fato de a todo o momento a doutora Banks ter lembranças (?) de quando era mãe solteira e se confrontado com um delicado problema vindo de sua filha. Essas passagens servem para que ela tente desvendar a melhor forma de comunicação perante os alienígenas, mas até onde isso é realmente verdade?, é aí que Villeneuve nos testa, já que essas passagens vêm e voltam na trama, para então montarmos um quebra cabeça que se encontra bem na nossa frente. Aliás, esses momentos me fizeram lembrar de A Árvore da Vida de Terrence Malick, aonde a trama vinha e voltava no tempo e suas imagens pareciam de alguém observando a todo o momento. Ambos os casos tratam sobre a vida humana, sendo que aqui ela é posta em cheque inúmeras vezes, principalmente pelo fato dos seres humanos serem às vezes movidos por suas escolhas e terem que enfrentar as suas consequências.

Falando em atos e consequências, Banks se torna uma espécie de parede que separa os alienígenas dos seres humanos, já que esses últimos são movidos pelo desejo de escolha de somente se defender, mas não especificamente se comunicar. É então que testemunhamos a doutora, ao lado do seu parceiro de ciências Ian Donnelly (Jeremy Renner), usarem a comunicação através de palavras escritas, para logo descobrir a forma que os alienígenas se comunicam, não com palavras, mas sim com figuras enigmáticas. Não há como negar que é nesses momentos que o filme remete a filmes clássicos da ficção como 2001, Contatos Imediatos de 3º Grau e Contato. Embora existam inúmeras informações para ser digerido ao longo da trama, o roteirista foi cuidadoso para que essas passagens nunca soassem confusas, mas sim que fizesse com que ficássemos curiosos com cada imagem vista na tela. Isso melhora ainda mais pelo fato de já estarmos envolvidos com os seus personagens, principalmente pela sua protagonista.

“Surpreende” talvez seja a palavra correta que define os momentos finais da trama, principalmente da maneira que nos é apresentado a melhor solução contra uma possível guerra iminente. Como eu disse no começo do texto, a comunicação é a melhor arma contra um futuro opressor que, embora aqui seja usada ao pé da letra, ela se torna mais do que válida, principalmente em tempos em que cada vez mais a extrema direita anda dominando ao redor do mundo e sem ter interesse em um dialogo pacifico. E como se já não bastasse tudo isso, os últimos minutos acabam nos emocionando pelo fato de nos colocar de frente com uma pergunta de peso: “se você tivesse conhecimento de sua vida, do começo ao fim dela, mudaria alguma coisa?”.

Denis Villeneuve nos faz levar essa pergunta para fora do cinema e ficamos então pensando sobre as inúmeras passagens de nossa vida e de como cada momento serviu para nos tornamos o que nós somos hoje. A Chegada pode até não ser um dos melhores filmes do ano, mas fazer a gente pensar sobre nós mesmos já é um grande feito.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Na semana da Comic Com Youtubers fazem Mannequin Challenge de cinema.




Bryan & Nat, DRelacionamentos e Pensando Magro participam, do desafio que se tornou febre mundial


A febre do Mannequin Chalenge – novo viral da internet que consiste em filmar um grupo de pessoas em situações comuns do cotidiano, mas completamente paradas, chegou também aos Youtubers, que aproveitaram a semana da Comic Com para lançar uma versão do desafio. A ideia de fazer um vídeo reverenciando a sétima arte com personagens e filmes famosos foi dos youtubres Bryan Ruffo e Natalia Millano do canal Bryan & Nat. Com a colaboração de mais 20 canais – que abordam assuntos que vão de cinema a dicas de saúde, passando por gastronomia e games – o vídeo faz referência a filmes como E.T, Titanic, Homem Aranha entre outros.

“Tivemos a ideia de fazer o vídeo e lançar na semana em que o maior evento nerd do mundo chega ao Brasil. A Comic Con é muito importante para expandir a cultura geek no país, com quadrinhos e games, mas não deixa o cinema em segundo plano. Até porque muito do que está nas telonas hoje, saiu das HQ e são grandes sucessos” conta Natalia Milano, roteirista e idealizadora do canal. “A gente quis fazer algo divertido, então sugerimos aos YouTubers que além do desafio do manequim, a gente se fantasiasse e trouxesse referências de cinema para o vídeo e eles curtiram muito a ideia.”, completa Bryan Ruffo ator e idealizador do canal.

O manequim challange do Bryan & Nat foi gravado no Youtube Space em São Paulo. Assista o desafio e veja se consegue descobrir todas as referencias!





Sobre Bryan & Nat

Bryan Ruffo é americano, nascido em Nova York, o ator e roteirista de 28 anos tem como destaque em sua carreira filmes como “Tim Maia”, “Loucas pra Casar” e “Linha de Passe”, além da série “Morando Sozinho”, do Multishow. Fez diversas campanhas publicitárias para clientes como TIM, Vivo, Claro, Bis, Folha de S. Paulo e Colgate. Estudou no conservatório Stella Adler (NY), Improvisação no The Second City Hollywood (LA) e roteiro na UCLA.

Natalia Milano é roteirista, filmmaker e atriz. Com 28 anos já atuou em curtas-metragens e campanhas publicitárias para empresas como Trident, Net, Diet Coke e Bauducco. Formada em cinema pela FAAP e em Artes Cênicas pelo Célia Helena, também estudou edição na NYFA (NY) e direção e Design na UCLA (LA).


Fonte: Tudo em Pauta, através de Fabiola Ribeiro, Ana Maura Werner, Patrícia Saraiva e Erika Digon.

‘Fragmentado’ novo suspense de M. Night Shyamalan.




‘Fragmentado’, novo suspense de M. Night Shyamalan, tem nova data de estreia no Brasil


THRILLER CHEGA AOS CINEMAS EM 23 DE MARÇO DE 2017


Em uma parceria inédita, o diretor M. Night Shyamalan (“O Sexto Sentido” e “A Visita”) e o produtor Jason Blum (“Atividade Paranormal”) apresentam “Fragmentado” (Split). Com James McAvoy como protagonista, o thriller chega aos cinemas brasileiros em 23 de março de 2017.

Kevin (James McAvoy) é um portador de 23 personalidades distintas que se manifestam aleatoriamente. Embora esse quadro clínico seja conhecido pela psicóloga de confiança de Kevin, Dr. Fletcher (Betty Buckley), existe uma outra personalidade submersa que está programada para surgir e dominar todas as outras. Forçado a sequestrar três garotas, entre elas Casey (Anya Taylor-Joy, de “A Bruxa”), Kevin se vê em uma guerra pela sobrevivência contra as forças que existem dentro dele – e também contra as que estão ao seu redor.

O elenco reúne ainda Haley Lu Richardson, Brad William Henke, Kim Director, Sterling K. Brown e Sebastian Arcelus. A distribuição é da Universal Pictures.


Fonte: Agência Febre, através de Jéssica Quinalha e Ciro Bonilha.

Jovens das Oficinas Querô realizam estreia de seus curtas-metragens na próxima Terça-feira.




Jovens das Oficinas Querô realizam estreia de seus curtas-metragens na próxima terça (13/12), no Cine Roxy


Ao todo, 4 obras audiovisuais foram realizadas no ano, por jovens de 14 a 18 anos, entre eles uma websérie filmada inteiramente com o celular


Chegou a hora de assistir os curtas-metragens produzidos pelos jovens das Oficinas Querô 2016. Este ano, foram quatro obras audiovisuais produzidas, sendo 3 curtas-metragens e uma websérie dividida em 4 capítulos. Todo o trabalho de roteiro, direção, produção, filmagem e edição foram realizados por jovens de 14 a 18 anos das cidades de Santos, São Vicente, Cubatão e Praia Grande. O resultado será visto na terça-feira (13/12), na tradicional Sessão de Estreia no Cine Roxy 5 (Gonzaga), às 20 horas.

Neste ano em que a Instituição completa 10 anos, números expressivos foram alcançados. Mais de 700 jovens da região da Baixada Santista participaram do processo seletivo, e 40 deles foram selecionados para integrar a equipe das Oficinas Querô 1º ano. Desta turma, 3 filmes foram produzidos, após passarem por aulas de produção audiovisual, empreendedorismo e cidadania, com profissionais do cinema brasileiro. “Este ano os jovens produziram três documentários, todos com uma mensagem social forte, mostrando o cinema como importante ferramenta para levantar discussões”, comenta Thaianne Spinassi, produtora da turma.

Os jovens das Oficinas Querô 2º ano passaram por um novo período de capacitação, focada para a experimentação no mundo do trabalho e a realização de mais um curta-metragem. A turma resolveu inovar e produziu uma websérie totalmente filmada com o celular. Os equipamentos cinematográficos de som e tripé também foram construídos pela turma. “Essa foi uma ideia trazida por eles e que abraçamos de primeira. Uma proposta que mostra o cinema acessível para todos, bastando ter um equipamento de filmagem nas mãos, seja câmera e celular, e uma boa história pra contar”, reforça a produtora da turma, Ana Claudia Rodrigues.

Com patrocínio do Banco Votorantim, MSC e thyssenkrupp, as Oficinas Querô acontecem desde 2006 e cerca de 400 jovens já passaram pelo projeto. A Instituição encerra o ano comemorativo de 10 anos ultrapassando 100 obras audiovisuais produzidas, entre curtas, séries e um longa-metragem, e 49 prêmios conquistados. O projeto é uma realização do Instituto Querô e Ministério da Cultura, com apoio da Prefeitura de Santos, Unimonte, Sesc Santos e Viação Piracicabana.


Curtas-metragens 2016

Por meio de uma ação social ligada à Escolinha de Surf Radical de Santos, os jovens das Oficinas Querô 1º ano desenvolveram o documentário “Vidas ao Mar”, que conta a história de duas crianças portadoras de necessidades especiais que encontraram no surf uma forma de superar seus limites.

O documentário “Azuis” aborda o autismo de forma sutil e poética, apresentando personagens de idades diferentes e suas relações com seus familiares. A partir do depoimento dos pais, descobrimos um pouco de como eles vivem, suas maiores dificuldades, mas principalmente do amor que eles emanam.

“Unidos” é um documentário que apresenta o Unidos da 7, um time de futebol de várzea do Parque das Bandeiras, em São Vicente. Em um domingo de jogo, descobrimos um pouco sobre a paixão que envolve toda a comunidade em torno do campo de futebol.

A websérie “21” foi produzida em coletivo pelos jovens das Oficinas Querô 2º ano. Dividida em 4 episódios, a obra audiovisual aborda os principais conflitos que atingem a juventude atual, trazendo temas como a relação do jovem com a internet e a mobilização entre eles. “Por meio de opiniões, a gente procurou mostrar o protagonismo da juventude e a cultura das novas gerações, como pensamos e como buscamos mudanças para o futuro”, complementa Lucas Camargo, um dos realizadores. A websérie será disponibilizada no youtube em 2017.


SESSÃO DE ESTREIA DOS CURTAS DAS OFICINAS QUERÔ 2015

Quando: terça-feira, 13 de dezembro

Horário: 20 horas

Local: Cine Roxy 5 (Avenida Ana Costa, 433 – Gonzaga/Santos)

*Evento somente para convidados


Fonte: Assessoria de Imprensa do Instituto Querô, através de Ivan De Stefano.