Fonte: www.google.com.br/imagens
Ficha Técnica
Ano: 2012;
Gênero: Aventura;
Duração: 117m;
Origem: EUA;
Direção: Bill Condon;
Atores: Kristen Stewart, Dakota Fanning, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Anna Kendrick, Michael Sheen, Ashley Greene, Maggie Grace, Nikki Reed, Kellan Lutz, Jackson Rathbone, Cameron Bright;
Censura: 14 anos.
Cinema
Cineflix (João Pessoa) 1:
Horários: 14h30, 17h, 19h30 e 22h.
Cineflix (João Pessoa) 3:
Dublado
Horários: 14h, 16h30, 19 e 21h30.
Sinopse:
Depois do nascimento de Renesmee, filha de Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson), os Cullen se reúnem a outros clãs de vampiros para proteger a criança dos Volturi.
Trailer
Fonte: www.youtube.com
Fonte: Cineflix João Pessoa e Zero Hora 16/11.
Patrocínio
Cineflix João Pessoa, Avenida João Pessoa nº 1831, Porto Alegre – RS.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Inscrições prorrogadas para a 40ª edição do Curta nas Telas.
Foram prorrogadas as inscrições para a 40ª edição do Curta nas Telas até o dia 23 de novembro de 2012. Essa é a chance de ver seu filme brilhar nas telas de cinema.
O Projeto Curta nas Telas é fruto de Convênio entre a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, o Sindicato das Empresas Exibidoras do Rio Grande do Sul e a Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos do Rio Grande do Sul e Brasileira de Documentaristas (APTC – ABD/RS). Em 39 edições, foram selecionados 277 curtas de todo o Brasil e exibidos nas principais salas de cinema de Porto Alegre.
Poderão participar filmes nacionais de curta metragem que tenham cópia em boas condições na bitola 35 mm, com duração de até 15 (quinze) minutos e que tenham sido realizados após o ano de 1990. Neste edital, não serão aceitos filmes que tenham apenas cópia digital.
A premiação consistirá na exibição dos filmes selecionados, pelo período de 14 dias, no circuito comercial de cinemas de Porto Alegre, em sistema de rodízio entre as salas e no pagamento do direito de exibição, pela Secretaria Municipal da Cultura, no valor de R$ 2.000,00.
Informações na Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia (CCVF) (51) 3289-8137 e (51) 3289-813
O Regulamento está disponível no portal
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smc/default.php?reg=349&p_secao=184
ou poderá ser solicitado pelo e-mail
curtanastelas@smc.prefpoa.com.br
Em breve, iniciarão as exibições dos filmes selecionados na 39ª edição, contando com a parceria inestimável da APTC/RS e das redes de cinema integrantes do projeto: Espaço Itaú de Cinema, GNC Cinemas, Cinemark, Cineflix, Arcoíris Cinema e Guion Cinemas.
Fonte: curtanastelas@smc.prefpoa.com.br
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Resultado do sorteio do par de ingressos para cinema, Cineflix João Pessoa (14/11).
Parabéns! Régis Rafael Hryçai. Ganhador de um par de ingressos para cinema, uma promoção patrocinada pelo Cineflix João Pessoa.
Atenciosamente!
www.ahoradocinema.com
ahoradocinema@live.com
SorteiosPT - Sortear coisas é conosco!
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No SorteiosPT tentamos fazer o sorteio de coisas o mais simples possível! Neste momento, poderás sortear listas de nomes, números, e-mails ou até número das namoradas! Mas, a rede social é igualmente importante para nós por isso desenvolvemos algumas ferramentas que permitem sortear os teus amigos, fã, etc.
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Editora Sextante Recomenda: As Coisas boas da vida, de Anderson Cavalcante.
A felicidade é feita de coisas pequenas e simples. Beijar um filho é um gesto pequeno e simples capaz de trazer contentamento tanto para o pai quanto para a criança. Andar descalço é algo pequeno e simples que nos permite entrar em contato com a natureza.
Este é um livro sobre coisas pequenas e simples que compõem a verdadeira felicidade.
As coisas boas da vida mostra que, para sermos felizes, não precisamos de bens materiais, mas de um comprometimento definitivo com a felicidade. Um comprometimento diário, que vem do fundo do coração, do fundo da alma, que faz com que não passemos nem um dia sequer sem agradecer a dádiva de estarmos vivos.
Outros livros falam de trabalho. Este fala do prazer de viver. Seja feliz e curta o presente da sua vida!
Dados
108 páginas
15 x 15 cm
Brochura
R$ 12,90
Sobre o autor
Anderson Cavalcante é apaixonado por gente e conhecimento. Empresário de sucesso, é formado em Administração de Empresas com ênfase em marketing, possui especialização em Psicodinâmica Aplicada a Negócios, Gestão Empresarial e MBC - Manager Business Communication em parceria com a University of Florida.
É autor dos livros As coisas boas da vida, Minha mãe, meu mundo, Meu pai, meu herói, Viva as coisas essenciais da vida, Meu jeito de dizer que te amo e O que realmente importa?, que estão sempre presentes nas listas dos livros mais vendidos do Brasil, tendo obtido uma venda superior a 640 mil exemplares.
Fonte: www.esextante.com.br
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terça-feira, 13 de novembro de 2012
Em Elefante Branco, Pablo Trapero segue caminhando em direção ao cinema-de-reivindicações.
Fonte: www.google.com.br/imagens
Depois de chegar ao auge do seu cinema de transformação de espaços em Leonera, o diretor argentino Pablo Trapero (Família Rodante) dá com Elefante Branco (Elefante Blanco) mais um passo em direção ao cinema de "grandes temas" e de preocupações sociais pontuais, processo iniciado no seu longa anterior, Abutres.
Se Abutres tratava do cruzamento entre os acidentes de trânsito e a indústria de indenizações de seguros em Buenos Aires, em Elefante Branco Trapero deixa a rua, com suas imprevisibilidades, e retorna - como em Leonera ou, em menor medida, como em Nascido e Criado - a um confinamento: o elefante branco do título.
Trata-se de um edifício gigantesco em Buenos Aires projetado nos anos 1920 para ser o maior hospital da América Latina, mas que se tornou nos últimos 30 anos - como outros conjuntos de prédios no bairro periférico de Villa Lugano - uma imensa ocupação habitacional. Ricardo Darín e o ator belga Jérémie Renier, conhecido pelos filmes dos irmãos Dardenne, interpretam Julián e Nicolás, dois padres católicos da comunidade, onde a guerra local do narcotráfico limita diariamente os serviços de beneficência.
A preocupação de Trapero de delimitar o espaço já fica evidente no plano-sequência que nos apresenta ao Elefante Branco, um passeio que começa dentro do edifício, desce as escadas, passa pelas vielas da favela que se estende do lado de fora, até a igreja de Julián. O argentino apresenta o local ao francês Nicolás, recém-chegado de uma experiência traumática com os índios da Amazônia peruana. Nas florestas alagadas, a Igreja de Nicolás era uma das poucas construções acima do nível da água. O fato de chover o tempo inteiro no Elefante Branco talvez seja prenúncio de uma fatalidade equivalente.
Nessa chave fatalista, Trapero não está tão interessado aqui em entender, como em Leonera, em que medida as ações dos homens definem os espaços onde vivemos. Tudo em Elefante Branco que se refere ao contexto já é dado e estabelecido (o diretor usa aéreas e zooms, vez ou outra, apenas para nos situar melhor nesse contexto, como no plano que localiza o apartamento de Julián ao lado da favela). Aos poucos se percebe que este filme está mais interessado em discutir não questões de transitoriedade, e sim valores que são imutáveis, como vocação e responsabilidade.
O fato de Nicolás ser o verdadeiro protagonista do filme, então, não é por acaso. É ele, o estrangeiro, quem questiona o sistema, os dogmas, e se posiciona como agente da mudança no vácuo deixado pelo Estado e pela distância segura mantida pela Igreja. Mais do que tentar entender a ocupação do Elefante Branco, o filme busca elaborar uma reflexão sobre o ocaso dos religiosos latinos - sempre atrás de milagres, de se legitimar como instituição - diante das questões do dia no subcontinente. É isso que faz de Elefante Branco um passo além de Abutres em direção aos grandes temas, a um cinema de reivindicações e "contrapartidas sociais".
Fonte: http://omelete.uol.com.br, através de Marcelo Hessel.
Depois de chegar ao auge do seu cinema de transformação de espaços em Leonera, o diretor argentino Pablo Trapero (Família Rodante) dá com Elefante Branco (Elefante Blanco) mais um passo em direção ao cinema de "grandes temas" e de preocupações sociais pontuais, processo iniciado no seu longa anterior, Abutres.
Se Abutres tratava do cruzamento entre os acidentes de trânsito e a indústria de indenizações de seguros em Buenos Aires, em Elefante Branco Trapero deixa a rua, com suas imprevisibilidades, e retorna - como em Leonera ou, em menor medida, como em Nascido e Criado - a um confinamento: o elefante branco do título.
Trata-se de um edifício gigantesco em Buenos Aires projetado nos anos 1920 para ser o maior hospital da América Latina, mas que se tornou nos últimos 30 anos - como outros conjuntos de prédios no bairro periférico de Villa Lugano - uma imensa ocupação habitacional. Ricardo Darín e o ator belga Jérémie Renier, conhecido pelos filmes dos irmãos Dardenne, interpretam Julián e Nicolás, dois padres católicos da comunidade, onde a guerra local do narcotráfico limita diariamente os serviços de beneficência.
A preocupação de Trapero de delimitar o espaço já fica evidente no plano-sequência que nos apresenta ao Elefante Branco, um passeio que começa dentro do edifício, desce as escadas, passa pelas vielas da favela que se estende do lado de fora, até a igreja de Julián. O argentino apresenta o local ao francês Nicolás, recém-chegado de uma experiência traumática com os índios da Amazônia peruana. Nas florestas alagadas, a Igreja de Nicolás era uma das poucas construções acima do nível da água. O fato de chover o tempo inteiro no Elefante Branco talvez seja prenúncio de uma fatalidade equivalente.
Nessa chave fatalista, Trapero não está tão interessado aqui em entender, como em Leonera, em que medida as ações dos homens definem os espaços onde vivemos. Tudo em Elefante Branco que se refere ao contexto já é dado e estabelecido (o diretor usa aéreas e zooms, vez ou outra, apenas para nos situar melhor nesse contexto, como no plano que localiza o apartamento de Julián ao lado da favela). Aos poucos se percebe que este filme está mais interessado em discutir não questões de transitoriedade, e sim valores que são imutáveis, como vocação e responsabilidade.
O fato de Nicolás ser o verdadeiro protagonista do filme, então, não é por acaso. É ele, o estrangeiro, quem questiona o sistema, os dogmas, e se posiciona como agente da mudança no vácuo deixado pelo Estado e pela distância segura mantida pela Igreja. Mais do que tentar entender a ocupação do Elefante Branco, o filme busca elaborar uma reflexão sobre o ocaso dos religiosos latinos - sempre atrás de milagres, de se legitimar como instituição - diante das questões do dia no subcontinente. É isso que faz de Elefante Branco um passo além de Abutres em direção aos grandes temas, a um cinema de reivindicações e "contrapartidas sociais".
Fonte: http://omelete.uol.com.br, através de Marcelo Hessel.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Longa-metragem brasileiro "Colegas" ganha prêmio em festival em Moscou.
Os atores Breno Viola, Rita Pokk e Ariel Goldenberg (da esq. para a dir.) posam com os Kikitos de Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado.
O longa-metragem brasileiro "Colegas", do diretor Marcelo Galvão, ganhou o Caneskov nesta segunda-feira (12) no International Disability Film Festival "Breaking Down Barriers" em Moscou. A produção concorreu com filmes de mais de 25 países incluindo o sucesso francês "Intocáveis". O festival reuniu obras que giram em torno de personagens com deficiência.
O filme foi exibido na última sexta (9). Além de Marcelo, o protagonista Breno Viola e o ator Deto Montenegro estão na capital russa representando o filme e, a pedido dos organizadores, ensaiaram uma performance com crianças e jovens da Rússia para o evento de encerramento que aconteceu nesta segunda.
Narrado por Lima Duarte, o filme retrata a aventura de um trio de amigos com síndrome de Down, Stalone, Aninha e Márcio, que fogem do instituto onde vivem para realizar seus sonhos: ver o mar, casar e voar, respectivamente. "Colegas" foi o grande vencedor da última edição do Festival de Gramado e levou os Kikitos de Melhor Filme, Melhor Direção de Arte e Prêmio especial do Júri.
Fonte: http://cinema.uol.com.br
O longa-metragem brasileiro "Colegas", do diretor Marcelo Galvão, ganhou o Caneskov nesta segunda-feira (12) no International Disability Film Festival "Breaking Down Barriers" em Moscou. A produção concorreu com filmes de mais de 25 países incluindo o sucesso francês "Intocáveis". O festival reuniu obras que giram em torno de personagens com deficiência.
O filme foi exibido na última sexta (9). Além de Marcelo, o protagonista Breno Viola e o ator Deto Montenegro estão na capital russa representando o filme e, a pedido dos organizadores, ensaiaram uma performance com crianças e jovens da Rússia para o evento de encerramento que aconteceu nesta segunda.
Narrado por Lima Duarte, o filme retrata a aventura de um trio de amigos com síndrome de Down, Stalone, Aninha e Márcio, que fogem do instituto onde vivem para realizar seus sonhos: ver o mar, casar e voar, respectivamente. "Colegas" foi o grande vencedor da última edição do Festival de Gramado e levou os Kikitos de Melhor Filme, Melhor Direção de Arte e Prêmio especial do Júri.
Fonte: http://cinema.uol.com.br
domingo, 11 de novembro de 2012
Acompanhe! Argo – Crítica.
Fonte: www.google.com.br/imagens
Um filme dentro do filme e Ben Affleck cada vez mais perto de encontrar sua verdadeira vocação. Assim é Argo, um excepcional longa baseado numa história real de um herói americano e de uma indústria que vive de mentiras.
O ator, diretor e roteirista Ben Affleck vem para seu terceiro longa como diretor, e devo dizer que cada vez mais eu gosto dele nessa função. Até nem me importo dele protagonizar os filmes que dirige, acho que deve contribuir para sua autoconfiança. Ele estava fora das telonas desde Atração Perigosa (The Town, 2010) que também é um filme escrito, dirigido e protagonizado por ele. Sim, ele é egocêntrico.
Em Argo, ele abdica do roteiro o que parece o ter deixado mais espaço para atuar fazendo de seu Tony Mendez algo de valor dentro do produto final. Detalhe que roteiro foi à única função que já lhe rendeu um Oscar, será que ele consegue um na direção dessa vez? Eu diria que Argo pode despontar como um sério longa a receber alguns indicações da Academia, e Direção pode ser uma delas facilmente.
Argo retrata a história de um agente da CIA (Affleck) especialista em extrações que precisa resgatar 6 americanos foragidos e abrigados na casa do embaixador canadense no Irã. Isso ocorreu durante a Crise de Reféns no Irã onde 52 norte-americanos foram feitos reféns por 444 dias de 1979 a 1981 após um grupo de protestantes Iranianos tomarem a embaixada americana pedindo extradição do Xá Reza Pahlevi (O título Xá é um título muito semelhante à Rei).
Depois de algumas ideias absurdas chegam à conclusão de que a “menos ruim” de todas elas é fingir a produção de um grande filme de Hollywood e entrar no Irã para escolher locações, e sair com os 6 americanos como parte da equipe do filme. Eu destaquei o “menos ruim” porque em certo momento do filme, o personagem vivido pelo brilhante Bryan Cranston diz isso ao Ministro da Defesa para defender a ideia perante às outras e conseguir a aprovação.
O roteiro não precisa de grandes análises, é baseado numa história real, de uma operação secreta que foi divulgada oficialmente em 1997 por Bill Clinton. Cabe então a Affleck fazer do filme destacável de alguma maneira, já que o argumento não é de todo surpreendente. Já sabemos que não seria com a sua atuação que isso ia acontecer, mas podíamos esperar algo bom de sua direção tendo em visto o excelente Atração Perigosa.
Uma ambientação recheada de muitos cigarros, bigodões sensacionais e muita sorte fazem um perfeito retrato do fim dos anos 70 que é de se louvar. Ben Affleck aproveita também para usar de um humor introvertido com a situação de Hollywood na época (e até hoje porque não?), fazendo uma leve crítica aos costumes dessa indústria que é movida a muitos bilhões de dólares e muitas mentiras. Em muitos momentos do filme citamos Star Wars como referência para a indústria cinematográfica daquele tempo – O Episódio 4 Uma Nova Esperança era um recém sucesso vencedor de 6 Oscars na época, e o Império Contra-Ataca era muito aguardado.
Excelente fotografia e ótima montagem que conseguiu criar suspense e aflição em situações normais, ou que deveriam ser aparentemente normais para uma visão de fora, Affleck consegue fazer com que nós sejamos parte do grupo que tenta sair do Irã, faz com que nós sintamos medo, pavor, o tremor nas pernas nas horas de pressão. Consegue passar toda a emoção necessária para fazer de um drama memorável. Esse é o trunfo de Argo.
Como eu já adiantei uma atuação melhor do que já vimos antes de Ben Affleck garante o sucesso do longa, seguro, preciso, e paciente. Um sensacional Bryan Cranston, sou suspeito para falar, pois sou fã confesso de seu personagem mais famoso (Walter White da série Braking Bad) mas o pouco tempo de tela de Cranston é aproveitado com maestria. Já John Goodman e Alan Arkin entregam um alívio cômico digno do filme, permite aliviar literalmente a tensão da situação. Os 6 americanos refugiados apesar de bastante tempo de tela são pouco aproveitados, eu diria até que tratados com objetos que devem ser movidos, e de certa forma isso é bom, puxa a atenção toda para o lado político da coisa, o lado de Affleck e Cranston, o lado que sabe (ou não) o que está fazendo.
Não é por acaso que Argo aparece como uma das principais apostas a concorrer ao Oscar de Melhor Filme de 2013, e também Affleck a concorrer pela Melhor Direção. Sem dúvida o melhor trabalho dele em toda sua carreira. Um thriller dramático e sério. Vale muito à pena.
Fonte: http://supernovo.net, através de Eder Augusto de Barros.
Um filme dentro do filme e Ben Affleck cada vez mais perto de encontrar sua verdadeira vocação. Assim é Argo, um excepcional longa baseado numa história real de um herói americano e de uma indústria que vive de mentiras.
O ator, diretor e roteirista Ben Affleck vem para seu terceiro longa como diretor, e devo dizer que cada vez mais eu gosto dele nessa função. Até nem me importo dele protagonizar os filmes que dirige, acho que deve contribuir para sua autoconfiança. Ele estava fora das telonas desde Atração Perigosa (The Town, 2010) que também é um filme escrito, dirigido e protagonizado por ele. Sim, ele é egocêntrico.
Em Argo, ele abdica do roteiro o que parece o ter deixado mais espaço para atuar fazendo de seu Tony Mendez algo de valor dentro do produto final. Detalhe que roteiro foi à única função que já lhe rendeu um Oscar, será que ele consegue um na direção dessa vez? Eu diria que Argo pode despontar como um sério longa a receber alguns indicações da Academia, e Direção pode ser uma delas facilmente.
Argo retrata a história de um agente da CIA (Affleck) especialista em extrações que precisa resgatar 6 americanos foragidos e abrigados na casa do embaixador canadense no Irã. Isso ocorreu durante a Crise de Reféns no Irã onde 52 norte-americanos foram feitos reféns por 444 dias de 1979 a 1981 após um grupo de protestantes Iranianos tomarem a embaixada americana pedindo extradição do Xá Reza Pahlevi (O título Xá é um título muito semelhante à Rei).
Depois de algumas ideias absurdas chegam à conclusão de que a “menos ruim” de todas elas é fingir a produção de um grande filme de Hollywood e entrar no Irã para escolher locações, e sair com os 6 americanos como parte da equipe do filme. Eu destaquei o “menos ruim” porque em certo momento do filme, o personagem vivido pelo brilhante Bryan Cranston diz isso ao Ministro da Defesa para defender a ideia perante às outras e conseguir a aprovação.
O roteiro não precisa de grandes análises, é baseado numa história real, de uma operação secreta que foi divulgada oficialmente em 1997 por Bill Clinton. Cabe então a Affleck fazer do filme destacável de alguma maneira, já que o argumento não é de todo surpreendente. Já sabemos que não seria com a sua atuação que isso ia acontecer, mas podíamos esperar algo bom de sua direção tendo em visto o excelente Atração Perigosa.
Uma ambientação recheada de muitos cigarros, bigodões sensacionais e muita sorte fazem um perfeito retrato do fim dos anos 70 que é de se louvar. Ben Affleck aproveita também para usar de um humor introvertido com a situação de Hollywood na época (e até hoje porque não?), fazendo uma leve crítica aos costumes dessa indústria que é movida a muitos bilhões de dólares e muitas mentiras. Em muitos momentos do filme citamos Star Wars como referência para a indústria cinematográfica daquele tempo – O Episódio 4 Uma Nova Esperança era um recém sucesso vencedor de 6 Oscars na época, e o Império Contra-Ataca era muito aguardado.
Excelente fotografia e ótima montagem que conseguiu criar suspense e aflição em situações normais, ou que deveriam ser aparentemente normais para uma visão de fora, Affleck consegue fazer com que nós sejamos parte do grupo que tenta sair do Irã, faz com que nós sintamos medo, pavor, o tremor nas pernas nas horas de pressão. Consegue passar toda a emoção necessária para fazer de um drama memorável. Esse é o trunfo de Argo.
Como eu já adiantei uma atuação melhor do que já vimos antes de Ben Affleck garante o sucesso do longa, seguro, preciso, e paciente. Um sensacional Bryan Cranston, sou suspeito para falar, pois sou fã confesso de seu personagem mais famoso (Walter White da série Braking Bad) mas o pouco tempo de tela de Cranston é aproveitado com maestria. Já John Goodman e Alan Arkin entregam um alívio cômico digno do filme, permite aliviar literalmente a tensão da situação. Os 6 americanos refugiados apesar de bastante tempo de tela são pouco aproveitados, eu diria até que tratados com objetos que devem ser movidos, e de certa forma isso é bom, puxa a atenção toda para o lado político da coisa, o lado de Affleck e Cranston, o lado que sabe (ou não) o que está fazendo.
Não é por acaso que Argo aparece como uma das principais apostas a concorrer ao Oscar de Melhor Filme de 2013, e também Affleck a concorrer pela Melhor Direção. Sem dúvida o melhor trabalho dele em toda sua carreira. Um thriller dramático e sério. Vale muito à pena.
Fonte: http://supernovo.net, através de Eder Augusto de Barros.
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