segunda-feira, 3 de agosto de 2015

L&PM Editores dá a dica! ALÉM DO TEMPO E MAIS UM DIA, de Lu Piras.

ALÉM DO TEMPO E MAIS UM DIA



Até onde é possível desafiar os próprios limites?


Benjamin González Delamy teve poliomielite aos três anos. A doença paralisou suas pernas e o obrigou a passar a maior parte da infância preso a uma cadeira de rodas. Porém, ele tem a sorte de contar com uma família amorosa, que o apoia e o incentiva a não se resignar e a nunca desistir. Na escola, conta com a amizade de Angelina, uma doce menina que cuida dele e o protege.

Aos doze anos, cansado de depender dos outros e do olhar de piedade das pessoas, convence os pais e os médicos de que a amputação é sua melhor chance de poder levar uma vida autônoma: a cirurgia o habilitaria a usar próteses, e seu grande sonho é ser um velocista profissional e participar das olimpíadas. Benjamin sabe que a decisão pela amputação é apenas o primeiro passo de uma longa caminhada repleta de desafios, tanto para o corpo como para a mente.

Ao lado de Angelina, sua amiga de infância e primeiro amor, ele se sente capaz de tudo. Mas o destino lhe pregará outra peça, colocando-se no caminho dos dois. Sem Angelina, será ele capaz de lutar pelo seu sonho? Até onde vai sua determinação? E seu amor por Angelina?

Uma encantadora história sobre superação, resistência, coragem e esforços sobre-humanos – e sobre um amor além do tempo.


Informações Gerais

Título: ALÉM DO TEMPO E MAIS UM DIA

Catálogo: Outros Formatos

Gênero: Romance - Literatura moderna brasileira Ficção brasileira

Formato: 14x21

Páginas: 352

Preço sugerido: R$ 38,00

Indicado para:

9º Ano do Ensino Fundamental
1° Série do Ensino Médio
2° Série do Ensino Médio
3° Série do Ensino Médio


Fonte: www.lpm.com.br


Parceria

A bomba atômica em Hiroshima e o Museu Judaico de Berlim são assuntos da Sessão Philos do +Globosat.




Sábado, 08 de agosto, às 16h30


A Sessão Philos do próximo sábado, dia 8, traz para o público um documentário especial, após a semana que marca os 70 anos da bomba que destruiu Hiroshima. “O dia em que jogaram a bomba” mostra como o ataque à Hiroshima repercutiu no mundo todo e teve um importante papel, acelerando o fim da Segunda Guerra Mundial. Ainda no sábado, é exibido o episódio “Museu Judaico de Berlim”, da série “Arquitetura”, que mostra a construção do museu desenhado em zigue-zague por Daniel Libeskind.


O dia em que jogaram a bomba

Ano: 2015

Classificação: 14 anos

Diretor: Leslie Woodhead

País: Reino Unido

Duração: 52 minutos

Sinopse: A bomba atômica de Hiroshima acelerou o fim da 2ª Guerra Mundial e suscitou um debate que continua até hoje, sobre a moralidade do uso dessa arma nuclear. O documentário apresenta entrevistas com sobreviventes da bomba, conta com o único membro ainda vivo da tripulação do avião que lançou o dispositivo nuclear e também com o único cientista britânico remanescente que contribuiu para a construção da arma.


Arquitetura – Museu Judaico de Berlim

Ano: 2002

Classificação: Livre

Diretor: Richard Copans, Stan Neumann

País: França

Duração: 26 minutos

Sinopse: Esta série apresenta e examina, de forma didática e única, grandes realizações arquitetônicas de nossa época. O Museu Judaico de Berlim, desenhado por Daniel Libeskind, é um teste para os limites da arquitetura. Neste episódio, entenda como, em um local onde tudo havia sido destruído, foi erguida uma nova construção sem apagar a memória do que um dia existiu ali. O formato de zigue-zague do museu lembra a estrela de David e só é possível entrar por uma passagem subterrânea.


Sábados, às 16h30.

08/08 – “O dia em que jogaram a bomba” e “Arquitetura – Museu Judaico de Berlim”

Sessão Philos no +Globosat
A Sessão Philos leva para o canal +Globosat uma seleção dos melhores documentários sobre arte, história, música, atualidades, ciência, povos e culturas. Todas as produções exibidas fazem parte da grade do Philos.


Sobre o Philos
Criado pela Globosat, o Philos não é um canal tradicional. Com um vasto acervo que reúne os melhores documentários e espetáculos inesquecíveis, Philos está disponível no modelo de subscription video on demand (SVOD), em que o espectador escolhe o momento e o conteúdo que deseja assistir, quantas vezes quiser, por meio de uma assinatura.

Com produções de altíssima qualidade, Philos reúne documentários sobre arte, ciência, história, atualidades, música, povos e culturas; debates e entrevistas; e espetáculos de dança e música – tudo em alta definição (HD).


Fonte: APPROACH COMUNICAÇÃO INTEGRADA, através de Melina Nascimento e Renata Ramos.

Novo featurette de ‘Descompensada’ apresenta o ambiente de trabalho de Amy.




DISTRIBUÍDA PELA UNIVERSAL PICTURES, COMÉDIA ESCRITA E ESTRELADA POR AMY SCHUMER EXPLORA OS CONFLITOS AMOROSOS DA PERSONAGEM


A correria, os prazos curtos, as pautas, às vezes, indesejadas são alguns dos obstáculos na vida de um jornalista. No longa “Descompensada” (Trainwreck), que estreia em 24 de setembro, Amy (Amy Schumer) passa por todos esses empecilhos na redação da S’Nuff Magazine – revista para qual escreve. Em novo featurette divulgado pela Universal Pictures, o diretor Judd Apatow faz um passeio pelo local de trabalho de Amy, apresentando-o para o público.

Vídeo



No vídeo, Apatow diverte-se no cenário, conta algumas curiosidades dos bastidores e ainda apresenta parte do elenco, com a atriz Tilda Swinton, que vive a chefe de Amy no filme. “Há tempos eu queria trabalhar com ela, eu a encontrei algumas vezes e ela sempre disse que queria trabalhar em algo comigo e eu pensava que era mentira”, revela o diretor.

O longa conta a história de Amy (Amy Schumer), uma mulher moderna, independente e que, aparentemente, sabe o que quer. Mas, como todo mundo, ela tem um ponto fraco: medo de relacionamentos amorosos. Todo esse receio vem de um trauma de infância: Amy cresceu ouvindo seu pai repetir inúmeras vezes que o conceito de monogamia não é realista. Já adulta, a jornalista vive a vida intensamente, sem arrependimentos, até que se apaixona pelo médico esportivo Aaron Connors (Bill Hader) e descobre que se envolver pode não ser tão ruim quando imagina.

Desenvolvida por Judd Apatow (“O Virgem de 40 anos”) e produzida pela Apatow Productions em parceria com Barry Mendel (“Missão Madrinha de Casamento”), a comédia conta com LeBron James, Bill Hader, Brie Larson, Tilda Swinton, Colin Quinn e Vanessa Bayer no elenco.


Fonte: Agência Febre, através de Jéssica Quinalha e Ciro Bonilha.

domingo, 2 de agosto de 2015

Crítica: Woody Allen - Um Documentário, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Há diretores que levam anos para filmar um próximo filme, não por falta de ideias, mas sim devido ao seu lado perfeccionista que fala mais alto. Portanto, são poucos que fazem inúmeros filmes ao longo dos anos e que se mantenha uma visão autoral de qualidade. Ao lado de diretores como Martin Scorsese e Alfred Hitchcock, Woody Allen pertence a esse pequeno grupo de cineastas que filmam inúmeros títulos ao longo das décadas, mas que dificilmente perde em termos de qualidade de roteiro e do modo de filmar.

Dirigido por Robert B. Weide (O Doador de Memórias) acompanhamos, não somente depoimentos do cineasta, como também dos seus amigos, colegas e até mesmo de outros cineastas (como Scorsese), que o admiram pela forma dele sempre manter a sua visão autoral até hoje e que perdura por mais de quarenta anos de atividade. O documentário explora a forma como o cineasta cria os seus roteiros que, pelo visto, não se seduziu pelas tecnologias de hoje, como um computador. De uma forma simples, Allen escreve os seus roteiros na mesma máquina de escrever que está com ele por mais de quatro décadas e que dali surgiram ideias para a criação de clássicos como Noivo Neurótico e Noiva Nervosa (1977).

O documentário desvenda as suas raízes que, de um simples comediante de auditório, passou a ser convidado a participar em pontas de alguns filmes, para assim começar a chamar atenção como roteirista, a partir de Bananas (1971). Allen cada vez mais teve controle na criação de suas obras e rendendo sucesso de público e crítica um atrás do outro. Porém, o documentário explora também os altos e baixos da carreira, como sempre ficar marcado como um cineasta de comédias ou quando se arrisca na criação de algo novo e dá um passo em falso na criação de dramas como Interiores (1978).

Não se dando por vencido, Allen deu a volta por cima, em filmes em que, tanto ele manteve as características que o tornaram conhecido (Manhattan, 1979), como em filmes que ele oscila para algo diferente do normal em sua filmografia (Crimes e Pecados, 1989). Porém, o documentário não esconde o fato que os anos 90 não foram os melhores para o cineasta, principalmente na época das filmagens de Maridos e Esposas (1992), do qual seria o seu último trabalho ao lado de sua ex-esposa Mia Farrow. A História todo mundo conhece: Farrow tinha uma filha adotiva chamada Soon Yi, mas que Allen acabou tendo uma relação amorosa (resultando em casamento que dura até hoje), causando um dos maiores escândalos na época e que quase enterrou a carreira do cineasta. Talvez em respeito ao diretor, Weide optou em não se aprofundar nessa passagem da história, mas sim somente na quebra do período entre ele e Farrow, na qual a última cena dela com o diretor em Maridos e Esposas sintetizam bem isso. Após isso, o documentário se encaminha para os anos de reestruturação que o cineasta trabalhou para continuar na ativa e o resultado foi pelo menos um filme por ano, dos quais Allen deixava os cenários dos EUA e explorava outras partes do mundo. O resultado disso foi o surgimento de produções, uma melhor do que a outra, como Meia Noite em Paris, que acabou se tornando o maior sucesso da carreira do cineasta.

Com trinta e seis filmes no currículo e mais três a caminho, o futuro de Wood Allen ainda é incerto. Porém, uma certeza que nós temos, e que ele mesmo nos dá durante o documentário, é do fato dele mesmo admitir que ele ainda não filmou o seu filme definitivo. Seria esse o fato dele continuar lançado pelo menos um filme por ano? Se for esse o caso, que torçamos para que ele não ache a sua nona sinfonia e que nos brinde sempre com um filme por ano, da onde conseguimos enxergar a paixão que ele sente pelo cinema.


Trailer

Fonte: www.youtube.com


Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

sábado, 1 de agosto de 2015

Em apenas 1 dia, trailer de ‘Vai Que Cola – O Filme’ alcança 2 milhões de visualizações nas redes sociais.




POSTADO NESTA QUARTA-FEIRA, VÍDEO VIROU FEBRE NO FACEBOOK


Com mais de 1,3 milhão de visualizações só na página oficial do Multishow, o trailer de “Vai Que Cola – O Filme” invadiu as redes sociais de manhã e virou febre ao longo do dia. Somadas, as visualizações alcançam 2 milhões de views em pouco mais de 30 horas. Na página oficial do filme no Facebook, as 495 mil visualizações são acompanhadas de 25 mil curtidas e 15 mil compartilhamentos. A exibição do vídeo foi antecedida por uma campanha liderada pelo ator Paulo Gustavo que pede #liberaotrailer.


Com direção de César Rodrigues e roteiro de Luiz Noronha, Fil Braz e Leandro Soares, a comédia é produzida pela Conspiração Filmes em parceria com Luiz Noronha, Paulo Gustavo, Multishow e Universal Pictures Internacional. A distribuição é da H2O Films. Além do elenco original da série (Paulo Gustavo, Marcus Majella, Samantha Schmütz, Fiorella Mattheis, Fernando Caruso, Catarina Abdalla e Emiliano d’Avila), o filme conta ainda com Oscar Magrini, Werner Schünemman, Márcio Kieling, Flávia Reis, Jonathan Haagensen, Rogério Froes e participação especial de Klebber Toledo e David Brazil.


Sinopse
Valdomiro Lacerda (Paulo Gustavo) é um tipo metido a malandro, que perdeu todo seu dinheiro ao ser envolvido em uma falcatrua da empresa da qual era sócio. Para fugir da polícia, Valdo se muda para pensão de Dona Jô (Catarina Abdalla), no subúrbio do Rio de Janeiro, onde passa os dias reclamando da nova realidade e sonhando com um retorno apoteótico à antiga vida de luxo. Quando um ex-sócio o procura com um plano para recuperar sua cobertura de frente para o mar, Valdo acha que suas preces foram atendidas... Só que Valdo não contava que a ida inesperada e imprevista de toda a turma da pensão - além de Dona Jô, Ferdinando (Marcus Majella), Terezinha (Cacau Protásio), Jéssica (Samantha Schmütz), Máicol (Emiliano d'Avila), Velna (Fiorella Mattheis) e Wilson (Fernando Caruso) - fosse pôr em risco seu plano. Prepare-se: a turma do subúrbio carioca vai levar muita confusão para o bairro mais caro do Brasil.


Ficha Técnica

Produção: Conspiração Filmes, Luiz Noronha, Paulo Gustavo, Multishow e Universal Pictures Internacional

Direção: César Rodrigues

Distribuição: H2O Films

Elenco:

Paulo Gustavo – Valdo
Cacau Protásio – Terezinha
Catarina Abdalla – Dona Jô
Marcus Majella – Ferdinando
Samanta Schmütz– Jéssica
Fernando Caruso – Wilson
Emiliano d'Ávila – Máicol
Fiorella Mattheis – Velna
Oscar Magrini – Brito
Werner Schünemman – Quaresma
Márcio Kieling – Andrada
Rogério Froes – Juíz Leleo
Jonathan Haagensen – Márcio Mangueirão
Klebber Toledo – Famoso
Flavia Reis – Vanda da Van
Claudio Amado – Paparazzo

Equipe:

Roteiro: Luiz Noronha, Fil Braz e Leandro Soares

Direção de fotografia: João Pádua

Supervisão de efeitos visuais: Claudio Peralta

Direção de arte: Rafael Targat

Figurinos: Nello Marrese

Maquiagem: Auri Mota

Produção de elenco: Vânia Ferreira e Athenea Bastos

Som direto: Frederico Massine

Montagem: Marcelo Moraes

Música original: Lucas Marcier e Fabiano Krieger

Supervisão de som e mixagem: Rodrigo Noronha e Denilson Campos

Supervisão de imagem: Sérgio Pasqualino

Coordenação de marketing: Paula Lima

Coordenação de produção executiva: Monica Juncken

Coprodutoras executivas: Cecília Grosso, Mirela Girardi e Mônica Siqueira

Produtores executivos: Adrien Muselet e Gil Ribeiro

Dirigido por: César Rodrigues


Trailer



Fonte: Agência Febre, através de Alice Pereira e Kátia Carneiro.

Crítica: DEPOIS DA CHUVA, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Eu Nasci em 1980 e, por conta disso, tenho algumas lembranças das Diretas Já, como eu assistindo na TV e vendo inúmeras pessoas carregando uma imensa bandeira em Brasília. Também me lembro claramente do funeral de Tancredo Neves, embora não tinha total noção do porque de tanta tristeza naquele momento que as pessoas estavam passando. No decorrer da década, assisti pela TV o governo de José Sarney definhando e a entrada de Fernando Collor de Mello no poder e gerando uma das maiores crises da nossa história.

Felizmente, isso não fez morrer a década de 80 que, para mim, foi uma das melhores décadas, aonde música, filmes, séries e programas de TV viviam a sua era de ouro e nos faziam esquecer dos problemas e das mudanças que estávamos vivendo. Na realidade vivíamos numa transição, onde a Ditadura estava morrendo e dando reinício à república, após vinte anos perdidos. O filme Depois da Chuva, dirigido por Claudio Marques e Marília Hugues sintetiza muito bem isso, ao retratar o dia a dia de um grupo de jovens daquele tempo.

Ao que dá entender, percebemos que os personagens descobriram uma espécie de ferida aberta, da qual há muito tempo não cicatrizava, mas curá-la não era dos caminhos mais fáceis. Além de focar a história dos jovens daquele tempo, o filme conseguiu, com certa delicadeza, passar uma aura poderosa, nunca deixando cair no banal, ao criar uma teia de eventos que tornam a trama mais prazerosa de se assistir. O uso de arquivos reais daquele período, não só sintetiza aquela transição de mudanças, como também nos faz comparar com a nossa política atual, mídia e propaganda, da qual (em parte) comprova o quanto as coisas mudaram de lá para cá.

O personagem principal Caio (Pedro Maia), estudante secundário, tem 16 anos e mora num bairro de Salvador. Estamos em 1984, no auge das Diretas Já. Logo no início do filme, um discurso sobre a democratização do país é rapidamente cortado, para nos levarmos a uma escola de classe média, onde a notícia de que finalmente ocorrerão eleições livres na associação estudantil do colégio. Porém, diante de um futuro que trará liberdade e boas possibilidades, seja ela política ou cultural, o protagonista opta pela rejeição desse otimismo, pelo impasse e por não saber definir com relação ao que quer com essa nova realidade.

Caio se encontra na anarquia, no protesto, na tentativa de fazer o que pensa e passar isso para as pessoas, que ainda se encontram presas numa era que não existe mais naquela escola. Em meio a isso, ele se aprofunda no que gosta, desde a ler, falar e protestar numa rádio pirata, como também se entregar na descoberta de certos prazeres da vida. O público de cá sabe o que aconteceu ao longo dos anos até o nosso presente, mas o ato final passa uma sensação de apreensão, aonde os personagens se encontram de frente com um futuro do qual eles desconhecem totalmente.

Política, cultura, moda e religião vão mudando sempre, mas a incerteza sempre está lá com relação ao amanhã. A história de Depois da Chuva, pode até se passar na metade dos anos 80, mas é o melhor filme brasileiro recente que soube captar essa imparcialidade que o povo brasileiro vive atualmente.


Trailer

Fonte: www.youtube.com


Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

CineF, cineclube da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS Apresenta! Mostra Brasileiros.




Em agosto a Sala Redenção – Cinema Universitário, em parceria com o SESC/RS, apresenta uma mostra de cinema organizada pelo CineF, cineclube da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS.

Para além de Glauber Rocha, Rogério Sganzerla e outros mestres do nosso cinema moderno, o Brasil possui diversos cineastas e produziu filmes que, hoje, tornam o atual cenário cinematográfico bastante importante. Dos anos 2000 para cá, houve um claro aumento na produção cinematográfica do país. No circuito exibidor, entretanto, os cinemas de shopping ainda privilegiam as mesmas estéticas de sempre – o das grandes produtoras –, e muitos destes filmes acabam sufocando diversas produções riquíssimas do nosso cinema recente. É com o intuito de chamar a atenção para essa produção nacional que o CineF promove a mostra Brasileiros.

O cinema contemporâneo brasileiro une cineastas renomados, no auge da sua maturidade artística, como Andrea Tonacci, Eduardo Coutinho, Helena Ignez e Júlio Bressane, e cineastas que recém estão lançando seus primeiros filmes, como Aly Muritiba, Clarissa Campolina, Sergio Borges e muitos outros. Neste cinema há fenômenos de crítica, como é o caso de O som ao redor, de Kleber Mendonça Filho, e O lobo atrás da porta, de Fernando Coimbra; há filmes que invocam a cruel memória dos anos de ditadura, como A memória que me contam, de Lúcia Murat, e Tatuagem, de Hilton Lacerda; e filmes que discutem questões do momento contemporâneo, como A gente, de Aly Muritiba, e o já citado O som ao redor, de Mendonça Filho. No cenário contemporâneo existe espaço também para o debate de gênero, como em O céu sobre os ombros, de Sergio Borges, e, principalmente, para o debate sobre classes sociais, tema que permeia a tradição do cinema brasileiro.

A mostra Brasileiros conta também com uma sessão de curtas-metragens, com a produção de universitários de vários lugares do Brasil, que fizeram parte da programação MOUC 2014. Durante todo o mês de agosto a sala Redenção dedica sua programação a esse rico conjunto de filmes, muitos deles com sessões comentadas.

Tânia Cardoso de Cardoso e Giovani Borba, curadores.


O Quê: Brasileiros

Quando: 03 a 28 de agosto

Onde: Sala Redenção – Cinema Universitário (Rua Eng. Luiz Englert, s/n., Campus Central UFRGS

Quanto: Entrada Franca

Coordenação e curadoria da Sala Redenção – Cinema Universitário: Tânia Cardoso de Cardoso Departamento de Difusão Cultural da UFRGS


Educação Sentimental (Brasil, 2013, 84min) Dir. Júlio Bressane

3 de agosto – segunda-feira – 16h
6 de agosto – quinta-feira – 16h
12 de agosto – segunda-feira – 19h

A singela relação de amor e cumplicidade entre uma professora e seu aluno. A história é inspirada no mito grego de Endimião, em que a Lua se apaixona pelo corpo nu de um rapaz em pleno sono e o acaricia com sua luz.

No dia 12, após a sessão das 19h, haverá um debate com a produtora cultural e estudante da UFRG Juliana Costa.


Serras da Desordem (Brasil, 2006, 135min) Dir. Andrea Tonacci

3 de agosto- segunda-feira – 19h
4 de agosto- terça-feira – 16h

Carapirú é um índio nômade que, após escapar do massacre de seu grupo familiar em 1978, perambula sozinho pelas serras do Brasil Central até ser capturado dez anos depois. Levado para Brasília pelo sertanista Sydney Possuelo, torna-se manchete nacional e centro de polêmica criada por antropólogos e linguistas quanto à sua origem e identidade. O elenco do filme é formado pelas próprias pessoas que viveram os fatos.

No dia 03, após a sessão das 19h, haverá debate com o crítico Leonardo Bonfim.


Sessão Helena Ignez:

4 de agosto- terça-feira – 19h
7 de agosto- sexta-feira – 16h
11 de agosto- terça-feira – 16h

Feio, Eu? (Brasil, 2013, 70min) Dir. Helena Ignez
Filme-manifesto, foi realizado a partir de uma oficina para atores realizada na Lapa, Rio de Janeiro, no espaço do Cinema Nosso, e se estendeu em locações em Paris e Kerala (Índia). Multifacetado como um caleidoscópio, os personagens surgem em cenas e sequências também em multi-telas.

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Poder dos Afetos (Brasil, 2013, 31min) Dir. Helena Ignez
O filme se desenrola em cenário paradisíaco, tratando a brasilidade e a sua força na transformação dos costumes, rompendo preconceitos e trazendo a tona uma realidade mágica e original através de seus personagens inquietantes.


Sessão Aly Muritiba:

5 de agosto- quarta-feira – 16h
7 de agosto- sexta-feira – 19h
11 de agosto- terça-feira – 19h

A Fábrica (Brasil, 2011, 15min) Dir. Aly Muritiba
Um presidiário convence sua mãe a arriscar a própria segurança para levar um aparelho celular para ele dentro da penitenciária.

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Pátio (Brasil, 2013, 16min) Dir. Aly Muritiba
Pátio é a segunda parte da chamada Trilogia Do Cárcere, iniciada com ‘A Fábrica’. Trata-se de um documentário observativo sobre o dia a dia de um detento no pátio de sol da cadeia na qual está preso.

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A Gente (Brasil, 2013, 89min) Dir. Aly Muritiba
Por sete anos, Aly Muritiba trabalhou em uma prisão. Lá ele fez parte da Equipe Alfa. Após estudar cinema e fazer alguns curtas, Muritiba volta a seu antigo trabalho para reencontrar seus colegas e realizar um filme com a Equipe Alfa. A Equipe Alfa é formada por 28 pessoas, homens e mulheres de origens e formações distintas que fazem a guarda e custódia de cerca de mil criminosos numa penitenciária brasileira. Walkiu torna-se o chefe da equipe e espera fazer um bom trabalho.


Sessão Curtas Universitários (MOUC)

Água (RS, 2013, 15min) Dir. Giulia Góes
6 de agosto- quinta-feira – 19h
10 de agosto- segunda-feira – 16h
12 de agosto- quarta-feira – 16h

Filme baseado na tragédia ocorrida no dia 27 de janeiro de 2013, na cidade de Santa Maria.

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Antes que me esqueçam “imagem acima” (RS, 2013, 13min) Dir. Julia Sondermann
Uma homenagem às memorias perdidas. Filmes caseiros e depoimentos reais constroem uma narrativa poético e atemporal.

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Baba 105 (RJ, 2013, 5min) Dir. Felipe Bibian
Encontrei a foto no fundo de uma gaveta.
Um único registro.
No verso, estava escrito: Vovó, já com 105 anos, mas ainda muito bem.
Um filme de família.

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O que aprendi com meu pai (GO, 2013, 15min) Dir. Getúlio Ribeiro
Homem dirige por estrada e narra alguns assassinatos que cometeu no passado.

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Vida (CE, 2013, 4min) Dir. Levi Magalhães
Um pequeno velhinho, em recorte, percorre e supera obstáculos em cima de uma escrivaninha artística do seu criador em busca de um objetivo: a sua bengala.

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Menina (AL, 2013, 9min44seg) Dir. Amanda Duarte e Maysa Santos
Nos corredores de uma faculdade, uma faxineira segue rumo aos seus afazeres cotidianos. Invisível aos olhos de professores e alunos, a mulher encontra nos cestos de lixo realidades menos solitárias do que a sua.

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Três Voltas (PE, CE, França, 2013, 12min) Dir. Fabiola Gomes, Txai Ferraz e Vinicius Gouveia
Três amigas, três países diferentes e incertezas em comum. Através da troca de correspondências não necessariamente sinceras, o contato entre as garotas gera uma mudança no cotidiano de cada uma delas.


A Memória que me contam (Brasil, 2012, 100min) Dir. Lucia Murat

10 de agosto- quinta-feira – 19h
20 de agosto- quinta-feira – 16h
26 de agosto- quarta-feira – 16h

Um drama sobre utopias derrotadas, terrorismo, comportamento sexual e a construção de um mito. Um grupo de amigos, que resistiram à ditadura militar, e seus filhos vão enfrentar o conflito entre o cotidiano de hoje e o passado quando um deles está morrendo.


O Céu Sobre os Ombros (Brasil, 2010, 92min) Dir. Sérgio Borges

13 de agosto- quinta-feira – 16h
20 de agosto- quinta-feira – 19h
31 de agosto- segunda-feira – 19h

O Filme trata da solidão e das dificuldades da vida humana, mas também trata de como os homens criam suas saídas, suas respostas às dificuldades, sua felicidade.

No dia 31, após a sessão das 19h, haverá um debate com o crítico Pedro Henrique Gomes.


O Lobo Atrás da Porta (Brasil, 2014,100min) Dir. Fernando Coimbra

13 de agosto- quinta-feira – 19h
14 de agosto- sexta-feira – 19h
21 de agosto- sexta-feira – 16h

O desaparecimento de uma criança é contado a partir de diferentes pontos de vista: da mãe, do pai, e da possível sequestradora.


Trabalhar Cansa (Brasil, 2011, 99min) Dir. Marco Dutra e Juliana Rojas

14 de agosto- sexta-feira – 16h
19 de agosto- quarta-feira – 16h
25 de agosto- terça-feira – 19h

Helena abre um minimercado enquanto seu marido, Otávio, procura um emprego. Mas acontecimentos estranhos sugerem que a compra do mercado foi um grande erro.


O Som ao Redor (Brasil, 2012, 100min) Dir. Kléber Mendonça Filho

21 de agosto- sexta-feira – 19h

Um bairro classe-média da zona sul do Recife passa a ter seu cotidiano tensionado pela chegada de uma equipe de vigilância que promete manter as ruas seguras.


Tatuagem (Brasil, 2013, 110min) Dir. Hilton Lacerda

25 de agosto- terça-feira – 16h
31 de agosto- segunda-feira – 16h

Um soldado se apaixona pelo diretor de um grupo de teatro em meio à ditadura militar.


O Fim e o Princípio (Brasil, 2005, 110min) Dir. Eduardo Coutinho

18 de agosto- terça-feira – 16h
24 de agosto- segunda-feira – 19h
28 de agosto- sexta-feira – 19h

O documentarista Eduardo Coutinho vai para o interior da Paraíba sem roteiro nem entrevista marcada, com o único objetivo de encontrar bons personagens.

No dia 24, após a sessão das 19h, haverá um debate com o documentarista e pesquisador em cinema Felipe Diniz.


Girimunho (Brasil, 2011, 90min) Dir. Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr.

18 de agosto- terça-feira – 19h
24 de agosto- segunda-feira – 16h
27 de agosto- quinta-feira – 16h

Um retrato poético das vidas de duas senhoras no interior de Minas Gerais, e de como elas lidam com a morte.


Sudoeste (Brasil, 2012, 128min) Dir. Eduardo Nunes

27 de agosto- quinta-feira – 19h
28 de agosto- sexta-feira – 16h

Numa pequena cidade do litoral brasileiro, uma moça grávida morre, deixando o bebê para ser cuidado por uma mulher que é suspeita de bruxaria.


Fonte: Departamento de Difusão Cultural, Coordenadora e curadora da Sala Redenção - Cinema Universitário, através de Tânia Cardoso de Cardoso.