terça-feira, 26 de julho de 2016

Ricardo Laganaro participa do evento de VR da Oculus na Califórnia.




Diretor da O2 Filmes está entre os 10 filmmakers selecionados para o evento de Realidade Virtual "360 For Good Bootcamp"


O diretor Ricardo Laganaro, da produtora O2 Filmes, considerada uma das mais criativas e importantes produtoras brasileiras no mercado mundial, está entre os 10 filmmakers selecionados para o Bootcamp da Oculus, empresa fabricante de aparelhos de Realidade Virtual (VR) como o Oculus Rift e o Gear VR para aparelhos Samsung.

O evento que acontece entre os dias 26 e 27 de julho, na sede do Facebook, na Califórnia, selecionou também dez Ong`s do mundo inteiro para contarem histórias, através do VR no evento "360 For Good Bootcamp". Os selecionados participarão de uma imersão nas técnicas e equipamentos de VR, além de entrarem em contato com Ong`s que buscam contar suas histórias através dessa técnica imersiva. Os cineastas e as ONG´s irão trabalhar juntas e participarão de sessões de "mentorship" com veteranos da indústria de VR dos EUA.

Laganaro é o responsável pelos projetos em Realidade Virtual e 360˚ realizados pela produtora O2 Filmes, como o domo do Museu do Amanhã, vídeos imersivos para o SPFW, Clipe 360˚ "O Farol" da Ivete Sangalo, entre outros. Seus mais novos projetos estão em finalização na produtora. Ricardo Laganaro diz que: “Como diretor, meu foco são os filmes que usem diferentes técnicas audiovisuais combinadas, como a filmagem tradicional, a computação gráfica, os efeitos especiais e a animação, afim de agregar valor de produção e potencializar a forma de se contar histórias.”


Sobre Ricardo Laganaro

Formado em Comunicação Social na ECA-USP, Publicidade na ESPM e na New York Film Academy. Começou na TV Cultura em 1999, na área de recursos visuais, mudando para o mercado publicitário, como finalizador e assistente de direção em 2001. Em 2006 começou a dirigir seus próprios projetos. Com o clipe de “Quem Já Perdeu Um Sonho Aqui”, do Hateen, venceu a categoria de Melhor Clipe de Banda Revelação do Video Music Brasil. Também dirigiu o clipe de “Cedo ou Tarde”, do NXZero, com mais 17 milhões de views no YouTube, e o documentário sobre o último disco da banda IRA! Está na O2 desde 2009, participando de projetos especiais da casa como VIPs, Xingu, 360, a série As Brasileiras e o longa Zoom, que está sendo produzido atualmente, entre outros. Como diretor de “Outras Telas”, esteve na série “Felizes Para Sempre?”, com direção de Fernando Meirelles para a Rede Globo. Dirigiu também a abertura da série Que Monstro te Mordeu?, exibida pela TV Cultura, com direção geral de Cao Hamburger.

Dirigiu o filme imersivo para o Museu do Amanhã, inaugurado no Rio de Janeiro em 2016, além dos filmes em realidade virtual para o SPFW e o clipe "O Farol" de Ivete Sangalo que alcançou a marca de mais de 18 milhões de visualizações. Foi palestrante em Março de 2016 no festival SXSW em Austin, Texas, onde contou sobre suas experiências com narrativa imersiva em realidade virtual.


Sobre O2 Filmes

Atualmente, a O2 Filmes é a maior produtora do Brasil. No mercado desde 1991, a O2 trabalha com as principais agências brasileiras e presta serviços de produção para o mercado internacional, além de uma vasta produção de conteúdo.


Fonte: Agência Lema, através de Leandro Matulja, Leticia Zioni, Larissa Marques e Denise Lara.

EL OJO ANUNCIA CARL JOHNSON PARA SEU CICLO DE CONFERÊNCIAS DE 2016.




Sócio Fundador e CEO Global da Anomaly fará parte do dream team de estrelas que dará sua visão da indústria e percorrerá os corredores do Festival


O Festival Internacional El Ojo de Iberoamérica anuncia Carl Johnson, Sócio Fundador e CEO Global da Anomaly, para seu prestigiado Ciclo de Conferências, Capacitação & Inspiração de 2016, lugar onde os nomes mais importantes da indústria publicitária regional e global se encontram. O profissional fará parte do dream team de estrelas que dará a sua visão da indústria e percorrerá os corredores do El Ojo, dividindo seus espaços de workshops, seminários, exposições, coquetéis e festas. O festival será realizado nos dias 02, 03 e 04 de novembro, no Hotel Hilton de Buenos Aires, Argentina.

Criador e guardião de uma cultura pouco convencional, como é a da Anomaly, Johnson acredita que as soluções tradicionais nunca serão suficientes. Responsável pela evolução constante de sua agência, o profissional estimula em seus colaboradores a busca incansável de propostas diferenciadas para seus clientes.

Entre as suas principais experiências, Johnson fundou sua própria agência, a Simons Palmer Clemmow Johnson, no Reino Unido, tendo como principais clientes marcas como Nike, Sony PlayStation, Virgin, British Telecom e News Corporation. Por 10 anos também foi peça fundamental da Effie Worldwide, atuando durante seis anos como membro da Comissão Diretora do Effie Worldwide e quatro como Chairman, ajudando a enriquecer os profissionais com práticas de effective marketing. Anteriormente, trabalhou como COO da TBWA\Worldwide e CEO da TBWA/Chiat/Day, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, colaborando com a mudança estratégica da agência, na qual aplicou uma prática chamada "Connections Planning", que inovou todos os processos de planejamento da companhia.


DREAM TEAM DE CONFERENCISTAS

A edição 2016 do Festival Internacional El Ojo de Iberoamérica terá um dream team de estrelas da comunicação global, que dará a sua visão da indústria e percorrerá os corredores do evento dividindo os espaços entre workshops, seminários, exposições e coquetéis. Reconhecidamente, o evento é oportunidade única para desfrutar três dias de capacitação intensiva na inspiradora cidade de Buenos Aires, com os papas do mercado. A lista completa desses conferencistas será divulgada em breve.

O El Ojo de Iberoamérica está estimulando as inscrições antecipadas, com a bonificação de suas entradas com desconto em 40% do valor integral. Para mais informações sobre o Festival, inscrição de cases ou credenciamento de delegados para assistir ao ciclo de capacitação, a organização solicitada entrar em contato pelo e-mail info@elojodeiberoamerica.com ou pelo telefone: (54-11) 4543-0790.


AGENDA

Festival Internacional El Ojo de Iberoamérica

Hotel Hilton de Buenos Aires – Argentina

Data: 02, 03 e 04 de novembro de 2016

Aquisições de ingressos com 40% do valor integral: Até 22 de agosto

Inscrições online de cases: Até 19 de agosto

Informações: conferencias@elojodeiberoamerica.com


SOBRE O EL OJO DE IBEROAMÉRICA

O El Ojo de Iberoamérica é o primeiro festival internacional com um olhar latino na Publicidade, Comunicação, Marketing e Entretenimento. Há 19 anos, em cada uma de suas edições, congrega o talento e o espírito latino, tornando-se uma oportunidade única de intercâmbio de ideias, experiências e projetos com o mundo.

Os pilares que deram origem ao festival são: capacitação, inspiração, encontro, reconhecimento aos melhores trabalhos de profissionais e empresas que definitivamente estimulam o crescimento e consolidação da indústria. A cada ano o El Ojo impulsiona os limites do talento, da criatividade e comunicação latina, vendo sempre além, consolidando-se como um lugar excelente para fortalecer e potenciar vínculos além das fronteiras regionais.


Fonte: Agência Casa do Bom Conteúdo, através de Bruno Bataglioto e Marcelo Affini.

11º FESTIVAL DE CINEMA LATINO-AMERICANO DE SP: ÚLTIMOS DIAS!




Acontece até o dia 27 de julho a décima primeira edição do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.


Estão presentes títulos da homenageada deste ano, a paulista Anna Muylaert, ao lado de produções pinçadas das seções Contemporâneos, Divas, Cine Negro, DocTV Latinoamérica 10 Anos e Encontros e Debates.


No total, a programação do evento reúne 118 títulos, dos quais 53 (ou 45%) são dirigidos por cineastas mulheres, confirmando a crescente presença feminina na atual cinematografia da região. As atividades acontecem até 27/07 no Memorial da América Latina (tenda de projeções, espaço PETROBRAS de encontros e Biblioteca Latino-Americana), Cinesesc, Centro Cultural Banco do Brasil, Circuito Spcine Lima Barreto (Centro Cultural São Paulo), Circuito Spcine Olido, Circuito Spcine Caminho do Mar, Circuito Spcine Meninos, Circuito Spcine Perus e Centro de Pesquisa e Formação – Sesc São Paulo.

A curadoria do 11º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo é assinada por João Batista de Andrade, Jurandir Müller e Francisco Cesar Filho, sendo estes dois últimos também diretores do evento. Uma realização do Memorial da América Latina, da Secretaria de Estado da Cultura, e da Associação do Audiovisual, o festival é uma iniciativa do Ministério da Cultura / Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com patrocínio da Petrobras, correalização da Spcine e do Sesc São Paulo, e apoio cultural do Centro Cultural Banco do Brasil.


Mais informações podem ser acessadas no website do festival http://www.festlatinosp.com.br/.


DESTAQUES

Produção da Guatemala inédita no Brasil, “A Maior Casa do Mundo” foi selecionado para os festivais de Berlim e Biarritz, tendo merecido o prêmio especial do júri em Huelva (Espanha). Dirigido pela dupla Ana V. Bojórquez e Lucía Carreras, o filme mostra uma menina que vive nas montanhas enfrentando seus medos diante da natureza e, especialmente, do nevoeiro. A codiretora Lucía Carreras teve seu longa de estreia, “Nos Vemos Papá” lançado no Festival de Morélia. Já a guatemalteca Ana V. Bojórquez acompanha a projeção do filme em São Paulo, hoje, terça, às 21h, no Cinesesc e na quarta, 27/07, às 17h, no CCBB.

Também está agendada uma edição especial do projeto Cinema da Vela discutindo “O Papel do Realizador no Cinema Latino-Americano Contemporâneo”, com a presença de Alejandro Fernández Almendras (Chile, cineasta), Lucía Ferreyra (Argentina, cineasta) e Sérgio Rizzo (Brasil, mediador), às 19h30, no Cinesesc.

Programado em pré-estreia mundial para a sessão de encerramento do 11º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, em 27/07, às 20h30, no Memorial da América Latina, “Estopô Balaio”, é o 17º filme de Cristiano Burlan, e seu sétimo longa-metragem. Nele, o premiado realizador de “Mataram Meu Irmão” (2013) acompanha o grupo homônimo de teatro, que desenvolve processo artístico a partir das experiências de moradores do Jardim Romano (Zona Leste paulistana) com as águas das enchentes que assolam suas vidas há mais de uma década. “São todos atores neste processo de fabular a própria vida, todos pactuam com o ato teatral”, afirma Burlan.


Serviço:

11º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

20 a 27 de julho de 2016


Fonte: ATTi Comunicação e Ideias, através de Eliz Ferreira e Valéria Blanco.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Curso ‘ROGER CORMAN: O HOMEM DOS 400 FILMES’, de Marcelo Severo.







Apresentação

Roger Corman é creditado em algumas centenas de filmes (e não-creditado em centenas de outros com os quais esteve envolvido), principalmente como produtor e diretor, mas também como roteirista e até como ator. É um dos cineastas mais prolíficos e bem-sucedidos de toda a história do cinema, com uma carreira que atravessa sete décadas. Ao longo dessa carreira, trabalhou com muitos profissionais que também viriam a se tornar figuras importantes para a indústria cinematográfica. Jack Nicholson, Charles Bronson, Francis Ford Coppola, Martin Scorcese, Peter Bogdanovich e Joe Dante são apenas alguns dos nomes que Corman apadrinhou quando estavam começando no cinema.




O curso vai oferecer um panorama da carreira dessa figura imprescindível da história do cinema, do início da década de 1950 até os dias de hoje, mais de 400 filmes depois. Vai comentar também as mudanças pelas quais passou a indústria do entretenimento ao longo desse período, como o fim da era dos grandes estúdios, o surgimento da televisão, a TV paga e os formatos de vídeo.




Objetivos

O curso Roger Corman: O Homem dos 400 Filmes, ministrado por Marcelo Severo, objetiva apresentar a obra do diretor / produtor cronologicamente, através dos filmes mais importantes dessa vasta filmografia. Analisará também a influência do cineasta na indústria e o seu legado para Hollywood, principalmente no que diz respeito aos profissionais que apresentou ao longo das últimas sete décadas.




Conteúdo programático

Aula 1

Anos 1950

Roger Corman antes do cinema

Primeiros contatos profissionais com a indústria

Começo da carreira

American International Pictures

Principais produções do período




Anos 1960

Ciclo Edgar Allan Poe

O Intruso

Contracultura

Nova Hollywood

Principais produções do período




Aula 2

Anos 1970

New World Pictures

Filipinas

Blockbusters

Distribuição

Principais produções do período




Anos 1980 até hoje

Concorde/New Horizons

Última Direção

Período mais prolífico, menos criativo

Filmes mais recentes

Principais produções do período







Ministrante: Marcelo Severo

Formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pesquisador de cinema; escreve sobre filmes, quadrinhos e rock’n’roll desde os anos 1990. Ministra cursos e oficinas no "Fantaspoa", sempre relacionados à ficção científica, ao horror e ao cinema fantástico em geral.

Curso ROGER CORMAN: O HOMEM DOS 400 FILMES, de Marcelo Severo

Datas: 13 e 14 / Agosto (sábado e domingo)

Horário: 15h às 18h

Duração: 2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local: Cinemateca Capitólio

(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Porto Alegre - RS)

Investimento: R$ 90,00

(Valor promocional de R$ 70,00 para as primeiras 10 inscrições por depósito bancário)

Formas de pagamento: Depósito bancário / Cartão de Crédito (PagSeguro - parcelado)

Material: Certificado de participação e Apostila (arquivo em PDF)

Informações: cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 9320-2714

Realização: Cine UM Produtora Cultural


Fonte: Cine UM Produtora Cultural.

Crítica: GERALDINOS, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Quando me perguntam: Qual é o time que eu torço? Eu respondo com a maior sinceridade do mundo, para nenhum, mas curto o futebol de uma forma esportiva e curtindo cada lance na boa. Talvez essa seja a essência principal desse esporte, do qual os torcedores curtem, se emocionam e testemunham inúmeras histórias. Em Geraldinos, testemunhamos uma parte dessa história, mais especificamente numa parte do estádio do Maracanã, conhecido como Geral, onde inúmeros torcedores ficavam de pé perto do gramado e torciam pelo seu time com a maior paixão do mundo.

Dirigido pelos cineastas Pedro Asbeg e Renato Martins, o filme possui inúmeras imagens de arquivos, onde testemunhamos clássicos jogos que entraram para a história no gigante estádio. Porém, o documentário foca as reações dos torcedores, mais especificamente os Geraldinos, apelido carinhoso para aqueles que ficavam nessa parte clássica do estádio. Através de depoimentos de veteranos Geraldinos, ficamos conhecendo inúmeras histórias, desde as mais simplórias, para as mais imprevisíveis e que somente poderia acontecer devido à paixão pelo futebol. Curiosamente, todas essas pessoas começaram até mesmo a se fantasiar no decorrer dos anos, desde Mister M, Seu Madruga, Homem Aranha etc. Tudo isso para animar o espetáculo, principalmente quando tal espetáculo era sofrível em termos técnicos. Pode até parecer algo simples, mas para essas pessoas significa muito, mesmo quando times adversários ganhavam na ocasião.

Um dos pontos interessantes da obra são os depoimentos de ex-jogadores e torcedores que, numa ou outra ocasião, acabaram se encontrando em determinados jogos. O ápice desses depoimentos é quando um torcedor do Fluminense invadiu o campo e segurou a perna de Zico (na época jogador do Flamengo) e implorando para que parassem de fazer gols contra o seu time. É um momento engraçado, mas ao mesmo tempo emocionante e que ilustra com perfeição esse vicio que é o futebol.

Infelizmente todo o começo tem um fim e foi isso que aconteceu com essa parte do Maracanã, no início do século 21. Para se criar mais segurança, conforto e receber os principais eventos esportivos (como a Copa do Mundo), o Maracanã passou por uma reforma geral, para oferecer conforto e tecnologia de ponta, e assim tirando do povo a parte da Geral no estádio. Isso dificultou à ida de boa parte das pessoas de classes mais baixas, ao estádio do Maracanã, forçando essas mesmas pessoas a terem que pagar ingressos mais caros ou optarem pela assinatura da TV a cabo.

O ato final é de pura melancolia, mas ao mesmo tempo sintetizando uma aura de nostalgia e fazendo com que muitos desejassem que essa parte importante da história do futebol retornasse. O filme também é um exemplo da dominação da classe mais rica, da qual está interessada em ganhar somente dinheiro e pouco se importando com uma geração inteira que saiu prejudicada devido a essas mudanças. O filme não deixa de ser uma representação do clima político dos últimos tempos, mas somente assistindo aos minutos finais do filme para compreender melhor essa situação.

Para os torcedores do futebol, Geraldinos é aquele tipo de filme que faz com que as pessoas recordem um passado mais dourado no âmbito futebolístico.


Trailer

Fonte: www.youtube.com


Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

domingo, 24 de julho de 2016

Corpo, paisagem e estranhamento: o cinema sensorial de Claire Denis na Sala Redenção – Cinema Universitário.


Dane-se a Morte (S’en Fout La Mort, França, 1990, 91min) Dir. Claire Denis


Sala Redenção – Cinema Universitário, em parceria com Aliança Francesa de Porto Alegre, Cinemateca da Embaixada da França e Institut Français, apresenta Corpo, paisagem e estranhamento: o cinema sensorial de Claire Denis. Cineasta e roteirista francesa, Claire Denis estudou economia antes da formação em cinema pelo Instituto de Altos Estudos Cinematográficos, a atual Fémis, École Nationale Supérieure des Métiers de L'image et du Son. Trabalhou como assistente de direção para Robert Enrico, Jacques Rivette, Costa-Gavras e Jim Jarmusch. Conta quase sempre com a mesma equipe de colaboradores, como o roteirista Jean-Pôl Fargeau, a diretora de fotografia Agnès Godard, a montadora Nelly Quettier e o compositor Stuart Staples. Filha de um oficial francês, cresceu em Camarão, na África, fato que marca sua filmografia, como em seu primeiro filme Chocolat (1988), inspirado em sua infância. Os temas centrais de sua obra giram em torno do desejo, do amor, e da violência que os cercam. As narrativas de Denis orbitam também em torno do estranho, da sexualidade, da subjetividade das relações, e aborda os conflitos raciais, a identidade e os fluxos migratórios. O cinema de Denis é bastante sensorial, exigindo do espectador uma experiência quase táctil com os espaços, ambientes e com os personagens. O olhar da cineasta percorre os extremos, explorando ao mesmo tempo a delicadeza e a crueldade, a leveza e o peso, o distanciamento e a proximidade, resultados de uma mise en scène atenta e precisa no que diz respeito ao enquadramento, ao movimento de câmera, à composição do quadro. Os corpos nos filmes de Claire Denis são objetos de desejo, de tensão, mas também de delicadeza e dança. Eles surgem diante do espectador com toda a sua beleza, ao mesmo tempo revelando sua brutalidade, suas feridas, marcas e cicatrizes, causando sensação de estranhamento. A indiferença do espectador diante das imagens de Claire Denis é algo impossível: seu cinema é visceral, como as vísceras presentes em suas narrativas. Desejo e obsessão (2001) e Bom Trabalho (1993) são filmes que exploram os limites do corpo selvagem e delicado, um corpo que dança e que é constituído (ou construído) também de memória e de poesia bruta. Outra questão central na obra da cineasta é a da identidade. Ao abordar o fluxo migratório, os deslocamentos constantes entre países, Claire Denis traz para o centro da cena aqueles que estão à margem, que não pertencem mais a um local, a um território geográfico, mas a dois, a vários ou, em última instância, a nenhum. Personagens que caminham em busca de um novo lugar no mundo, de uma identidade sem território específico, pois já não é mais possível ser da África, da Lituânia e muito menos tornar-se da Europa. Dane-se à morte (1990), Noites sem dormir (1993), 35 doses de rum (2008) e O intruso (2004) são filmes que exploram mais de perto essas questões, mesmo que não abandonem as temáticas já citadas. Uma curiosidade: seu avô era brasileiro, nascido em Belém.


O Quê: Corpo, paisagem e estranhamento: o cinema sensorial de Claire Denis

Quando: 01 a 19 de agosto

Onde: Sala Redenção – Cinema Universitário (Rua Eng. Luiz Englert, s/n., Campus Central UFRGS

Quanto: Entrada Franca

Coordenação e curadoria da Sala Redenção – Cinema Universitário: Tânia Cardoso de Cardoso

Departamento de Difusão Cultural da UFRGS


Dane-se a Morte (S’en Fout La Mort, França, 1990, 91min) Dir. Claire Denis
01 de agosto- segunda-feira - 16h
08 de agosto- segunda-feira - 19h
09 de agosto- terça-feira - 16h
16 de agosto- terça-feira – 19h
19 de agosto- sexta-feira – 16h
A vida de dois irmãos imigrantes do oeste da África no subúrbio de Paris. Confinados, eles preparam os animais para a briga de galo no subsolo do restaurante onde trabalham.
Após a sessão do dia 08 de agosto, segunda-feira, às 19h, debate com Carla Oliveira, médica e integrante do grupo de pesquisa Academia das Musas.

Noites sem Dormir (J’ai pas Sommeil, França, 1993, 110min) Dir. Claire Denis
01 de agosto- segunda-feira – 19h
02 de agosto- terça-feira – 16h
09 de agosto- terça-feira – 19h
10 de agosto- quarta-feira – 16h
17 de agosto- quarta-feira – 16h
É madrugada quando Daïga parte da Lituânia em direção a Paris ao volante de seu velho carro, tendo como bagagem apenas um pouco de dinheiro, dois números de telefone e muitos cigarros, em direção a Paris.

Bom Trabalho (Beau Travail, França, 1999, 93min) Dir. Claire Denis
02 de agosto- terça-feira – 19h
03 de agosto- quarta-feira – 16h
10 de agosto- quarta-feira – 19h
11 de agosto- quinta-feira – 16h
18 de agosto- quinta-feira – 19h
O filme é um passeio coreográfico pelo campo de treinamento da Legião Francesa, no nordeste da costa africana. As imagens mostram o universo repressor e os conflituosos sentimentos de um sargento.

Desejo e Obsessão (Trouble Every Day, França, 2001, 101min) Dir. Claire Denis
3 de agosto- quarta-feira – 19h
4 de agosto- quinta-feira – 16h
11 de agosto- quinta-feira – 19h
12 de agosto- sexta-feira – 16h
18 de agosto- quinta-feira – 16h
Shane e June são um perfeito casal americano em lua de mel em Paris na tentativa de reconstruir uma vida nova. Secretamente, Shane começa a frequentar uma clínica médica que trata da libido humana e deixa-se levar por perigosos impulsos sexuais.

O Intruso (L’Intrus, França, 2004, 119min) Dir. Claire Denis
4 de agosto- quinta-feira – 19h
5 de agosto- sexta-feira – 16h
12 de agosto- sexta-feira – 19h
15 de agosto- segunta-feira – 16h
17 de agosto- quarta-feira – 19h
Louis Trebor vive recluso nas alturas das montanhas jurassianas com seus dois cachorros. Ele e natureza parecem formar um só ente, e as suas relações com os homens são cada vez mais difíceis, especialmente com o filho, Sidney.

35 Doses de Rum (35 Rhums, Alemanha/França, 2008, 100min) Dir. Claire Denis
5 de agosto- sexta-feira – 19h
8 de agosto- segunda-feira – 16h
15 de agosto- segunda-feira – 19h
16 de agosto- terça-feira – 16h
19 de agosto- sexta-feira – 19h
O viúvo Lionel é condutor de trens e vive num complexo habitacional com sua filha Josephine, que criou sozinho e é muito próxima dele. Um taxista flerta com Josephine e eles passam a sair juntos, enquanto Lionel se aproxima de uma mulher de meia-idade.

Fonte: Departamento de Difusão Cultural - Coordenadora e curadora da Sala Redenção - Cinema Universitário, através de Tânia Cardoso de Cardoso.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL REALIZA PARCERIA INÉDITA COM O FESTIVAL DE CINEMA LATINO AMERICANO DE SP.




*Sessão Acessível com áudio-descrição, legendagem descritiva e na língua brasileira de sinais LIBRAS do curta-metragem brasileiro “Além do Que Se Vê”


**Exibição de Curtas e vídeos raros de Anna Muylaerte


O CCBB São Paulo realiza, pela primeira vez, parceira com o Festival de Cinema Latino-Americano, que acontece de 20 a 27 de julho em São Paulo. Com a cineasta paulista Anna Muylaert sendo a grande homenageada, a 11° edição do Festival apresenta uma programação que celebra a crescente presença feminina na atual cinematografia da região.

São 118 filmes em exibição, dos quais 53 são dirigidos por cineastas mulheres. Dos debatedores escalados para as mesas de discussão, 66% são do sexo feminino. Uma mostra especial focaliza as divas da Época de Ouro do cinema mexicano e uma seleção apresenta as novas cineastas daquele país.

Exclusivamente no CCBB, haverá a exibição de curtas-metragens, videoclipe e vídeos autorais de rara circulação da homenageada Anna Muylaert e uma sessão acessível do curta “Além do Que Se Vê”.


CURTAS-METRAGENS E VÍDEOS - ANNA MUYLAERT

Os curtas-metragens incluídos são o metalinguístico “O Sétimo Artesão” (1982); “Hot Dog” (1983, codirigido com Márcio Ferrari), um longo travelling com 15 personagens; “Paixão XX” (1984) ‘imagem acima’, sobre um encontro na metrópole que termina com os personagens sós; “Rock Paulista” (1988), com Titãs, Ira! e Arnaldo Antunes; e “A Origem dos Bebês Segundo Kiki Cavalcanti” (1995), uma comédia de costumes que as crianças fazem a respeito da vida sexual dos adultos que venceu o Rio Cine Festival, o Cine Ceará e o Miami Brazilian Film Festival.

Vencedor no Vídeo Music Brasil da MTV como melhor videoclipe de MPB, “Mama África” (1995) foi filmado na cidade natal do cantor Chico César, Catolé do Rocha (Paraíba). Em um único plano-sequência, sem cortes, ele percorre as ruas da localidade, dançando juntamente com sua irmã mais nova e a população.

Quatro vídeos autorais, feitos entre 1989 e 1991, estão na programação: “Vídeo Tela Azul” (sobre o artista plástico José Roberto Aguilar), “Zona Eleitoral” (sobre as eleições presidenciais de 1989), “Torre de Babel” (sobre o dinheiro como a língua comum na diversidade de Nova York) e “Os Sete Minutos Capitais” (sete vídeos de um minuto dirigidos por cineastas paulistas, sob a coordenação de Anna Muylaert).


SESSÃO ACESSÍVEL

Para completar, o CCBB também promoverá, dentro da programação do o 11º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, uma Sessão Acessível, voltada ao público portador de deficiência visual ou auditiva. O evento acontece no dia 23/07, às 17h00.

Na ocasião será exibido com áudio-descrição, legendagem descritiva e na língua brasileira de sinais LIBRAS o curta-metragem brasileiro “Além do Que Se Vê”. Dirigido por Letícia Baretta, a obra promove uma reflexão sobre a capacidade de enxergar o que não se olha, mas que merece ser olhado. Um mundo onde dois jovens se alimentam da verdade, do amor e da superação através da arte.

A programação conta ainda com a seções Contemporâneos, Divas, Cine Negro, Mulheres Atrás das Câmeras, Mostra Escolas de Cinema Ciba-Cilect, DocTVLatinoamérica 10 Anos e Encontros e Debates.

A curadoria do 11º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo é assinada por João Batista de Andrade, Jurandir Müller e Francisco Cesar Filho, sendo estes dois últimos também diretores do evento. Uma realização do Memorial da América Latina, da Secretaria de Estado da Cultura, e da Associação do Audiovisual, o festival é uma iniciativa do Ministério da Cultura / Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com patrocínio da Petrobras, correalização da Spcine e do Sesc São Paulo, e apoio cultural do Centro Cultural Banco do Brasil.

Mais informações podem ser acessadas no website do festival http://www.festlatinosp.com.br/.


Fonte: ATTi Comunicação e Ideias, através de Eliz Ferreira.