sábado, 24 de setembro de 2016

Em Cartaz a terceira edição de Cinema Pelo Mundo na Sala Redenção – Cinema Universitário.


Caminho para o Nada (Road to Nowhere, Estados Unidos, 2010, 121min) Dir. Monte Hellman


Em outubro, a Sala Redenção – Cinema Universitário, em parceria com Sesc/RS, apresenta na seção Em Cartaz a terceira edição de Cinema Pelo Mundo. Serão exibidos nove filmes, de diferentes estilos, escolas e nacionalidades, realizados entre os anos 2010 e 2014. Abre a programação Pais e filhos (2013), do realizador japonês Hikorazu Koreeda, vencedor do prêmio do júri do Festival de Cannes de 2013 e prêmio pelo público de melhor filme estrangeiro no Festival Internacional de São Paulo, no mesmo ano. O longa aborda e questiona a importância dos laços sanguíneos ao narrar a história de duas crianças trocadas na maternidade, filhas de casais de diferentes classes sociais. Koreeda é especialista em retratar o universo infantil e familiar no Japão e realizou também, entre outros filmes, Ninguém pode saber (2004) e O que eu mais desejo (2011).

O Sonho de Wadjda (2012), da realizadora Haifaa Al-Mansour, é um filme especial. Especial por ser realizado por uma cineasta da Arábia Saudita, país em que os direitos das mulheres não são reconhecidos (e são até mesmo ignorados) e que mulher alguma poderia estar à frente de uma equipe de filmagem. A diretora chegou a declarar que, em filmagens externas, muitas vezes foi preciso se esconder, pois não podia aparecer, muito menos dizendo aos homens no set de filmagem o que deveriam fazer. A obra narra uma história simples, mas pungente: uma menina não aceita e se recusa a aceitar que as mulheres em seu país não podem andar de bicicleta. Longe de ser um filme panfletário, a abordagem é simples, delicada. Vale lembrar que é o primeiro longa realizado por uma mulher na Arábia Saudita – ao menos que se tem notícias. Em 1966, John Lennon estava na Espanha para gravar Oh, que delícia de Guerra!, de Richard Lester, quando um professor resolve viajar e ir até o local da filmagens para conhecer o Beatle. Eis o argumento que deu origem ao filme do espanhol David Trueba, Viver é fácil de olhos fechados (2013). Um road movie divertido, muito bem-realizado, que conquista quem o assiste. No longa de Trueba um professor de espanhol, em plena ditadura Franco, viaja pelas estradas da Espanha e no percurso encontra dois jovens para quem oferece carona. Ao longo do percurso, os três se tornam próximos ao mesmo tempo em que essa proximidade faz com que eles conheçam também melhor o país que habitam. O filme arrematou sete prêmios Goya em 2013. Melhor filme, melhor diretor, melhor ator principal, atriz revelação, roteiro original, música original e melhor figurino. Duas observações: o título do longa remete a um verso da música Strawberry Fields Forever; e, entre várias lições do professor, interpretado pelo excelente Javier Cámara, fiquemos com uma: “às vezes precisamos gritar HELP!”.

Do diretor Fernando Eimbcke exiberemos Club Sandwich (2013). Como Larry Clark, o realizador mexicano se debruça sobre o universo adolescente, jovem. Ao contrário, entretanto, dos jovens problemáticos, transgressores, quase marginais presentes nos filmes de Clark, os jovens nos filmes de Eimbcke são personagens em transformações mais internas do que externas. O ruído, o movimento (ou a falta deles) encenam movimentos que vêm de dentro. Há poucas palavras, vários silêncios em suas tramas. O olhar da câmera recai sobre um personagem tímido que se despede da adolescência e do colo da mãe. O movimento de câmera tenta acompanhar, captar os movimentos internos do personagem, sua timidez, suas dúvidas, silêncios e hesitações. A beleza do filme reside justamente nessa tentativa de captura, sobretudo na impossibilidade de revelar o universo intenso do personagem. Mais corpo, mais movimento, poucas palavras. O título do primeiro longa do médico Thomas Lilti, Hipócrates (2014), é uma referência explícita ao grego considerado “o pai da medicina”. O filme é composto por várias pequenas tramas, todas elas vividas no hospital que o personagem Benjamin (caçula, em francês), médico recém-formado, vai trabalhar, e no qual seu pai é um médico renomado. Eutanásia, ética profissional e preconceito racial são alguns dos temas abordados pelo realizador francês.

Monte Hellman é um veterano realizador estadunidense e um crítico feroz ao cinema de Hollywood. Outsider, foi um dos descobridores de Quentin Tarantino ao produzir Cães de Aluguel (1992), definidor na carreira deste. Caminho para o Nada (2010), seu primeiro longa realizado após 21 anos (dirigiu também Iguana - a fera do mar, de 1988; e A vingança de um Pistoleiro, de 1966), é experimental, metalinguístico; um filme dentro de um filme, com várias citações e referências cinematográficas, cheio de camadas e delírios. Caminho para o Nada é um filme sobre ficção, sobre imagem, sobre cinema, sobretudo e sobre tudo. Um filme ácido, crítico, principalmente ao atual cinema feito em Hollywood. Uma curiosidade: em 2010, quando Tarantino presidiu o júri do Festival de Veneza, criou um segundo Leão de Ouro especial pelo conjunto da obra, quando Hellman participava pela primeira vez do Festival.

Era uma vez em Nova York (2013), de James Gray, já no título remete a um grande épico de Sérgio Leone, Era uma vez na América (1984). Não apenas no título, mas na temática (de imigrantes que chegam à América) e na estética do filme (reconstrução da cidade de Nova York no início do século XX). No caso de Gray, no entanto, o foco está na vida de uma protagonista, uma imigrante polonesa que chega a Nova York na década de 1920. A cidade – por meio de um triângulo amoroso – mostra-se como a cidade dos sonhos e das oportunidades, mas também da exploração e da violência. Gray realizou Amantes (2008) e Os Donos da Noite (2007), ambos também com a participação de Joaquin Phoenix. Nos seus filmes, o foco está nas relações íntimas, familiares e bem pessoais. Em Era uma vez em Nova York o cineasta segue nesta linha. A partir de uma grande saga, da imigração e da construção de Nova York, o foco está nos laços amorosos e íntimos, todos eles distorcidos pelas experiências pessoais de cada uma das personagens.

La Sapienza (2014) é o primeiro filme de Eugène Green lançado no Brasil. Um realizador estadunidense que transita por várias formas artísticas e que, em seus filmes, as mistura, oferecendo-nos uma narrativa caleidoscópica. A trama central gira em torno de um casal em viagem pela Itália a fim de estudar dois renomados arquitetos barrocos, Gian Lorenzo Bernini e Francesco Borromini. Neste percurso, encontram dois jovens irmãos, que se encantam pelo conhecimento do casal. A partir deste fio condutor, nascem também outras questões, como a interação e as transformações por meio das trocas entre gerações. Nem um pouco naturalista ou realista, os diálogos são propositalmente artificiais e autoconscientes da trama, da farsa, da ficção e da fábula; o espectador é lembrado o tempo todo de que aquilo que vê é mera ilusão, sonho, fantasia, tudo isso misturado a uma aula sobre arquitetura barroca, sobre cinema – e pensamos aqui tanto em Cópia Fiel (2010), de Abbas Kiarostami, como em Nostalgia (1983), de Andrei Tarkovsky. Somado a essas questões, o filme também mostra, de forma prática, a importância que o conhecimento artístico – seja ele qual for – tem para as diferentes gerações.

Para fechar a programação de outubro, uma grande homenagem nossa ao diretor francês Alain Resnais, que partiu em 2014, mesmo ano em que lançou seu último filme, aos 91 anos de idade, Amar, beber e cantar (2014). Baseado na peça Life of Riley (2010), de Alan Ayckbourn, o longa narra a história da montagem de uma peça teatral amadora entre amigos que, como não poderia deixar de ser em um filme de Resnais, representam a si mesmos, mostrando a dualidade entre vida e arte, realidade e encenação; o ensaio da peça e a notícia da doença de um dos amigos que dela participa é o mote para o jogo dramático presente no filme do início ao fim. Amigos que encenam e representam, sem deixar de ser o que são, o papel que cada um ocupa na vida do outro, revelando amizade, frustração e traições. Mais uma vez, o realismo é colocado em xeque de diferentes formas, seja pela farsa evidente ou pela ideia de que a máscara da representação também pode cair, revelando algo que está além da mera aparência. No longa, também, o tempo é um personagem importante, senão o principal. Por meio de vários elementos cênicos, vemos a troca das estações e as mudanças na vida dos personagens. Uma bela homenagem do realizador do cine-teatro às duas paixões de sua vida. Faz também um brinde ao tempo, à vida e sobretudo à despedida desta.

Tânia Cardoso de Cardoso, Coordenadora e curadora da Sala Redenção – Cinema Universitário.


Sala Redenção – Cinema Universitário

Av. Paulo Gama, 110 - Campus Central da UFRGS, Porto Alegre - RS

(51) 3308.30.34


Pais e Filhos (Soshite Chichi ni Naru, Japão, 2013, 121 min) Dir. Hikorazu Koreeda
03 de outubro- segunda-feira – 16h
14 de outubro- sexta-feira – 19h
17 de outubro- segunda-feira – 16h
20 de outubro- quinta-feira – 19h
Um pai descobre que seu filho biológico foi trocado na maternidade com o garoto que ele está criando e precisa escolher entre os dois filhos.

O Sonho de Wadjda (Wadjda, Arábia Saudita/Alemanha, 2012, 98 min) Dir. Haifaa Al-Mansour
03 de outubro- segunda-feira – 19h
04 de outubro- terça-feira – 16h
17 de outubro- segunda-feira – 19h
18 de outubro- terça-feira – 16h
24 de outubro- segunda-feira – 16h
Uma garota entra em uma competição de recitar o Corão na sua escola a fim de conseguir dinheiro o suficiente para comprar uma bicicleta.

Viver é Fácil com os Olhos Fechados (Vivir es fácil com los ojos Cerrados, Espanha, 2013, 108 min) Dir. David Trueba
04 de outubro- terça-feira – 19h
05 de outubro- quarta-feira – 16h
18 de outubro- terça-feira – 19h
19 de outubro- quarta-feira – 16h
Um professor espanhol dirige para Almeria a fim de conhecer John Lennon e no caminho ajuda duas pessoas que fugiram de casa.

Club Sandwich (Club Sandwich, México/França, 2013, 82 min) Dir. Fernando Eimbcke
05 de outubro- quarta-feira – 19h
06 de outubro- quinta-feira – 16h
20 de outubro- quinta-feira – 16h
21 de outubro- sexta-feira – 19h
Uma mãe solteira e seu filho adolescente, do qual tem uma relação muito próxima, estão viajando quando ele encontra uma garota de sua idade e se apaixona.

Hipócrates (Hippocrate, França, 2014, 102 min) Dir. Thomas Lilti
06 de outubro- quinta-feira – 19h
07 de outubro- sexta-feira – 16h
21 de outubro- sexta-feira – 16h
24 de outubro- segunda-feira – 19h
Um médico recém formado começa a trabalhar como residente no mesmo hospital em que seu pai trabalha e precisa confrontar seus medos e limites.

Caminho para o Nada (Road to Nowhere, Estados Unidos, 2010, 121min) Dir. Monte Hellman
07 de outubro- sexta-feira – 19h
10 de outubro- segunda-feira – 16h
25 de outubro- terça-feira – 19h
26 de outubro- quarta-feira – 16h
Realizando um filme sobre um crime real, um diretor contrata uma atriz desconhecida que se parece muito com uma mulher da história.

La Sapienza (La Sapienza, França/Itália, 2014, 101 min) Dir. Eugène Green
10 de outubro- segunda-feira – 19h
11 de outubro- terça-feira – 16h
27 de outubro- quinta-feira – 16h
31 de outubro- segunda-feira – 19h
No auge de sua carreira, um arquiteto vai para a Itália conhecer o local de nascimento de Francesco Borromini, arquiteto famoso do século 17.

Era uma vez em Nova York (The Immigrant, Estados Unidos, 2013, 120 min) Dir. James Gray
11 de outubro- terça-feira – 19h
13 de outubro- quinta-feira – 16h
25 de outubro- terça-feira – 16h
27 de outubro- quinta-feira – 19h
Duas irmãs polonesas vão para Nova Iorque a fim de obter uma vida melhor. Chegando lá, uma fica doente e a outra, para ajuda-la, acaba se prostituindo.

Amar, Beber e Cantar (Aimer, Boire et Chanter, França, 2014, 108 min) Dir. Alain Resnais
13 de outubro- quinta-feira – 19h
14 de outubro- sexta-feira – 16h
28 de outubro- sexta-feira – 16h
31 de outubro- segunda-feira – 16h
Durante os ensaios de uma peça, os membros de uma companhia de teatro descobrem que um amigo próximo está com uma doença terminal e tem poucos meses de vida.


Fonte: Departamento de Difusão Cultural, através de Tânia Cardoso de Cardoso, Coordenadora e curadora da Sala Redenção - Cinema Universitário.

Vidas Partidas chega primeiro ao NOW.




Drama estrelado por Naura Schneider e Domingos Montagner chegou ontem, dia 23 de outubro, sexta-feira, à plataforma On Demand


Qual o limite entre a paixão e a loucura? Como saber se o excesso de amor pode se transformar em violência? A cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil. O país é o quinto mais violento para mulheres em um ranking de 83 nações que usa dados da Organização Mundial de Saúde. Segundo a OMS, em uma década – entre 2003 a 2013 - em média, 11 mulheres foram assassinadas no Brasil todos os dias. Desses 83 países comparados, o Brasil só está atrás de Rússia (4º), Guatemala (3º), Colômbia (2º) e El Salvador (1º); 55% dos crimes de violência de gênero no Brasil foram cometidos no ambiente doméstico, onde 33,2% dos homicidas eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas. (Mapa da Violência 2015 - Homicídios de Mulheres, produzido pela Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais).

Livremente inspirado nessas alarmantes estatísticas de crimes praticados contra a mulher, “Vidas Partidas” chegou ontem, dia 23 de outubro, sexta-feira, à plataforma NOW. Protagonizado por Domingos Montagner e Naura Schneider, e dirigido por Marcos Schechtman, o longa-metragem é uma coprodução Globo Filmes e Paramount Pictures, com distribuição da Europa Filmes.

Na história, Graça (Naura Schneider) e Raul (Domingos Montagner) são um casal apaixonado que vive cenas românticas capazes de acabar com quaisquer dúvidas sobre seu amor. Porém, como na maioria dos casos de violência, o problema está escondido atrás dessa falsa felicidade. Graça é uma biomédica bem-sucedida, mãe de duas filhas, vítima de um crime de violência doméstica no Brasil dos anos 80. Raul, seu marido, é um homem sedutor que, por ciúme, transforma-se em algoz. A relação ardente e passional entre o casal começa a desmoronar quando ele fica desempregado enquanto ela avança em sua carreira. Preocupada com a situação, ela pede ajuda ao ex-marido, que, secretamente, indica Raul a uma vaga de professor na Universidade. Quando Raul começa a se reerguer financeiramente e se igualar à mulher, ele descobre de onde veio o emprego, o que o torna gradativamente agressivo. As cenas de ciúmes são frequentes e começam as agressões físicas e psicológicas.


FICHA TÉCNICA:

Direção - Marcos Schechtman

Roteiro Original - José de Carvalho

Diretor de Fotografia - Elton Menezes e Rafael Rahal


ELENCO: Domingos Montagner, Naura Schneider, Georgina Castro, Ana Clara Rimes, Camila de Oliveira, Nelson Freitas, Guilherme Guaral, Suzana Faini, Gabriela Munhoz, Juliana Schalch, Milhem Cortaz, Fabio de Luca, Rafael Studart, Ana Maria Orozco, Denise Weinberg, Jonas Bloch e Augusto Madeira.


PRODUÇÃO

VOGLIA PRODUÇÕES


DISTRIBUIÇÃO

EUROPA FILMES

A Europa Filmes iniciou suas atividades em 1990 sob a direção geral do seu fundador Wilson Feitosa e hoje atua como coprodutora, distribuidora de cinema e outras mídias de produção independente no Brasil.

A empresa garantiu um local de destaque entre as distribuidoras independentes ao levar ao público importantes obras do cinema nacional e internacional. Tem ainda um grande destaque nas coproduções de cinema brasileiro, pois desde 1995 tem participado, juntamente com os produtores, na captação de recursos para produções, fazendo parcerias, com empresas ligadas ao mercado.

A Europa Filmes lançou títulos inesquecíveis e premiados como “O Paciente Inglês”, “O Pianista”, “Menina de Ouro”, “O Segredo de Brokeback Mountain”, “O Segredo dos Seus Olhos” e “Quem Quer Ser Um Milionário”, além de grandes destaques do cinema nacional, como “Carlota Joaquina”, “Olga”, “Tainá”, “Os Normais”, “A Grande Família”, “Tropa de Elite 2”, “Faroeste Caboclo” e recentemente “SOS Mulheres ao Mar 2”.

Dando continuidade ao trabalho relevante que sempre desenvolveu no Home Vídeo – com recordes de venda para títulos nacionais nesse formato, a distribuidora investe em conteúdos e parcerias para novos formatos, em multiplataformas como TVOD, VOD, (NET NOW, iTunes, GVT, Google play, Looke, Oi TV, Vivo Play, Saraiva, Microsoft, NETFLIX, bem como aplicativos para tablets e smartphones, o que a possibilita acompanhar as constantes mudanças do mercado).


VIDAS PARTIDAS é uma coprodução Globo Filmes e Paramount Pictures Corporation. Apoio: Canal Brasil e Rede Telecine.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Europa Filmes, através de André Luis.

Inscrição para premiação Planeta.Doc termina neste domingo (25).




Filmes vencedores serão exibidos em sessões itinerantes pelo país


Termina neste domingo (25) o prazo de inscrição para a premiação do Festival Internacional de Cinema Socioambiental Planeta.Doc, maior evento do gênero no sul do país. Podem ser inscritos filmes nas categorias documentário, ficção e animação nas áreas de ciência e tecnologia, natureza, sociedade e governança, que promovam a reflexão sobre a sociedade contemporânea e desafios da sustentabilidade. A mostra competitiva estará em exibição entre 21 de outubro e 13 de novembro, em Santa Catarina, com uma extensa programação aberta ao público em geral. No ano passado foram mais de 900 filmes inscritos no Pla neta.Doc.

Nas mostras competitivas Planeta.Doc Nacional e Planeta.Doc Internacional participam curtas, médias, longas-metragens, programas e séries de TV, sendo que todas as obras em língua estrangeira precisam ter legenda em espanhol, francês, inglês ou português. Nas séries televisivas são aceitos de três a seis episódios. A premiação internacional do festival acontecerá em 2017, com os filmes vencedores exibidos em sessões itinerantes pelo país.

“É motivo de muito orgulho promover um festival internacional de informação e educação que revela e debate por meio da sétima arte a dimensão do impacto ambiental das sociedades humanas”, explica Mônica Linhares, produtora cultural e diretora do evento.


As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site https://filmfreeway.com/festival/PlanetaDoc, onde está o regulamento completo.


Fonte: Assessoria de Imprensa do Planeta.Doc, através de Juliana.

DOIS CURTAS-METRAGENS GAÚCHOS SELECIONADOS PARA A MOSTRA “OLHAR BRASILIS”, DO 14º CURTA SANTOS.




15 obras de oito estados brasileiros estão na programação do festival


Estão definidos os 15 curtas-metragens que representarão a produção nacional no 14º Curta Santos – Festival de Cinema de Santos, pela mostra Olhar Brasilis. O festival acontece entre os dias 26 de setembro e 1º de outubro, em diversos espaços da cidade do litoral paulista.


Dois curtas-metragens gaúchos estão entre os selecionados:

POBRE PRETO PUTO (imagem acima)

Direção: Diego Tafarel | documentário | Santa Cruz do Sul (RS) | cor | 15’00” | 2016 |12 anos Sinopse: Nei Dogum é batuque, é sexo e é negritude. É amor e contradição. Um guerreiro das causas negras, gays e transexuais. Ele é a própria causa. Auto define-se: “pobre, preto, puto”.


SOB ÁGUAS CLARAS E INOCENTES

Direção: Emiliano Cunha | ficção |Porto Alegre (RS) | cor | 17’20” | 2016| 10 anos Sinopse: As últimas horas de um sujeito numa cidade que não mais o aceita. Sozinho e irrelevante, despede-se daqueles que ama, enquanto reconstrói sua identidade e encontra a redenção e o renascimento ao mergulhar, Livre, em águas claras e inocentes. Uma carta para nossa pátria mãe em seu leito de morte.


Os trabalhos selecionados pela equipe de curadores formada por Edson Delmiro, professor de audiovisual da Unimonte/Santos e por Junior Brassalotti e Raquel Pellegrini, diretor de produção e diretora técnica do festival, respectivamente. As produções são oriundas de oito estados brasileiros e contemplam um significativo recorte do que atualmente está sendo produzido no país no segmento audiovisual.


O FESTIVAL

Consolidado como um dos mais importantes eventos do gênero no país, o Curta Santos mapeia o atual panorama da produção audiovisual em curta-metragem, proporcionando um diálogo entre os realizadores e fortalecendo o pólo de produção e exibição local, fundamental para formação de público.

“Estamos diante de uma produção inquieta, sem amarras, Livre nas suas formas de expressão e linguagem, estética e de gêneros, que abarca novos formatos e gera novas posturas, análises e conteúdos. O Curta Santos celebra, revigora e oxigena a produção independente, que exige um olhar mais acurado para que sua realidade seja entendida”, afirma Ricardo Vasconcellos, que assina a direção executiva do festival ao lado de Junior Brassalotti.

A programação prevê ainda mostras especiais, oficinas e debates, além das tradicionais noites de abertura e premiação.


Fonte: Assessoria de Imprensa do 14º CURTA SANTOS, através de Lúcio Nunes.

EL OJO DE IBEROAMÉRICA TERÁ PALESTRA DE RICHARD TING, GLOBAL CHIEF DA RG/A.




Richard Ting integra dream team de conferencistas que dará a sua visão da indústria e percorrerá os corredores do Festival


O Festival Internacional El Ojo de Iberoamérica anuncia Richard Ting, vice-presidente executivo e Global Chief Experience Officer da R/GA, para seu prestigiado Ciclo de Conferências, Capacitação & Inspiração de 2016, lugar onde os nomes mais importantes da indústria publicitária regional e global se encontram. O profissional somará ao dream team de estrelas da publicidade internacional que dará a sua visão da indústria e percorrerá os corredores do El Ojo, dividindo seus espaços de workshops, seminários, exposições, coquetéis e festas. O festival será realizado nos dias 02, 03 e 04 de novembro, no Hotel Hilton de Buenos Aires, Argentina.

Como vice-presidente executivo e Global Chief Experience Officer, Ting lidera a equipe global de Experience Design (XD) da R/GA, com a missão de fortalecer e reforçar o portfólio de capacidades (Mobile IoT, Social, Commerce, Prototype Studio, Experiential e Data Science & Visualization) da agência. Em mais de 13 anos na empresa, o profissional pôs suas ideias ao serviço de uma ampla gama de clientes como Nike, Samsung, Google e Johnson & Johnson, levando a R/GA a conquistar premiações como Agência Mobile do Ano da Global Mobile Marketing Association; Titanium Lion no festival Cannes Lions; Grand Clio, no Clio Awards; Lápis Preto do D&AD; e vários troféus no Andy Awards.

Considerado um ávido seguidor de startups e tendências digitais emergentes, Ting lidera o programa Internet of Things da Mobile Marketing Association e também é membro executivo da International Academy of Digital Arts and Sciences.

O Profissional se une ao rol de conferencistas do El Ojo de Iberoamérica 2016, do qual já foram divulgados Carl Jonhson, CEO global da Anomaly; Chris Garbutt, global creative president da rede TBWA e chief creative officer da TBWA\Chiat\Day de Nova Iorque; Per Pedersen, Chairman do Conselho Criativo Global da Grey; John Forero, Vice-Presidente de Criação da Ogilvy & Mather Colômbia; Miguel Simões, Sócio e CEO da LOLA MullenLowe de Barcelona, Madri e Lisboa; e Edson Athayde, que é CEO e CCO da FCB Lisboa. A lista completa desses conferencistas será divulgada em breve.


DREAM TEAM DE CONFERENCISTAS

A edição 2016 do Festival Internacional El Ojo de Iberoamérica terá um dream team de estrelas da comunicação global que dará a sua visão da indústria e percorrerá os corredores do evento, dividindo os espaços entre workshops, seminários, exposições e coquetéis.

O El Ojo de Iberoamérica está estimulando a inscrição antecipada de delegados para os três dias do Festival, com a bonificação de suas entradas, com desconto em 25% do valor integral até 7 de outubro. Para mais informações sobre o evento, inscrição de cases ou credenciamento de delegados, a organização solicitada entrar em contato pelo email info@elojodeiberoamerica.com ou pelo telefone: (54-11) 4543-0790.


AGENDA

Festival Internacional El Ojo de Iberoamérica

Hotel Hilton de Buenos Aires – Argentina

Data: 02, 03 e 04 de novembro de 2016

Aquisições de ingressos com 25% do valor integral: Até 7 de outubro


SOBRE O EL OJO DE IBEROAMÉRICA

O El Ojo de Iberoamérica é o primeiro festival internacional com um olhar latino na Publicidade, Comunicação, Marketing e Entretenimento. Há 19 anos, em cada uma de suas edições, congrega o talento e o espírito latino, tornando-se uma oportunidade única de intercâmbio de ideias, experiências e projetos com o mundo.

Os pilares que deram origem ao festival são: capacitação, inspiração, encontro, reconhecimento aos melhores trabalhos de profissionais e empresas que definitivamente estimulam o crescimento e consolidação da indústria. A cada ano o El Ojo impulsiona os limites do talento, da criatividade e comunicação latina, vendo sempre além, consolidando-se como um lugar excelente para fortalecer e potenciar vínculos além das fronteiras regionais.


Fonte: Agência Casa do Bom Conteúdo, através de Bruno Bataglioto e Marcelo Affini.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

“Inclusão na tela” é o tema da edição de setembro do Cineclube Curta Cinema.




UMA INICIATIVA DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS DO RIO DE JANEIRO, A TERCEIRA EDIÇÃO DO CINECLUBE EXIBE CURTAS SOBRE DEFICIÊNCIA E ACESSIBILIDADE


O Cineclube Curta Cinema chega à sua terceira edição na quinta-feira, 29 de setembro, com o tema “Inclusão na tela”, com a curadoria de Lara Pozzobon e Gustavo Acioli, diretores do Festival Assim Vivemos – festival internacional de filmes sobre deficiência - que, em 2017, comemora 15 anos, tendo se consolidado como referência nacional e internacional sobre o tema. A programação começa às 19h30m, seguida de debate com os realizadores Paulo Halm, diretor de “O Resto é Silêncio”; Anna Azevedo, diretora de “Dreznica” e Simone Machado Lima, diretora e produtora de “Estrangeiros”, e do curador e mediador Gustavo Acioli. A entrada é gratuita, sujeita à lotação.

O projeto é uma iniciativa do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro em parceria com o Oi Futuro, e patrocínio da Oi, Petrobras, Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, e pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretária Municipal de Cultura e RioFilme.

Responsável pela curadoria desta edição do Cineclube, Gustavo Acioli avalia que o público terá oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a deficiência, a partir da ótica da inclusão. Ele acredita que, por serem diferentes entre si, os curtas tem uma excelência no uso da linguagem.

Autor da novela “Totalmente Demais”, da Rede Globo, junto com Rosane Svartman, Halm é diretor e roteirista de “O resto é Silêncio”. Ele conta que os jovens e seu rito de passagem para a vida adulta, com suas descobertas, desafios, perdas e ganhos, sempre foram tema de seu interesse. Ao resolver abordar o tema, optou por personagens surdos, jovens que já conhecia por morar perto do Instituto Nacional de Educação de Surdos, no Rio. Assim, o curta foi interpretado por jovens surdos e falado em libras (com legendas). Na sua concepção, quase um filme mudo e que pudesse ser assistido tanto por surdos quanto por não surdos, onde ambos espectadores experimentassem as mesmas sensações.

- “O Resto é Silencio” se tornou um filme emblemático da questão da superação das diferenças, não só para os portadores de deficiência auditiva, mas para o grande conjunto das pessoas com necessidades especiais. Ao mesmo tempo, é um filme divertido, poético, que agrada a todos os públicos – diz o diretor Paulo Halm. - Acho que fui bem-sucedido porque “O Resto é Silencio” é meu filme mais premiado, no Brasil e no exterior.

As exibições do Cineclube acontecem uma vez por mês, desde julho, onde a proposta foi discutir o feminismo e questões raciais, seguido de política tendo o cinema como instrumento. Já na edição de setembro a inclusão entra em cena, levando o público a debater, principalmente sobre acessibilidade.


Sobre o Cineclube Curta Cinema

O Cineclube Curta Cinema foi criado pelo Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro em parceria com o Oi Futuro Ipanema em comemoração aos 25 anos do festival. Iniciado em junho de 2015, o Cineclube Curta Cinema apresenta mensalmente clássicos do curta-metragem nacional e de curtas inéditos. A exibição dos filmes é sempre acompanhada de debate aberto ao público com os realizadores e artistas convidados. O projeto Cineclube Curta Cinema é uma iniciativa do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro em parceria com o Oi Futuro, e o patrocínio da Oi, Petrobras, Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, e pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretária Municipal de Cultura e RioFilme.


Sobre o Curta Cinema

O Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – Curta Cinema – desde 1991 tem sido uma das principais vitrines para o curta-metragem no país. A cada ano são exibidos cerca de 200 filmes dos mais diversos gêneros e nacionalidades. A programação consiste em mostras competitivas (nacional e internacional), panoramas regionais, programas temáticos, de gênero, e especiais. Além da exibição de filmes, o festival desenvolve atividades paralelas com caráter informativo e educativo, como workshop e oficina.


Serviço:

Cineclube Curta Cinema – Inclusão na Tela

Data: Quinta-feira, dia 29 de setembro.

Horário: 19h30m

Local: Oi Futuro Ipanema - Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema, Rio de Janeiro

Exibição seguida de debate. Senhas serão distribuídas com 30 minutos de antecedência

Capacidade: 92 lugares

Classificação indicativa: 10 anos


Programação:

O Resto é Silêncio - de Paulo Halm. 22 min. RJ. 2003.

Totalmente interpretado por adolescentes surdos, o filme conta o encontro de Lucas, um rapaz solitário. Ao conhecer Clara, a nova colega do colégio para deficientes auditivos, ele descobre que existem muitos outros meios de entender os sons que o mundo possui e isso muda aos poucos a sua vida.


Dreznica - de Anna Azevedo. 14 min. RJ. 2008.

Dreznica é o lugar onde a neve encontra o mar. Um filme construído com arquivos de Super 8. Uma lírica jornada através das imagens e sensações reveladas pela memória e pelos sonhos de pessoas que não enxergam.


Estrangeiros - de Sonia Machado Lima. 20 min. RJ. 2011.

A fala tem poder e muitas vezes se impõe como forma superior de comunicação, forçando pessoas surdas a aprenderem a repetir sons que não conseguem ouvir. É um esforço tremendo – e desgastante. Até que, muitas vezes chega o momento em que o surdo descobre que foi inútil o tempo que tentou aprender algo que simplesmente não lhe servia.


Fonte: Agência Febre, através de Thays de Paula e Kátia Carneiro.

CineSerra revela trabalhos selecionados.




Entre os inscritos, 20 foram escolhidos para participar do concurso na categoria regional e 20 na categoria estadual


O CineSerra - Festival do Audiovisual da Serra Gaúcha acaba de anunciar os trabalhos selecionados para concorrer às premiações, que também serão exibidos durante as sessões do evento. De um total de 77 produções inscritas, 20 foram escolhidas para participar do concurso regional e 20 do estadual. Confira a lista completa (com as cidades de origem) a seguir:

Concurso regional:


Documentário:

Memórias de um boxeador - Bento Gonçalves

Talian - La nostra vera lengua madre - Bento Gonçalves

À sombra das videiras - Bento Gonçalves

A volta da Sbornia - Caxias do Sul


Ficção:

O diabo no armário - Bento Gonçalves

Não ficção - Caxias do Sul

Jazigo - Caxias do Sul

Mira - Caxias do Sul

Carlos, ex-agente - Caxias do Sul

Coelhinho mimoso - Caxias do Sul

O exílio fala - Los Angeles / Caxias do Sul


Videoclipe:

Volux - Pequenino - Caxias do Sul

Os Oitavos - Frases feitas - Caxias do Sul

Bob ShuT - Space little guys Ao vivo - Caxias do Sul

Duo de Viola e Acordeon - La muerte del indio - Caxias do Sul

Mindgarden - The silence of the sun - Caxias do Sul

Ana Gazzola - Corre pra mim - Caxias do Sul

Diretoria dos Lokos - Mexa-se - Caxias do Sul Thiago Wilbert - Polaroid - Caxias do Sul

The Tarentinos - Amore - Flores da Cunha


Concurso estadual:


Documentário:

Navegantes - Porto Alegre

Arte flamenca, pasión brasileira - Porto Alegre

60 anos de memórias - Porto Alegre

Às margens - Porto Alegre

Mestres - Porto Alegre


Ficção:

Perto do sol – Pelotas

O bom repórter - Porto Alegre

Eco - Porto Alegre

Água - Porto Alegre

Horas - Porto Alegre

Apenas um dia - Porto Alegre

Objetos - Porto Alegre

O movimento do escuro - Porto Alegre

Another empty space - Porto Alegre / Berlim

Tóxic - Porto Alegre

Venatio - São Leopoldo / Canoas


Videoclipe:

Shawlin, Pok Sombra, Zudizilla - Quebrando barreiras – Pelotas

Allseeone - Todo dia - Porto Alegre

Vera Loca - Grafitti - Porto Alegre

Cartolas - Sem sal - Porto Alegre


Premiação

Os vencedores da quarta edição do CineSerra serão conhecidos em evento oficial, e as ficções e documentários concorrem aos prêmios de melhor filme ficção, filme documentário, direção, roteiro, fotografia, direção de arte, edição, trilha sonora, ator, atriz, menção honrosa ficção e menção honrosa documentário. Os videoclipes serão classificados em primeiro, segundo e terceiro colocados. Ainda haverá o prêmio popular, decidido mediante enquete online.

O Festival ocorre de 15 de outubro a 1º de novembro, com sede em Caxias do Sul e exibições também em Garibaldi, Bento Gonçalves, Gramado, Nova Petrópolis, Flores da Cunha e Porto Alegre.


Sobre o CineSerra

O CineSerra – Festival do Audiovisual da Serra Gaúcha é uma mostra competitiva de cinema, que ainda oferece workshops sobre tópicos relativos à produção audiovisual com profissionais da área. O projeto iniciou em 2012 com o objetivo de dar visibilidade e agregar valor à produção audiovisual da região, e teve sua primeira edição em 2013. Na edição deste ano serão destacadas e premiadas produções em âmbito regional (Região Nordeste do RS) e estadual (RS), em concursos paralelos. As categorias contempladas são ficção, documentário (ambos de curta e média-metragem) e videoclipe musical.

À frente do projeto estão os produtores culturais associados Leandro Daros, diretor artístico, e Claudio Troian, diretor operacional. O Festival conta com financiamento da LIC Caxias (Lei de Incentivo à Cultura) e apoio da FSG – Centro Universitário da Serra Gaúcha. A realização é da Sossegado Produções.


Fonte: Dinâmica Comunicação / Assessoria de Imprensa CineSerra, através de Gabriela Zanesi e Ricardo Tonet Dini.