quarta-feira, 22 de março de 2017

‘Real - O Plano Por Trás da História’ Ganha Trailer com Música dos Titãs.


Legenda da foto (da esquerda para a direita): Fernando Henrique Cardoso (Norival Rizzo - sentado), Winston Fritsch (Fernando Eiras - primeiro de pé), Gustavo Franco (Emilio Orciollo Netto - segundo de pé), Pedro Malan (Tato Gabus Mendes - terceiro de pé), Pérsio Arida (Guilherme Weber - quarto de pé) e André Lara Resende (Wladimir Candini - quinto de pé)


Com Emilio Orciollo Netto, Paolla Oliveira, Cassia Kis, Mariana Lima e Norival Rizzo, longa estreia 18 de maio nos cinemas


Elenco do filme O filme "Real - O Plano Por Trás da História", uma livre adaptação do livro "3.000 Dias no Bunker - Um Plano na Cabeça e um País na Mão", de Guilherme Fiuza, estreia em 18 de maio nos cinemas.

Com direção de Rodrigo Bittencourt, ‘Real - O Plano Por Trás da História’ reúne os atores Emílio Orciollo Netto, Norival Rizzo, Paolla Oliveira, Mariana Lima, Bemvindo Sequeira, Tato Gabus Mendes, Juliano Cazarré, Cássia Kis e Klebber Toledo, entre outros.

O longa ficcional baseado em fatos reais retrata a criação do Plano Real, por meio de uma narrativa que percorre os governos dos presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, até a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência.

Filmado em Brasília e São Paulo, o filme destaca o papel do economista Gustavo Franco, interpretado por Emílio Orciollo Netto, ao lado de outros seis economistas, protegidos em uma espécie de "Bunker" contra vários tipos de pressões, para acabar com a hiperinflação e criar o Plano Real.

Integra a trilha sonora do trailer, que destaca a arquitetura monumental de Brasília, a música "Será que é isso que eu necessito?", do sétimo disco dos Titãs, Titanomaquia, na voz de Sérgio Britto. A música conquistou o prêmio de melhor vídeo clip da MTV em 1993, quando nascia o Plano Real.

O filme é uma produção da LightHouse Produções Cinematográficas e Maristela Filmes, com distribuição da Downtown Filmes e Paris Filmes, com o apoio da Globo Filmes.


Sinopse: Brasília, maio de 1993. O país está nas cordas. A inflação chega a 40% ao mês. Os salários derretem. O desemprego é recorde e a moeda foi reduzida a pó. Após uma sequência de planos econômicos que não surtiram efeito, o país é levado à beira da hiperinflação, ao impeachment de um presidente, a uma crise de abastecimento, a demissões em massa, entre outras graves consequências. Fernando Henrique Cardoso, então o quarto Ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, forma uma seleta equipe econômica que, protegida em um bunker contra pressões políticas, mergulha na missão de reforma do Estado com a finalidade de controlar a inflação e cria o Plano Real.


Trailer



Ficha técnica

Elenco: Emílio Orciollo Netto, Norival Rizzo, Paolla Oliveira, Mariana Lima, Bemvindo Sequeira, Tato Gabus Mendes, Cassia Kis, Klebber Toledo

Direção: Rodrigo Bittencourt

Roteiro: Mikael Faleiros de Albuquerque

Produção: Ricardo Fadel Rihan

Coprodução: Marco Antônio Audrá

Produção executiva: Ivan Teixeira e José Paulo Lanyi

Produtoras: LightHouse Produções Cinematográficas, Maristela Filmes

Distribuição: Downtown Filmes e Paris Filmes


Fonte: Nira Worcman e Maria Inez Aranha.

terça-feira, 21 de março de 2017

Canon do Brasil anuncia novidades no Dealers Meeting.




Evento é voltado para revendedores de todo o Brasil; foram anunciados lançamentos de novas multifuncionais, novas impressoras da linha imagePRESS e atualizações


Dia 16 de março, foi uma data de festa e novidades para a Canon do Brasil, líder mundial em soluções de imagem digital. Isso porque aconteceu, no Hotel Renaissance, em São Paulo, o Dealers Meeting, encontro anual entre revendedores da Canon em todo o Brasil.

O principal objetivo do encontro é apresentar os resultados obtidos em 2016, as estratégias previstas para os próximos meses, os lançamentos de produtos para 2017 e compartilhar as ações de marketing.

“É um momento onde nos reunimos para traçar estratégias e divulgar lançamentos para as revendas parceiras”, explica Grace Kelly, supervisora de Marketing da Canon do Brasil. O Dealers Meeting também premia os profissionais com melhores resultados quantitativos e qualitativos em 2016.

“Este ano o tema da iniciativa foi “Vá Além”. A proposta foi convidar os clientes a ultrapassarem seus limites, pois os sonhos são bons, mas precisamos agir para transformar sonhos em realidade. Assim 2017 poderá ter resultados melhores”, termina a supervisora.

Foram anunciados os lançamentos das novas multifuncionais A3, imageRUNNER ADVANCE 3ª geração, que irão substituir a série atual, até o meio deste ano. “Estes equipamentos trazem diversas atualizações tecnológicas que facilitam e agregam valor ao ambiente coorporativo, com destaque para placa Wi-fi padrão, melhorias na digitalização e segurança, impressão de dispositivos móveis e novo painel com usabilidade similar aos tablets e smartphones”, conta o Analista de Produto e Treinamento, Tadeu Faria.

Também foi divulgado o lançamento da nova linha de impressoras imagePRESS C850/C750/C65, para abril deste ano. De acordo com Tadeu Faria, a nova série sofreu upgrade nas velocidades de impressão e também nos ciclos de produção de impressão. “Podemos destacar a impressão frente e verso automática de folhas longas (de até 720mm), novos módulos de acabamento e nova de impressão em retículas com 190lpi”, afirma.

“Conhecer as novidades que a Canon lançará, ajuda nossos parceiros a se prepararem para elaborar as melhores estratégias, a fim de alcançar os objetivos traçados no começo do ano”, termina Grace Kelly. Cerca de 100 pessoas acompanharam as novidades do Dealers Meeting 2017.


Sobre a Canon:

A Canon é líder em desenvolvimento de tecnologias de gerenciamento de documentos, imagem e pela fabricação de uma variedade de produtos que vão desde câmeras, copiadoras e impressoras, até equipamentos ópticos para a indústria de semicondutores e lentes profissionais para broadcasting. No Brasil desde 1974, a Canon conta com infraestrutura própria com cerca de 500 colaboradores e uma rede de revendas responsável pela distribuição de toda a linha de soluções corporativas. A empresa oferece ao mercado brasileiro um portfólio com mais de 70 produtos entre câmeras, multifuncionais, copiadoras, fax e scanners.


Fonte: Léo Vila Nova, Assessor de imprensa da Canon do Brasil.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Crítica: Kong: A Ilha da Caveira, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Dirigido pelo novato Jordan Vogt-Roberts, acompanhamos uma trama, cujos eventos começam durante a Segunda Guerra e se estendem durante a década de 70. Um grupo de soldados, convencido por um cientista (John Goodman), vai parar numa ilha ainda (aparentemente) não explorada pelo homem. Lá eles descobrem que a ilha é protegida por um gorila, gigante chamado Kong, cuja sua existência é para conter outras criaturas ameaçadoras por lá. O filme em si não trás nenhuma novidade no gênero de aventura, mas é na forma em que o longa é conduzido, que ele se diferencia dos outros. Para começar, Jordan Vogt-Roberts presta uma verdadeira homenagem aos filmes de guerra no primeiro ato da trama, principalmente ao clássico Apocalipse Now, mas se alguém tem alguma dúvida sobre isso, basta assistir aos primeiros minutos dos soldados dentro da ilha e termos absoluta certeza que o cineasta venera a obra de Francis Ford Coppola. Destaco também o fato do filme não ser sombrio, mas sim colorido, sintetizando um período mais dourado daquela época, mesmo quando boa parte da trama se passa num lugar remoto.

Já o Kong em si, ele não é muito diferente de suas versões anteriores, mas possui trinta metros de altura e fazendo de sua presença algo que emociona. Embora muitos cinéfilos já estejam acostumados a efeitos visuais mirabolantes, é preciso reconhecer o belo trabalho que fizeram na criação do monstro, do qual não deve em nada, se comparado a sua última reencarnação (King Kong de 2005). Porém, sua presença se torna ainda mais ameaçadora graças aos movimentos de câmera do cineasta, fazendo da presença da criatura, algo animalesca e remetendo até mesmo, por exemplo, as animações japonesas de Dragon Boll Z. Mas se o clássico macaco gigante é quase impecável, o mesmo não se pode dizer muito dos seus protagonistas humanos, cuja maioria a gente já tem uma ideia de quem vive e quem morre na tela. Se Tom Hiddleston (o Loki da Marvel) cumpre o seu papel como aventureiro bom moço, Brie Larson (O Quarto de Jack) só se encontra presente na trama, unicamente para balançar o coração do gorila e remeter à velha formula da “Bela e a Fera”. E se Samuel Li Jackson força a barra para ser o vilão nesta trama, John C. Reilly (Chicago) surpreende como ex-soldado perdido na ilha, desde a Segunda Guerra Mundial e se tornando o melhor entendedor no assunto sobre o que acontece nela.

Falando sobre a ilha, o ato final surpreende com os inúmeros tipos de seres que surgem na tela, cuja presença delas serve para movimentar a trama, mas nunca fazendo com que se torne uma verdadeira montanha russa de efeitos. Na realidade o filme mais parece como aqueles bons e velhos filmes B, de monstros de antigamente, mas tudo moldado com efeitos de ponta e ao mesmo tempo gerando certa nostalgia. É claro que há pontas soltas propositais para haver uma futura sequência, principalmente na possibilidade de Kong se encontrar com Godzilla futuramente.

Divertido e sem exigir muito do cinéfilo que assiste Kong: A Ilha da Caveira, nada mais é do que um bom entretenimento e que remete os bons filmes de aventura de antigamente.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

domingo, 19 de março de 2017

Crítica: Olhar Instigado, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Eleito como novo prefeito de São Paulo, João Doria declarou guerra contra os grafiteiros e pichadores da cidade, ao ponto de cobrir inúmeras obras de arte com tinta cinza e gerando inúmeros protestos pela cidade, e pelo Brasil. Agindo dessa maneira, Doria dá entender que não compreende o pensamento do jovem contemporâneo, que se expressa através da escrita e os dos desenhos que estão nas paredes da cidade. Devido a esses últimos eventos, vistos na cidade de São Paulo, é impressionante como o documentário Olhar Instigado acaba tendo um papel relevante nesse momento e dando voz para os artistas incompreendidos.

Dirigido por Chico Gomes e Felipe Lion, o filme acompanha a cruzada de três artistas de rua, em diferentes registros cotidianos: Bruno Locuras faz pichações em prédios e pontes, Alexandre Orion efetua grandes painéis artísticos misturando pintura e colagem e André Monteiro, conhecido como Pato, combina o grafite com esculturas interativas. Em comum, os três procuram dizer alguma coisa em suas atividades, mas ao mesmo tempo, colocando um pouco de vida em um cenário moldado com enormes concretos pálidos e sem nenhum significado.

Se a pessoa for assistir ao documentário sem saber do que se trata exatamente, ele pode se surpreender no início, já que os cineastas foram engenhosos ao retratar um dos protagonistas na penumbra da noite e fazer com que nós não tenhamos certeza do que realmente está acontecendo. Gradualmente, vamos sendo apresentados aos três protagonistas, cuja suas narrações se casam com as cenas do dia a dia, onde eles fazem de tudo para colocar o trabalho deles nas paredes da cidade, nem que para isso corram o risco de serem presos. Bruno Locuras, por exemplo, é o que mais se encontra na corda bamba, mas não mede esforços para se expressar em suas pichações, defendendo o fato de que as ruas pertencem ao povo, onde fazem o que bem entender, dizer o que pensa e se expressar com relação ao mundo de hoje.

O grande destaque fica por conta do belo painel, que Alexandre Orion cria em um prédio. Primeiro ele desenha a figura de um menino em um quadro, para logo depois construir gradualmente essa imagem na grande parede de concreto e fazendo com que o ambiente do local ganhe um novo significado. Isso se fortifica com as palavras de uma moradora de uma comunidade, tentando enxergar o mural de Orion apesar da vista bloqueada por uma palmeira. Ela discursa sobre a beleza da imagem, a capacidade de representar seu cotidiano e a maneira como a obra de arte transforma o horizonte de um bairro pouco contemplado pelas políticas públicas. É nesse momento que o longa-metragem mostra a que veio, pois se há aqueles que criticam os pichadores ou grafiteiros, acusando-os de estarem poluindo a imagem da cidade, pelo menos existem pessoas que reconhecem o esforço desses jovens que procuram um sentido na vida, através de suas artes e pensamentos inseridos nelas.

Olhar Instigado tem muito a dizer sobre esses artistas da cidade de São Paulo, cujo seus empenhos fazem com que eles lutem contra maré, mas ganhando o merecido reconhecimento, por parte de um olhar mais tolerante de nossa sociedade.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

Crítica: Estopô Balaio, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Nos dias atuais, onde a divulgação está sendo cada vez mais rápida, graças à internet, é bom saber que há pessoas que pensam rápido e usam os recursos tecnológicos para divulgar o que o governo, por vezes, esconde do povo em geral. Quando uma jovem mãe vê uma enchente de proporções arrasadoras invadindo a sua residência, imediatamente ela usa o seu celular para registrar o fatídico dia. Com a colaboração de um jovem cineasta, a ideia ganha forma e se tornando um documentário, onde registra a luta desses moradores perante a falta de recursos que deveriam vir do governo.

Dirigido Cristiano Burlan, o documentário registra o dia a dia e depoimentos dos moradores do Jardim Romano de São Paulo que, de tempos em tempos, sofrem com as enchentes que arrasam as suas casas. Além de conhecermos algumas dessas pessoas, que convivem com essa tragédia, o documentário registra o nascimento de um grupo artístico, o Coletivo Estopô Balaio. A intenção do grupo é fazer espetáculos para entreter os moradores, mas ao mesmo tempo, fazer uma crítica com a situação das quais eles se encontram.

O filme ganha pontos, ao testemunharmos depoimentos de pessoas que falam do horror que é enfrentar a ganância do governo, em querer varrer para debaixo do tapete a situação na qual eles se encontram. Ao invés de ajudar, a prefeitura chega ao ápice do absurdo em querer demolidor uma casa com um trator, mas é impedido pela própria moradora que não arredou do local e impedindo tamanho absurdo. Esse e outros relatos é o que dão forma para esse documentário, no qual explora as raízes de alguns dos moradores e fazendo a gente compreender que, não foi à intenção deles em morarem numa situação de risco, mas devido às circunstâncias vindas da vida, e que não dá muita opção de escolha.

Embora de curta duração, Estopô Balaio não é somente o retrato de um lugar, mas sim de inúmeros em nosso Brasil e que, infelizmente, tende o número cada vez aumentar mais.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

sábado, 18 de março de 2017

“Do Outro Lado Do Atlântico” Documentário Premiado E Exibido Em Diversos Festivais.




“DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO” DOCUMENTÁRIO PREMIADO E EXIBIDO EM DIVERSOS FESTIVAIS aborda as diversas percepções sobre identidades e culturas de estudantes africanos de países de língua oficial portuguesa que estudam ou estudaram em diversas universidades brasileiras.


Direção de Daniele Ellery e Márcio Câmara

Filmado em Redenção (interior do Ceará), Fortaleza, Rio de Janeiro, e em três ilhas de Cabo Verde (Santiago, São Vicente e Santo Antão), o documentário aborda as diversas percepções sobre identidades e culturas de estudantes africanos de países de língua oficial portuguesa que estudam ou estudaram em universidades brasileiras. Dos dois lados do Atlântico, histórias de partidas, permanências e regressos são contadas, encontros e desencontros de ideias, percursos, desejos e sonhos.

Estreia dia 30 de março em São Paulo, com sessão especial aberta e gratuita ao público, seguida de debate com o diretor e convidados, no CCSP.

Do Outro Lado do Atlântico trata da ponte entre Brasil e África por meio das histórias de vida de estudantes de países africanos de língua oficial portuguesa que estudam ou estudaram em universidades brasileiras. As trocas culturais, os imaginários e espelhamentos criados nos dois lados do Atlântico revelam temas que projetam um olhar para o passado, presente e futuro das relações entre o Brasil e os cinco países africanos representados pelos estudantes no filme – Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Angola e São Tomé e Príncipe –, além do Timor Leste.

Dos temas tratados, o filme destaca o impacto que a formação superior desses estudantes no Brasil representa para a realidade dos seus países de origem, ao levarem tanto os conhecimentos acadêmicos aqui adquiridos, quanto as suas experiências de vida, expressando ainda as diversas formas que suas identidades são afetadas pela questão racial, ao passarem a viver em um país predominantemente negro e mestiço, embora marcado por grandes desigualdades, negação de sua negritude e forte discriminação racial e social.

Dessa forma, os relatos são marcados, sobretudo, pelas narrativas que expressam a difícil decisão de deixar o país, os familiares, amigos, amores, entre outras coisas, em busca do sonho da formação superior e de uma vida melhor, bem como o desfio da adaptação no Brasil, onde, muitas vezes, são vistos com desconfiança, fato que é contrastado com a imagem prévia e ilusória de um país livre de preconceitos.

Em decorrência desse debate, o documentário propõe uma reflexão sobre os conflitos identitários e tensões raciais vividos pelos estudantes no Brasil, porém sem esquecer os encontros culturais, que também ocorrem por meio das relações de amizade, afetivas e amorosas (namoros, casamentos), e como esses encontros acabam modificando todos os envolvidos nessas relações (tanto africanos, como brasileiros). É na interação cotidiana entre os jovens das várias nacionalidades e os brasileiros, dentro e fora do ambiente universitário, que se desperta o interesse mútuo acerca das relações históricas entre o Brasil e a África, surgindo questionamentos sobre processos de escravização, miscigenação, formação da cultura afro-brasileira, discriminação racial e desigualdade, possibilitando ainda quebrar com estereótipos criados sobre o continente como um lugar atrasado e primitivo.

Ao abordar todo o processo de deslocamento, da saída do país para estudar fora, até o retorno dos profissionais formados, incluindo ainda os que ficaram no Brasil depois de graduados, é possível mergulhar em cada história particular, com suas motivações, desejos e sonhos.

Assim, Do Outro Lado do Atlântico abre um espaço importante de discussão sobre diferenças e semelhanças, identidade e pertencimento, bem como sobre ensino superior, cooperação internacional e ações afirmativas, permitindo despontar, nomeadamente, a grandeza do continente africano e suas contribuições para a formação do mundo contemporâneo.

Do Outro Lado do Atlântico estreia comercialmente em São Paulo no dia 30/03, com sessão especial de lançamento – aberta e gratuita – seguida de debate no CCSP, e segue em cartaz até 05 de abril na sala CineOlido, do circuito SPCine.

O filme também está disponível para qualquer pessoa e/ou instituição que queira organizar uma exibição coletiva em seu espaço, por meio da plataforma de distribuição alternativa Taturana Mobilização Social: www.taturanamobi.com.br. Basta se cadastrar e agendar a sessão.

A Taturana é um negócio social que atua pela democratização do acesso ao cinema brasileiro, por meio de circuitos alternativos de exibição de filmes com mobilização social e fomento ao diálogo sobre temas sociais relevantes. A #RedeDeExibidoresTaturana é composta por escolas, coletivos, universidades, centros culturais, organizações sociais, cineclubes e outros equipamentos afins.


Serviços

30/03, às 19h30 - Estreia especial aberta e gratuita no CCSP – Sala Paulo Emílio

Com a presença dos diretores e convidados

Os ingressos serão distribuídos na bilheteria com uma hora de antecedência

Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – SP.


Debatedores:

Rogério Ba-Senga, jornalista, mestre em ciências humanas e professor.

Marcio Farias, professor da PUC-SP, coordenador do Núcleo de Estudos Afro Americanos (Nepafro), e integrante do Núcleo de Educação do Museu AfroBrasil.

Maria Fernanda Pascoal, estudante de psicologia, contadora de história e integrante da ONG África do Coração.

O filme seguirá em cartaz na sala CineOlido, até 5 de abril (horário a confirmar)

Endereço: Av. São João, 473 – Centro – SP.


Sinopse: Documentário filmado no Brasil e nas ilhas de Cabo Verde. Aborda as diversas percepções sobre identidades e culturas de estudantes africanos de língua oficial portuguesa que estudam ou estudaram em universidades brasileiras. Dos dois lados do Atlântico, histórias de partidas, permanências e regressos são contadas, encontros e desencontros de ideias, percursos, desejos e sonhos.


Trailer



Fonte: Duetto | Assessoria de Imprensa e Comunicação, através de Alessandra Costa e Michelli Toledo.

Crítica: Waiting for B., ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Às vezes é difícil explicar de que maneira nasce uma admiração, por alguém que talvez nunca a gente venha a conhecer pessoalmente. De tempos em tempos, sempre surge alguém do meio do cinema ou da música que consegue o feito de atrair milhares de seguidores, graças ao seu trabalho, e no qual esses seguidores se identificam em maior ou menor grau. Waiting for B. registra um grupo de jovens que amam a cantora Beyoncé, ao ponto de cantarem, se vestirem e se parecerem com ela, mesmo que somente em alguma ocasião especifica.

Dirigido por Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel, acompanhamos alguns eventos que antecederam o show da cantora Beyoncé que ocorreu no estádio do Morumbi, em São Paulo em 2013. Sendo que esses eventos ocorrem justamente do lado de fora do estádio, onde os documentaristas registram o dia a dia de um grupo de fãs que decidiram acampar dois meses antes do show, para assim então conseguir o melhor lugar, na frente do palco. Nesse meio tempo, conhecemos um pouco sobre cada um e as motivações que levam eles a quererem fazer esse sacrifício pelo ídolo.

Embora o assunto seja Beyoncé, o documentário a coloca em segundo plano, dando lugar então aos seus fãs e onde cada um tem uma história para contar no decorrer do tempo. A conversa entre eles no acampamento é bem diversificada, onde debatem, por exemplo, a teoria de que a maioria dos fãs da cantora sejam gays. Isso acaba gerando debate para outros assuntos, desde a intolerância, aceitação e ter o direito de esbravejar e não ter vergonha de gostar de algo ou alguém ao extremo.

Um dos meus momentos preferidos do documentário, por exemplo, é quando eles revezam durante o acampamento, para então fazer alguma coisa em casa ou trabalhar durante o dia. É divertido constatarmos a expressão dos pais de alguns deles, onde eles simplesmente não entendem as motivações dos seus filhos, mas ao mesmo tempo aceitam de bom grado. Ao mesmo tempo em que existe esse clima de diversão, há também espaço para o desabafo de alguns deles, por terem sofrido preconceito, vindo até mesmo de pessoas próximas.

Com pouco mais de uma hora de duração, Waiting for B. é um divertido e humano documentário sobre pessoas comuns, mas que agem das maneiras mais imprevisíveis, em nome dos seus ídolos do universo pop.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.