segunda-feira, 10 de abril de 2017

Crítica: Fragmentado, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


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Acompanhamos a história de Kevin (James McAvoy, espetacular), um rapaz atormentado, que decide sequestrar a jovem Casey Cooke (Anya Taylor-Joy, do filme A Bruxa) e suas duas amigas num estacionamento. Quando acordam, elas se encontram numa espécie de porão, onde há somente uma porta. Para piorar, Kevin possui 23 personalidades diferentes, das quais comandam o seu corpo e correndo o sério risco de haver uma 24ª ainda desconhecida e muito perigosa.

Após a apresentação dos personagens, Shyamalan não tem pressa em nos dizer o que realmente está acontecendo na tela, mas sim usando charadas através da sua câmera e criando assim inúmeras possibilidades sobre o que realmente está acontecendo na história. Só começamos a ter uma base da situação quando conhecemos, não só as outras personalidades de Kevin, como também a outra peça-chave desse tabuleiro, que é a psiquiatra Karen Fletche (Betty Buckley, do clássico Carrie: A Estranha), que cuida de Kevin, mas o analisa não só para ajudá-lo, como também para estudar os significados da mente humana e seus mistérios. Mais do que um filme de suspense, Shyamalan cria um verdadeiro mosaico de significados e teorias sobre a mente do ser humano e fazendo a gente se perguntar até onde ela começa, e quando ela termina. Tanto o sequestrador, quanto a sequestrada são vitimas de abusos desde cedo, mas tendo consequências distintas se comparado ambos os casos.

James McAvoy nos brinda aqui com o melhor desempenho de toda a sua carreira, pois a sua interpretação é tão intensa e assombrosa que, por um momento, acreditamos que ele está trocando realmente de personalidade em cena. Sabendo do potencial que tem em mãos, Shyamalan não desgruda a câmera do rosto do ator e captando todas as mudanças faciais no momento da transição de uma personalidade para a outra do personagem: o plano-sequência em que Kevin se encontra em uma sessão com a psiquiatra e ocorrendo então a mudança de personalidade é desde já um dos melhores momentos do filme. Embora não seja um falso documentário, assim como foi apresentado no filme A Visita, Shyamalan pegou gosto em focar os rostos dos protagonistas durante vários minutos e registrando cada momento de mudança de comportamento deles. Embora o personagem de McAvoy seja o foco principal neste quesito, a veterana atriz Betty Buckley não fica muito atrás, já que o cineasta registra toda a ambiguidade da qual a sua personagem transmite para nós e fazendo a gente se perguntar quais os motivos dela querer ajudar Kevin a fundo, mesmo correndo sério risco de vida. As sequências de ambos em cena é sempre um deleite, não só pelo fato do extraordinário desempenho McAvoy, mas também pelo fato de Betty Buckley não ficar muito atrás no domínio de cena.

Fragmentado, não só é um dos melhores filmes de M. Night Shyamalan, como também é uma aula de como se deve ser feito os filmes atualmente, já que muitos são lançados com grandes expectativas, mas a maioria ficando sempre só na promessa.


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Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

domingo, 9 de abril de 2017

Crítica: Era o Hotel Cambridge, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Dirigido pela cineasta Eliane Caffé (Narradores de Javé), a trama retrata o dia a dia do movimento FLM (Frente de Luta pela Moradia) que ajuda abrigar um grupo sem teto e refugiados de outros países num velho edifício abandonado. Além de assistirmos o dia a dia de alguns personagens que moram na ocupação, acompanhamos também a aflição de muitos, pois eles receberam a noticia que precisam se retirar do local por ordem do governo. Segue então a união e luta dessas pessoas perante o inevitável e tentando de todas as formas não cederem perante a opressão. Uma vez apresentado o cenário dos eventos que irão acontecer no decorrer do filme, a câmera de Caffé segue andando pelos corredores do prédio, como uma espécie de registro documental e para então termos a chance de fazermos uma analise sobre o que acontece nessa ocupação. Uma vez que os moradores reais dividem espaço com atores em cena, se apresenta então inúmeras subtramas, mas das quais cada um passa uma verossimilhança convidativa e da qual a gente se identifica com ela, mesmo para aqueles que nunca tenham passado numa situação parecida. Nada é forçado, mas sim convidativo, como se a câmera de Caffé fosse os nossos olhos, para então adentrarmos todos juntos nesse mundo pouco explorado pelos principais meios de comunicação.

No elenco, José Dumont, Suely Franco e Paulo Américo estão ótimos em seus respectivos papeis, bem como os amadores saídos de oficinas com moradores, como Carmem Lucia, líder do MSTC, sendo ela mesma na trama. Aliás, Lucia é que realmente rouba a cena do filme, pois ela é a principal voz da daquela comunidade, da qual necessita de uma força para seguirem em frente e não desistir perante os obstáculos que virão a seguir. É de se impressionar, por exemplo, a cena em que ela conduz inúmeros moradores para o prédio antes da policia chegar, sendo uma sequência na qual ficamos nos perguntando se ela é fictícia ou verídica, já que não é muito diferente do que ela já enfrentou em sua cruzada, em defesa dessas pessoas.

O ato final nos reserva pura tensão, já que ele começa com um determinado personagem principal lendo os comentários intolerantes pela internet contra as ocupações, para logo depois testemunharmos a policia de São Paulo armada até os dentes e indo contra os moradores. O filme não poupa críticas contra o sistema, no qual cada vez mais se vende ao mundo capitalista e fazendo do socialista uma espécie de inimigo número um do estado. Devido a isso, temos cenas aterradoras de policiais disparando bombas de gás contra pessoas desarmadas. Essa sequência é desde já o ápice do filme, já que ela é uma síntese da imagem da força policial opressora, na qual é comandada pelo estado da direita atual.

Com cenas finais esperançosas, nas quais mostram as bandeiras do movimento FLM nos inúmeros prédios ocupados na cidade de São Paulo, Era o Hotel Cambridge é um filme sobre a resistência do Brasil de hoje.


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Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Documentário 'Central' Entra na Segunda Semana de Exibição nos Cinemas.


Além de Porto Alegre e Caxias do Sul, o filme entra em cartaz em Santa Cruz do Sul. São Paulo e Rio de Janeiro seguem na programação


Com grande repercussão na mídia local e nacional, o documentário, que revela de dentro das celas a realidade nua e crua do pior presídio do Brasil e também da América Latina - o Presídio Central -, segue em cartaz nas principais cidades do país. Com sessões lotadas em Porto Alegre e com grande aceitação por parte do público nas demais cidades, o filme, dirigido por Tatiana Sager e com codireção de Renato Dornelles, é unanimidade entre os críticos como um documentário impactante que revela com qualidade a dimensão das disputas de poder entre as facções dentro da cadeia e a realidade de superlotação e vulnerabilidade social em que são submetidos os detentos. Para muitos jornalistas e para o público em geral, Central é um filme necessário para entender o caos do sistema carcerário no Brasil e a onda de violência e criminalidade das principais cidades brasileiras.

O documentário traz à tona, além da narrativa vista sob a ótica dos diretores, o olhar dos próprios presos sobre a realidade em que vivem. Com câmeras nas mãos, os presos captaram imagens diretamente nas galerias, onde nem mesmo a polícia tem acesso. O filme mostra a vida como ela é dentro de celas superlotadas, sem higiene e com uso liberado de todos os tipos de drogas.

Tatiana Sager, jornalista e fotógrafa há mais de 20 anos, permaneceu durante 70 dias dentro do Presídio Central de Porto Alegre, após uma negociação tensa com os apenados, e registrou o cotidiano por trás das grades e testemunhou o sistema de organização dos presos, que hoje vivem divididos em galerias por conta da superlotação da cadeia. Para mostrar as cenas do interior do Central, em especial as registradas pelos próprios detentos, Sager cumpriu uma negociação de três anos com autoridades, advogados e os chamados 'plantões' das galerias, presos que possuem um status de prefeito e que comandam tudo o que pode ser feito pelos apenados de cada facção.

O documentário é inspirado no livro Falange Gaúcha - a história do Crime Organizado no RS, de Dornelles, que aborda a dimensão das disputas de poder entre as facções, os conceitos de violência simbólica e econômica, segregação e vulnerabilidade social e, ao mesmo tempo, os conceitos de vingança privada, universidade do crime e o senso comum, expresso no ditado popular “bandido bom é bandido morto!”. O filme também dialoga sobre a questão da segurança pública, um dos principais temas em debate no país. Entender a lógica do encarceramento em massa é mergulhar na história de um Brasil pouco conhecido, em que o Estado atua na contramão da própria reconquista da liberdade e ressocialização dos cidadãos infratores.

A partir de depoimentos de policiais militares, autoridades, como o juiz Sidinei Brzuska, da Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre, o promotor de Justiça Gilmar Bortolotto, e o sociólogo Marcos Rolim, familiares e presos, o filme também desnuda as diversas faces de uma mesma história, procurando expressar a autenticidade de um mundo que corre à margem, mas que está absolutamente integrado à nossa estrutura social.


Premiações

O documentário recebeu os prêmios de Melhor Documentário de Língua Portuguesa no FESTin - Portugal (2016), de Melhor Documentário no 33° Prêmio Nacional dos Direitos Humanos de Jornalismo (2016) e de Finalização FAC-RS (2014). Além de ter participado da seleção oficial do Florianópolis Audiovisual do Mercosul (FAM), em Santa Catariana (2016), e do DocMontevideo, no Uruguai (2016), da Mostra Panorama do Festival Visões Periféricas, no Rio de Janeiro (2016) e da Mostra Gaúcha do Festival de Cinema de Gramado, no RS (2016).


Críticas

DAVID COIMBRA | JORNALISTA RBS

“Eu acho que talvez esse seja o filme mais importante que tenha sido feito no Rio Grande do Sul em todos os tempos.”

JUAREZ FONSECA | JORNALISTA E CRÍTICO CULTURAL

"O filme é um claro aviso de que estamos chegando a um ponto de não-retorno se alguma atitude não for tomada com urgência pelas autoridades."

MARCELO JANOT | O GLOBO

"Os presídios brasileiros se assemelham a masmorras medievais onde o principal objetivo é a punição e a vingança, se transformando em fábricas de bandidos."

CACO BARCELLOS | JORNALISTA

“O filme é um documento histórico. Algum dia, lá no futuro, as novas gerações não vão acreditar que isso possa ter ocorrido em um país chamado Brasil.”


Ficha técnica

Direção: Tatiana Sager

Codireção: Renato Dornelles

Produção: Beto Rodrigues e Tatiana Sager

Produção Executiva: Beto Rodrigues e Raquel Sager

Roteiro: Tatiana Sager, Renato Dornelles e Luca Alverdi

Direção de Fotografia: Pedro Rocha

Trilha Sonora Original: Everton Rodrigues

Montagem: Luca Alverdi e Ricardo Zauza

Desenho de Som e Mixagem: André Sittoni

Idade Indicativa: 14 anos


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Fonte: Paola Rodrigues - Distribuição | Panda Filmes.

Crítica: Eu te Levo, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


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Em sua estreia como diretor, o roteirista Marcelo Müller nos apresenta a história de Rogério (Anderson Di Rizzi), rapaz que não sabe ao certo o que quer da vida e, devido a isso, continua morando na casa dos seus pais. A situação piora quando o seu pai vem a falecer e se vê obrigado a ter que cuidar dos negócios e ter que tomar decisões difíceis daqui para frente. Seu sonho na realidade é ser bombeiro, mas para conseguir realizar o tal feito, Rogério se vê obrigado a passar por provas nas quais testam o seu próprio caráter.

Embora seja uma ficção, se percebe que estamos diante de uma história realista, na qual qualquer um se identifica facilmente com ela, principalmente para aqueles que passaram do período de transição para criar o seu próprio caminho, ou que até mesmo não conseguiu esse tal feito. Com uma bela fotografia em preto e branco, o clima das passagens da história sintetiza o conflito interno do protagonista, que se vê querendo realizar os seus sonhos, mas também tendo a preocupação em não desapontar a sua mãe. Ao mesmo tempo, se percebe que o protagonista é um observador, do qual sempre encontra uma situação da qual se identifique, como no caso ao lado de seus amigos e fazendo com que ele se torne um ouvinte, ou até mesmo um ombro amigo que clama também por auxílio.

O filme também abre espaço, sobre o papel de servir e proteger atualmente em território brasileiro. Rogério deseja ser bombeiro, mas precisa ser PM ao mesmo tempo e tendo que ter a consciência de que pode acabar matando o seu semelhante em uma ação. A trama então escancara o lado feio da formação daqueles que desejam fazer a diferença a serviço de um bem maior, mas que se vê obrigado a ter que sujar as mãos, até mesmo numa simples entrevista e fingir ser algo que não se encontra dentro de si. Anderson Di Rizzi carrega então todo o filme nas costas, ao conseguir o feito de transmitir através do seu papel todo o conflito e angustia na qual Rogério se encontra.

Com um final em aberto, Eu te Levo é um pequeno filme, mas que tem muito a dizer sobre o Brasil de hoje, cuja geração atual se encontra no momento em uma estrada sem rumo.


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Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Crítica: SILÊNCIO, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


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No século 17, dois padres jesuítas, Rodrigues (Andrew Garfield) e Garupe (Adam Driver) vão ao Japão para saber do paradeiro do seu professor e padre Ferreira (Liam Neeson) que não havia mais dado noticias, após o envio de uma reveladora carta. Ao chegarem à terra do sol nascente, Rodrigues e Garupe dão de encontro com uma sociedade dividida, onde japoneses a serviço do governo capturam e torturam outros japoneses, que aderiram ao cristianismo. Aos poucos, ambos os padres irão adentrar em situações das quais irão testar a sua própria fé.

Silêncio, já é um projeto bastante antigo de Scorsese, mas que somente ganhou a luz à pouco tempo, graças ao fato do Diretor ter, já um bom tempo, carta branca vinda de inúmeros estúdios, pois não é fácil levar para ao cinema uma trama que toca num imenso vespeiro. Para começar, não espere ver os padres como os verdadeiros heróis da trama, mas tão pouco os japoneses que não aceitam a fé cristã, pois o debate aqui vai muito mais a fundo, afinal, quem está realmente certo, com relação ao que acredita?

Infelizmente o homem se apegou a imagem e regras criadas pela igreja, de uma forma tão forte, que parece até impossível a pessoa se reprogramar para ter um pensamento mais aberto, em relação ao mundo no qual vive. Scorsese então mostra de uma forma nua e crua que, o embate de pensamentos distintos sempre irá causar dor e morte, pois jamais será fácil mudar o que se pregou ao longo dos séculos.

Os jovens padres Rodrigues e Garupe vão ao oriente tendo a certeza com relação no que acreditar, mas os horrores que presenciam fazem com que se perguntem se estão no caminho certo, pois ambos não escutam nada vindo do próprio Deus. O título silêncio, por exemplo, vem do fato da possibilidade de não haver nada além do que nós mesmos dizemos ao rezarmos, pedindo ajuda a Deus, pois o que resta fica sendo somente a nossa força de vontade e a crença que, por vezes, nos cega fortemente. Não significa que o filme queira nos dizer para sermos descrentes, mas sim nos fazer perguntar a nós mesmos, quem está certo ou errado nessa história?

Podemos nos horrorizar pela forma brutal, que os japoneses usam para esmagar o cristianismo no decorrer do filme, mas ao mesmo tempo, nos faz a gente se dar conta que isso é um caso em muitos, provocado pela persistência da igreja em querer doutrinar pessoas de povos tão distintos. Uma coisa é crer e pregar a paz, mas outra é radicalizar e provocar uma onda de mortes, destruição em massa e das quais, infelizmente, se prolonga até hoje.

Com esse pensamento, eu creio que Silêncio talvez venha a ser um filme que irá gerar inúmeros debates no decorrer do tempo, mas que, infelizmente, não serão todos os crentes desse mundo que irão conseguir apreciá-lo como um todo.


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Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

‘Meus 15 Anos’ Ganha Primeiro Teaser com Muita Cantoria.


‘Meus 15 Anos’ ganha primeiro teaser com muita cantoria- Crédito: Stella Carvalho


LONGA PROTAGONIZADO PELA ATRIZ LARISSA MANOELA TEM ESTREIA NOS CINEMAS AGENDADA PARA JUNHO


Protagonista de “Meus 15 Anos”, longa-metragem baseado no livro homônimo da escritora Luiza Trigo, com estreia nacional agendada para 22 de junho, a atriz Larissa Manoela estrela o primeiro vídeo teaser do filme, que acaba de ser revelado.

Com distribuição Paris Filmes e Downtown Filmes, produção Paris Entretenimento, roteiro de Mirna Nogueira, Luiza Trigo, Clara Deák, e coprodução Televisa e SBT, a ficção dirigida por Caroline Fioratti aborda os conflitos na adolescência a partir da rotina de Bia (Larissa Manoela), personagem estudiosa, que mora com o amoroso pai (Rafael Infante), e se sente um pouco deslocada na escola. No material recém-revelado, a timidez da personagem é destacada em diferentes momentos, ao som de “Meu Pacto”, composição original de Fábio Goes feita especialmente para o filme.

O longa conta com participação especial da cantora Anitta e da atriz Lorena Queiroz e ainda reúne no elenco os jovens atores Daniel Botelho, Bruno Peixoto, Victor Meyniel, Clara Caldas, Bruna Tatar, Pyong Lee, Heslaine Vieira, Polly Marinho, Rafael Awi, entre outros.

Em “Meus 15 Anos” Bia é uma jovem de 14 anos que vive com seu pai, Edu, e tem um único amigo para apoiá-la, Bruno (Daniel Botelho). Juntos, os amigos têm uma parceria que ultrapassa os muros da escola: a música. Sem outras amizades e se sentindo fora das panelinhas do colégio, Bia se vê desestabilizada quando descobre que ganhou uma festa de debutante e terá que convidar um significativo número de pessoas para o evento. No fundo dessa história que retrata a adolescência e seus dilemas, questões familiares e condutas sociais são exploradas.


Sinopse

Bia é uma menina insegura. Ela tem gostos diferentes das meninas da sua idade: curte tocar ukulele, jogar videogame, ir ao cinema com o pai e, ainda - mas não menos importante - nunca beijou ninguém. Nesse sentido, Bia foi se escondendo, tornando-se praticamente invisível. Seus únicos amigos são seu pai Edu, que faz de tudo para que a filha sinta-se à vontade com seu jeito diferente, Bruno, colega de sala e parceiro de composições musicais e seu gato Farofa. Tudo isso vai mudar quando Edu inscreve Bia num concurso e ela ganha uma festa de quinze anos com direito a buffet, vestido, valsa, e um show exclusivo da cantora Anitta. Bia irá se tornar a garota mais popular da escola da noite para o dia, despertando inveja e criando inimizades. Agora Bia vai passar por uma jornada de transformação sob os olhares da turma toda, inclusive de Thiago, o cobiçado galã da escola por quem ela sempre foi apaixonada. Mas será que é isso mesmo que ela quer?


Estrelado por Larissa Manoela, a Maria Joaquina de “Carrossel” e grande elenco de novos talentos, Meus 15 Anos apresenta temáticas muito comuns aos pré-adolescentes, como primeiro beijo, aceitação de diferenças, popularidade e autoconfiança.


Ficha técnica

Direção: Caroline Fioratti

Elenco: Larissa Manoela, Rafael Infante, Daniel Botelho, Bruno Peixoto, Victor Meyniel Clara Caldas, Bruna Tatar, Pyong Lee, Heslaine Vieira, Rafael Awi, Polly Marinho

Participação especial: Anitta

Roteiro: Mirna Nogueira, Luiza Trigo, Clara Deák

Produtores: Sandi Adamiu, Marcio Fraccaroli, André Fraccaroli

Produtores executivos: Renata Rezende, Jatir Eiró

Produção: Paris Entretenimento

Coprodução: Televisa e SBT

Distribuição: Paris Filmes e Downtown Filmes


Teaser



Fonte: Maria Inez Aranha | Coordenadora de Comunicação da Paris Filmes.

Programação ‘Cinemateca Paulo Amorim – Espaço Banrisul de Cinema’.




CINEMATECA PAULO AMORIM – ESPAÇO BANRISUL DE CINEMA, PROGRAMAÇÃO DE 6 A 12 DE ABRIL DE 2017

SEGUNDA-FEIRA NÃO HÁ SESSÕES


SALA PAULO AMORIM

FATIMA (Fatima - França, 2017, 80min). Direção de Philippe Faucon, com Soria Zeroual, Zita Hanrot, Kenza Noah Aïche. Imovision, 12 anos. Drama.

Sinopse: Fatima mora na França e cria sozinha suas duas filhas: Souad, de 15 anos, e Nesrine, de 18. Nascida na Argélia, Fatima fala muito mal o francês, condição que só lhe permite trabalhar como faxineira. Isso também dificulta a sua relação com as filhas, que fazem o possível para se integrar à sociedade onde vivem. O longa traz um olhar sensível sobre a condição feminina e a questão dos imigrantes na Europa.

Sessões: 15h30min


PARAÍSO (Ray – Rússia/Alemanha, 2016, 130min). Direção de Andreï Konchalovsky, com Yuliya Vysotskaya e Philippe Duquesne. Mares Filmes, 14 anos. Drama.

Sinopse: O longa tem como pano de fundo a perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. É neste ambiente trágico que se cruzam os destinos dos três protagonistas, todos apresentados como se estivessem em um depoimento: Olga, uma condessa russa exilada na França; Jules, um policial francês que colabora com os alemães; e Helmut, um oficial nazista. Vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Veneza, o longa foi um dos nove finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro, representando a Rússia.

Sessões: 17h10min


SOUVENIR (Souvenir - França, 2017, 90min). Direção de Bavo Defurne, com Isabelle Huppert, Kévin Azaïs, Johan Leysen. Pandora Filmes, 14 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Liliane tem um emprego rotineiro em uma fábrica de alimentos. Mas Jean, um novo funcionário, descobre o seu segredo: ela já foi uma cantora famosa chamada Laura, revelada em um concurso de música muito popular nos anos 1970. Laura era a mulher dos sonhos de muita gente e o jovem fã vai fazer de tudo para que ela volte aos palcos.

Sessões: 19h30min


SALA EDUARDO HIRTZ

ESTREIA: GAGA - O AMOR PELA DANÇA (Mr. Gaga - Israel-Alemanha-Holanda, 2017, 100min). Documentário de Tomer Heymann. Vitrine Filmes, Livre.

Sinopse: Ohad Naharin, mais conhecido como Mr. Gaga, é diretor artístico da Batsheva Dance Company. O filme mergulha no processo criativo do artista de 60 anos, considerado um dos coreógrafos mais importantes do mundo e responsável pela redefinição da linguagem da dança contemporânea. O projeto durou oito anos e mistura ensaios e sequências de dança impressionantes.

Sessões: 15h e 19h


EU NÃO SOU SEU NEGRO (I Am Not Your Negro - EUA/França/Bélgica, 2016, 95min). Documentário de Raoul Peck, com Samuel Jackson. Imovision, 12 anos.

Sinopse: Indicado ao Oscar de melhor documentário, o filme parte de escritos deixados por James Baldwin para refletir sobre momentos cruciais do racismo e intolerância nos Estados Unidos, incluindo os assassinatos de Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Jr., os três principais líderes negros da década de 60 nos Estados Unidos. O longa combina imagens jornalística da época e atuais, entrevistas de Baldwin e a narração de Samuel L. Jackson.

Sessões: 17h


SALA NORBERTO LUBISCO

HIROSHIMA MEU AMOR (Hiroshima Mon Amoru – França/Japão, 1959, 95min). Direção de Alain Resnais, com Emmanuelle Riva e Eiji Okada. Zeta Filmes, 18 anos. Drama.

Sinopse: O primeiro longa-metragem do diretor francês Alain Resnais se tornou um clássico do cinema e um marco da Nouvelle Vague. A história acompanha o breve romance entre uma atriz francesa e um arquiteto japonês enquanto ela roda um filme em Hiroshima. Fazendo uso inovador do flashback, o longa destaca as memórias sofridas da mulher, que anos antes viveu um amor proibido com um soldado alemão. O filme volta às telas em cópia restaurada pelo selo clássica, da Zeta Filmes.

Sessões: 15h15min


IRMÃ (Little Sister - Estados Unidos, 95min, 2016). Direção de Zach Clark, com Addison Timlin, Ally Sheedy, Keith Poulson. Supo Mungam Filmes, 14 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Colleen já foi uma jovem gótica, mas decidiu abandonar a família e seus antigos hábitos para se tornar freira. Ela precisa reconsiderar suas certezas quando recebe um e-mail da mãe, contando que seu irmão voltou da guerra do Iraque e tem sequelas no corpo. Além de rever o irmão, este reencontro de Collen com o passado será determinante em vários outros aspectos.

Sessões: 17h15min


TRAVESSIA (Brasil, 90min, 2017). Direção de João Gabriel, com Chico Diaz, Caio Castro, Camilla Camargo. O2 Play Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: Roberto é pai de Julio e ambos vivem dias difíceis por causa da morte da mãe. O relacionamento entre os dois, que já era complicado, se torna cada vez mais distante. Enquanto Roberto busca escape na bebida, Julio se envolve com o tráfico de drogas. Mas um atropelamento inesperado vai mudar a vida de pai e filho. O filme foi o vencedor do 10º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro.

Sessões: 19h


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 12,00 (R$ 6,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 14,00 (R$ 7,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

CLIENTES DO BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES.

ESTUDANTES DEVEM APRESENTAR CARTEIRA DE IDENTIDADE ESTUDANTIL. OUTROS CASOS: CONFORME LEI FEDERAL Nº 12.933/2013.

A MEIA-ENTRADA NÃO É VÁLIDA EM FESTIVAIS, MOSTRAS E PROJETOS QUE TENHAM INGRESSO PROMOCIONAL. OS DESCONTOS NÃO SÃO CUMULATIVOS.

Cinemateca Paulo Amorim

Rua dos Andradas, 736 - Porto Alegre RS

Fone (51) 3226-5787


Fonte: Programação e divulgação da Cinemateca Paulo Amorim, através de Mônica Kanitz.