sexta-feira, 28 de abril de 2017

Arnaldo Antunes Abre A Temporada 2017 do Unimúsica.


ARNALDO ANTUNES ABRE A TEMPORADA 2017 DO UNIMÚSICA - SÉRIE POESIA, ENTÃO


Depois de comemorar seus 35 anos de criação com a série sobre a palavra futuro, o Projeto Unimúsica elege como tema para sua temporada 2017 a poesia. Apostando na força transgressora da palavra poética e na nossa capacidade de escuta, o Unimúsica reúne na série poesia, então artistas que transitam pela poesia de livro e de canção, como Arnaldo Antunes, Alice Ruiz e Estrela Leminski (ao lado de Téo Ruiz) e Antonio Cicero (ao lado de Marina Lima), mas também propostas que mesclam, nas performances cênicas, textos e canções, como o show-solo José, de Zeca Baleiro, e o Sarau #Deslocamentos 4D, com Dunia Elias, Loua Pacon Oulai, Mirna Spritzer e Muni e direção de Carla Joner e Miriam Amaral.


O primeiro concerto da série poesia, então traz a Porto Alegre o poeta, cantor e compositor Arnaldo Antunes e um de seus mais recentes trabalhos, A Casa é sua.

Arnaldo apresenta-se no dia 04 de maio, às 20h, no Salão de Atos da UFRGS. Os ingressos poderão ser retirados a partir das 9h de terça-feira (02 de maio), na bilheteria do Salão de Atos, mediante a entrega de um livro em bom estado de conservação.

A casa é sua é um show intimista, em que Arnaldo, ao lado dos músicos Chico Salem (violão e guitarra) e André Lima (teclados, violão e sanfona), explora com liberdade uma nova sonoridade e revela as canções de outro modo, evidenciando mais as letras. O repertório traz canções que marcaram sua carreira, como “Não Vou Me Adaptar”, “Saiba”, “Meu Coração”, “Muito Muito Pouco”, mas também criações do seu último trabalho, Já É, entre as quais “Naturalmente, Naturalmente” e “Põe Fé Que Já É”. Arnaldo ainda apresenta algumas de suas parcerias com Paulo Miklos (“Fim do Dia”), Marisa Monte e Carlinhos Brown (“Consumado”), Liminha (“Invejoso”) e Alice Ruiz (“Socorro”).


O Unimúsica é uma realização do Departamento de Difusão Cultural da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS.

UNIMÚSICA 2017 | SÉRIE POESIA, ENTÃO

04 de maio: Arnaldo Antunes | A casa é sua

01 de junho: Zeca Baleiro| José

02 de junho: Estrela Leminski, Téo Ruiz e Alice Ruiz | Nepotismo

06 de julho: Antonio Cicero e Marina Lima| Dois irmãos

07 de julho: Dunia Elias, Loua Pacon Oulai, Mirna Spritzer e Muni, com direção de Carla Joner e Miriam Amaral| Sarau #Deslocamentos4D


UNIMÚSICA 2017| SÉRIE POESIA, ENTÃO

ARNALDO ANTUNES | A CASA É SUA

Quando: 04 de MAIO, quinta-feira, às 20h

Local: Salão de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110)

Ingressos: Um livro em bom estado de conservação por ingresso.

Retirada de ingressos a partir das 9h do dia 02 de maio, na bilheteria do Salão de Atos da UFRGS, com um limite de até dois ingressos por pessoa.


Fonte: Lígia Petrucci, Coordenação e curadoria Projeto Unimúsica, Departamento de Difusão Cultural, PROREXT – UFRGS.

Silvio Tendler ‘Brasil, História e Memória’ Na Sala Redenção – Cinema Universitário.


Os Advogados Contra a Ditadura: Por uma Questão de Justiça (2014, 130min) Dir. Silvio Tendler

Para alguns a civilização ótica na qual estamos cada vez mais imersos teve início nas imagens documentais produzidas pelos irmãos Lumieré na Saída dos operários da fábrica. O cinema plasmava a realidade e alcançava o grande público como um instrumento de persuasão que parecia ser imparcial, uma arte capaz de captar e fixar a história tal qual ela ocorreu. Os documentários, entretanto, ou chamados filmes naturais, assim como os filmes de ficção, sempre lutaram para conseguir o mesmo efeito mágico de levar o espectador para “dentro do filme”. A história dos telejornais, com os quais o público contemporâneo está amplamente familiarizado desde sua tenra infância como espectador televisivo, tem como antecedentes, noticiários feitos para a tela grande. Outrora, eram os chamados filmes de atualidades, e foram exibidos desde os primórdios do cinema – evidente que não livres de ideologias, mensagens, montagens e manipulações, tal como hoje. Em princípio, documentários seriam filmagens de algo que teria acontecido, independentemente da realização de um filme ou da captação dessas imagens. Contudo, percebeu-se que a atenção devia voltar-se para os processos a que são submetidas essas imagens: escolha do que vai ser filmado; processo de seleção de imagens e áudios; edição e montagem; trilha sonora, etc. Enfim, uma série de processos seletivos e intencionais que demonstram uma falta de isenção no produto final. Diferente do que muitos pensam, documentários não são veículos neutros e desprovidos de ideologia. A obra de Silvio Tendler traça um grande painel da história e da vida política brasileira contemporânea, que além de proporcionar a visão dos aspectos materiais do passado registrados nas imagens, prima pela edição autoral. Suas linhas narrativas conduzem para a construção de valores que deveriam ser universais: o anti-imperialismo, a solidariedade humana, a soberania, os problemas sociais e a democracia como horizonte. Seu filme de estreia surgiu em um momento em que o Brasil experimentava os limites da abertura do regime de forma lenta, gradual e segura proposta pela ditadura claudicante. Tempo marcado por atentados contra a liberdade, no qual elementos ligados a rede de repressão do Estado explodiram bombas em bancas de jornais culminando com o atentado fatal contra OAB. Os anos JK (1980) de Tendler emergiu como uma verdadeira aula de democracia, mostrando que houve no país um tempo republicano legítimo. No documentário seguinte, Jango (1984), o diretor voltou à carga com a intenção de fazer um filme emocionante. Enquanto era articulada a campanha para eleições diretas para presidente, ele devolvia o povo ao cenário político nacional através da trajetória do último presidente eleito. Silvio Tendler teve sempre o cuidado de manter em tela a necessidade de participação política do povo para o fortalecimento da democracia e crescimento social do ponto de vista humano. A reposta aos primeiros documentários veio da crítica, muito positiva, e do público com 800 mil espectadores para JK e mais de um milhão para Jango. O espaço como diretor e artista engajado, comprometido com o teor político na história do cinema nacional, estava garantido para Tendler que, felizmente continua produzindo com qualidade. A mostra Silvio Tendler: Brasil, história e memória traz uma oportunidade para ver na tela grande não só seus documentários de estreia, mas uma coleção de 12 títulos diferentes que primam por uma postura memorialista pela preservação e difusão de imagens a fim de que o público tenha diferentes visões sobre o passado, ao passo em que o reconstrói em seu imaginário presente. Nilo André Piana de Castro - Curador


Os Anos Jk – Uma Trajetória Política (1980, 110min) Dir. Silvio Tendler


Os Anos Jk – Uma Trajetória Política
02 de maio – terça Feira - 16h
O filme aborda a História do Brasil: a eleição de JK, o nascimento de Brasília, o sucessor Jânio Quadros que renuncia, a crise política, o golpe militar e a cassação dos direitos políticos de Juscelino. O foco é a trajetória política de Juscelino Kubitschek, o “presidente bossa nova”, popular entre os artistas, que propunha aceleração no desenvolvimento do País rumo à modernidade e a ocupação de um lugar entre as potências mundiais.
Depois da exibição palestra e debate com o Professor Nilo Piana de Castro CAp/UFRGS

Jango: Como, Quando e Porque se Derruba um Presidente (1984, 114mim) Dir. Silvio Tendler
Jango: Como, Quando e Porque se Derruba um Presidente
02 de maio – Terça-feira – 19h
03 de maio – quarta--feira – 16h
O filme refaz a trajetória política de João Goulart, o 24° presidente brasileiro, que foi deposto por um golpe militar nas primeiras horas de 1º de abril de 1964. Goulart era popularmente chamado de “Jango”, daí o título do filme, lançado exatos vinte anos após o golpe.
Depois a exibição do dia 02/05 – palestra e debate com o professor Alexandre Andrades.

Marighella: Retrato Falado do Guerrilheiro (55min) e Privatizações: A distopia do Capital (56’35min) Dir. Silvio Tendler
03 de maio – Quarta-feira – 19h
04 de maio – Quinta-feira – 16h
Marighella - Deputado constituinte de 46 e um dos principais dirigentes do Partido Comunista – cassado quando o partido foi posto na ilegalidade, Carlos Marighella foi um dos líderes da luta armada contra a ditadura militar no Brasil. Ainda no PC, em 66, propôs o caminho da guerrilha e por isso foi expulso. Fundou a Ação Libertadora Nacional, primeiro movimento armado pós-64 do país. O filme sobre a vida desta figura polêmica da recente História do Brasil contará a trajetória do professor Marighella, do deputado Marighella, do romântico Marighella. Mas, acima de tudo, contará a história do homem Marighella.
Privatizações - O filme ilumina e esclarece a lógica da política em tempos marcados pelo crescente desmonte do Estado brasileiro. A visão do Estado mínimo; a venda de ativos públicos ao setor privado; o ônus decorrente das políticas de desestatização traduzidos em fatos e imagens que emocionam e se constituem em uma verdadeira aula sobre a história recente do Brasil. Assim é Privatizações: a Distopia do Capital.

Glauber o Filme Labirinto do Brasil (2003, 98min) Silvio Tendler.
04 de maio – quinta-feira – 19h
05 de maio – sexta-feira – 16h
É um documentário sobre a vida e a morte de Glauber Rocha, o polêmico cineasta baiano que revolucionou o cinema, promovendo uma radical revisão na cultura brasileira. Imagens do enterro, depoimentos recentes de quem acompanhou sua trajetória, seu pensamento e ideias, explodem na tela num filme-tributo à memória de um artista que idealizava um cinema independente e libertário.

Encontro com Milton Santos: O Mundo Global, visto do Lado de Cá (2006,90min) Dir. Silvio Tendler.
05 de maio – sexta-feira – 19h
O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo e intelectual baiano Milton Santos (1926–2001), gravada quatro meses antes de sua morte. Milton Santos não era contra a globalização e sim contra o modelo de globalização vigente no mundo, que ele chamava globalitarismo. Analisando as contradições e os paradoxos deste modelo econômico e cultural, Milton enxergou a possibilidade de construção de uma outra realidade, que ele considerava "mais justa e mais humana.
Depois do filme palestra e debate com a professora Ana Clara Fernandes CAp/UFRGS.

Memórias do Movimento Estudantil – Ou Ficar a Pátria Livre ou Morrer pelo Brasil (2007, 53min) O Afeto que se encerra em nosso peito Juvenil (2007, 51min) Dir. Silvio Tendler.
08 de maio – segunda-feira -16h
09 de maio – terça-feira – 19h
Os filmes apresentam o Perfil cronológico do movimento estudantil brasileiro, desde a década de 30, até a ocupação da sede da UNE no Rio de Janeiro em 2007. Mostram também registros pessoais de personagens do movimento estudantil, da atividade cultural dos jovens, músicas poesias e peças teatrais feitas pelos militantes no passado.
09/05 Depois dos filmes palestra e debate com professor Nilo Piana de Castro CAp/UFRGS

Utopia e Barbárie (2007, 121min) Dir. Silvio Tendler.
08 de maio - segunda-feira – 19h
09 de maio – terça-feira – 16h
O filme é um road movie histórico: para reconstruir o mundo a partir da II Guerra Mundial, passa pela Itália, EUA, Brasil, Vietnam, Cuba, Uruguai, Chile, entre outros países. Em cada um desses lugares, documenta os protagonistas da história. Tão importante quanto o tema é o olhar do autor. Este olhar foi se construindo a partir da elaboração do filme. Por isso, buscou a reconstrução da história de maneira não partidarizada. Ouviu diferentes personagens com abordagens distintas. Juntos compõem um rico painel de nossa época.
Após a sessão do dia 08 de maio, debate com Professor Nilo Piana de Castro, professor do colégio Aplicação da UFRGS.

Tancredo, a Travessia (2011, 104min) Dir. Silvio Tendler.
10 de maio – quarta-feira 16h
Tancredo – A Travessia é um documentário brasileiro que retrata, através de depoimentos a biografia do Presidente Tancredo Neves. Conta à história do homem firme em suas decisões e sereno nas atitudes, do político moderado, mas que durante a sua vida pública enfrentou com ética, retidão e extraordinária coragem grandes desafios em momentos cruciais da história do país.

Militares da Democracia: Os Militares que disseram não (2014, 99min) Dir. Silvio Tendler.
11 de maio – quinta-feira 16h
12 de maio – sexta-feira – 16h
Eles lutaram pela Constituição, pela legalidade e contra o golpe de 1964, mas a sociedade brasileira pouco ou nada sabe a respeito dos oficiais que, até hoje, ainda buscam justiça e reconhecimento na história do país. Militares da Democracia resgata, através de depoimentos e registros de arquivos, as memórias repudiadas, sufocadas e despercebidas dos militares perseguidos, cassados, torturados e mortos, por defenderem a ordem constitucional e uma sociedade livre e democrática.
12/05 Depois do filme palestra e debate com o professor Newton Carneiro IFESUL.

Os Advogados Contra a Ditadura: Por uma Questão de Justiça (2014, 130min) Dir. Silvio Tendler.
12 de maio – sexta-feira – 19h
Em meio às torturas e mortes no período de 1964 e 1985, os advogados que buscavam justiça e a defesa dos direitos confrontavam-se com a repressão, ameaças e restrições de liberdades.

Mostra de Cinema Silvio Tendler: Brasil, história e memória
Quando: 02 a 12 Maio
Onde: Sala Redenção – Cinema Universitário (Rua Eng. Luiz Englert, s/n., Campus Central UFRGS
Quanto: Entrada Franca

Fonte: Tânia Cardoso de Cardoso, Coordenadora e curadora da Sala Redenção - Cinema Universitário, Departamento de Difusão Cultural.

Programação ‘Cinemateca Paulo Amorim – Espaço Banrisul de Cinema’.




CINEMATECA PAULO AMORIM – ESPAÇO BANRISUL DE CINEMA, PROGRAMAÇÃO DE 27 DE ABRIL A 3 DE MAIO DE 2017

SEGUNDA-FEIRA NÃO HÁ SESSÕES


SALA PAULO AMORIM

OS BELOS DIAS DE ARANJUEZ (Les Beaux Jours d'Aranjuez - França/Alemanha, 100min, 2017). Direção de Wim Wenders, com Reda Kateb, Sophie Semin, Jens Harzer. Imovision, 14 anos. Drama.

Sinopse: Baseado na peça teatral do mesmo nome, de autoria de Peter Hanke, o longa acompanha o encontro entre um casal que conversa sobre temas diversos, das lembranças de infância às viagens, do sexo à filosofia. Tudo, na verdade, surge da imaginação de um escritor alemão, que prepara seu novo livro.

Sessões: 15h


INSUBSTITUÍVEL (Médecin de Campagne - França, 2017, 100min). Direção de Thomas Lilti, com François Cluzet e Marianne Denicourt. CineArt Filmes, 12 anos. Drama.

Sinopse: Jean-Pierre é um médico dedicado que trabalha há anos numa região do interior da França. A comunidade acredita que ele é insubstituível e o médico se sente bem com o respeito das pessoas. Mas esta relação começa a mudar com chegada de Natalie, uma jovem recém-formada que vem de Paris para tentar ajudar o médico veterano.

Sessões: 17h


IMPREVISTOS DE UMA NOITE EM PARIS (Ouvert la Nuit - França, 100min, 2016). Direção de Édouard Baer, com Édouard Baer, Audrey Tautou, Sabrina Ouazani. Imovision Filmes, 16 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Às vésperas da estreia de uma montagem da peça “A Mulher e o Macaco”, no Teatro da Estrela, em Paris, o produtor Luigi se vê no pior dos mundos. Ele tem apenas um dia para resolver vários problemas, como conseguir dinheiro para pagar o elenco, reconquistar patrocinadores e encontrar um macaco de verdade para colocar em cena.

Sessões: 19h


SALA EDUARDO HIRTZ

GAGA - O AMOR PELA DANÇA (Mr. Gaga - Israel-Alemanha-Holanda, 2017, 100min). Documentário de Tomer Heymann. Vitrine Filmes, Livre.

Sinopse: Ohad Naharin, mais conhecido como Mr. Gaga, é diretor artístico da Batsheva Dance Company. O filme mergulha no processo criativo do artista de 60 anos, considerado um dos coreógrafos mais importantes do mundo e responsável pela redefinição da linguagem da dança contemporânea. O projeto durou oito anos e mistura ensaios e sequências de dança impressionantes.

Sessões: 15h30min


ERA O HOTEL CAMBRIDGE (Brasil, 2017, 100min). Direção de Eliane Caffé, com José Dumont, Suely Franco. Vitrine filmes, 12 anos. Drama.

Sinopse: O filme mistura ficção e documentário para mostrar o cotidiano dos moradores do Hotel Cambridge, um hotel tradicional em São Paulo e que foi fechado em 2011. Desde então, vem sendo ocupado por pessoas sem-teto, incluindo muitos refugiados.

Sessões: 17h30min


NOJOOM - 10 ANOS, DIVORCIADA (Nojoom - Iêmen, 95min, 2017). Direção de Khadija al-Salami, com Reham Mohammed. Esfera Filmes, 10 anos. Drama.

Sinopse: O filme é baseado na história real da menina Nujood Ali, que pediu o divórcio aos dez anos. O casamento de meninas ainda crianças é algo comum e aceito no Iêmen - mas este caso chocou o mundo por causa das brutalidades do marido. Com o auxílio da jornalista francesa Delphine Minoui, a jovem transformou sua experiência em livro - agora transposto para o cinema por uma das primeiras mulheres cineastas do Iêmen.

Sessões: 19h30min


SALA NORBERTO LUBISCO

A HISTÓRIA DE UM HOMEM DE VERDADE (URSS, 1948, 90min). Direção de Aleksandr Stolper, com Pavel Kadoshnikov e Nikolay Okhlopkov. MosFilm, 14 anos. Drama.

Sinopse: Alexey Maresyev foi piloto de guerra durante a Segunda Guerra Mundial, reconhecido pelos ataques precisos às aeronaves alemãs. Num combate aéreo seu avião caiu e ele teve as duas pernas amputadas - mesmo assim, voltou a voar um ano depois, graças a um par de pernas mecânicas. O soldado russo protagonizou 86 missões de combate, feito contado em livro por Boris Polevoi. O longa integra a Série Cinema Soviético, com títulos do famoso estúdio MosFilm.

Sessões: 15h15min


A CRIADA (Agassi - Coréia do Sul, 2016, 160min). Direção de Park Chan-Wook, com Kim Min-Hee, Kim Tae-Ri, Ha Jung-Woo. Mares Filmes, 18 anos. Drama e suspense.

Sinopse: Durante a ocupação japonesa na Coréia do Sul, na década de 1930, a jovem orfã Hideko vive sob a proteção de um tio autoritário. Ela está prestes a herdar uma grande fortuna, o que atrai a cobiça de dois vigaristas: Sookee, que vai trabalhar na casa como empregada, e Fujiwara, um conde fajuto que tenta seduzir a orfã rica. Este jogo de intrigas tem vários pontos de vista e é temperado por histórias eróticas, um dos passatempos preferidos do tio da protagonista.

Sessões: 17h15min


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 12,00 (R$ 6,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 14,00 (R$ 7,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

CLIENTES DO BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES.

ESTUDANTES DEVEM APRESENTAR CARTEIRA DE IDENTIDADE ESTUDANTIL. OUTROS CASOS: CONFORME LEI FEDERAL Nº 12.933/2013.

A MEIA-ENTRADA NÃO É VÁLIDA EM FESTIVAIS, MOSTRAS E PROJETOS QUE TENHAM INGRESSO PROMOCIONAL. OS DESCONTOS NÃO SÃO CUMULATIVOS.

Cinemateca Paulo Amorim

Rua dos Andradas, 736 - Porto Alegre RS

Fone (51) 3226-5787


Fonte: Programação e divulgação da Cinemateca Paulo Amorim, através de Mônica Kanitz.

terça-feira, 25 de abril de 2017

‘Di Padre in Figlia’ Minissérie Estrelada por Carmo Dalla Vecchia é Destaque na TV Italiana.


Com a produtora brasileira Arteon, seriado teve gravações na Itália e no interior de São Paulo


A Rai Uno, uma das principais emissoras de TV da Itália, tem na sua grade de programação durante as próximas semanas, a sua mais nova minissérie, “Di Padre in Figlia” (De pai para filha). Com a produção executiva da produtora brasileira Arteon Inteligência Cultural, o seriado conta histórias de uma família tradicional veneta, na Itália dos anos 1960 até os anos de 1990, cuja vida das mulheres foi totalmente transformada. “Di Padre in Figlia” mostrará um país que mudou e evoluiu, a vingança feminina e a transição de pessoas patriarcas para a conscientização.

Com quatro episódios, o seriado foi gravado em Roma, Milão, Bassano del Grappa, na Itália e também em Bofete, cidade do interior de São Paulo com 12 mil habitantes. O ator brasileiro Carmo Dalla Vecchia, que interpreta Jorge, um descendente de italiano que mora no Rio Grande do Sul, onde conhece a mulher da sua vida, porém ela foge após sofrer um abuso e anos depois se reencontram na Itália, ambos casados, e ficam em dúvida entre largar tudo e reviverem o romance.

Além de Carmo, “Di Padre in Figlia” conta com consagrados atores italianos: Alessio Boni, Alessando Roja, Cristiana Capotondi, Stefania Rocca e com a direção de Riccardo Milani e o roteiro de Cristina Comencini.


Fonte: Produtora Arteon.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Crítica: O Ornitólogo, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


O cineasta João Pedro Rodrigues, talvez tenha chegado ao ápice com o seu filme O Ornitólogo, aqui, Rodrigues fala sobre sexualidade, gênero, orientação sexual, fala também sobre o nu masculino, fala sobre a delicadeza e o lado sensual do homem, construindo a imagem de forma lírica e poeta a partir de um lado de graça com teor erótica. No filme O Ornitólogo, o uso desses temas é de uma forma para provocar, a nos caçoar o pudor: a libido e o sadismo. No longa estrelado por Paul Hamy, a fragilidade masculina é colocada a prova, onde são filmados de uma forma clara, contestando os interditos sociais que mantém certo preconceito com esse tipo legítimo de representação e, sobretudo, como esses ecoam no cinema a partir do fato da encenação explícita destes ser contornada por mero pudor antiquado.

O filme é sábio ao possuir inúmeras imagens cheias de simbolismos, das quais consegue passar o tema de diversos assuntos, seja catolicismo ou até mesmo mitológico. Porém, o tema principal se mantém intacto que é sobre a libertação, mesmo com todas variáveis sendo incrementadas no decorrer da obra, mais do que tudo, é uma libertação que bate de frente contra o preconceito e repreensões reacionaristas. O cineasta então consegue fazer tudo isso de uma forma mística e surrealista. A imagem de Santo Antonio de Pádua, segundo dizem, foi usada durante a ditadura, foi de cunho extremo-direitista salazarista que regeu Portugal, sem tantas lembranças positivas ao democrata e antifascista, por quase quatro décadas, como uma hoste e um bastião do nacionalismo e de um tradicionalismo religioso demasiadamente impositivo, que pregava a luta contra as ações das quais eles achavam subversivas.

O filme assume uma forma subitamente surreal, usando de personagens que surgem no decorrer da trama, cuja suas ações beiram a insanidade, ou crendices sem muito fundamento científico e fazendo o protagonista demonstrar todo o seu lado cético. Tudo flui de uma forma coesa, com cenas de tensão e suspense, muito bem organizadas com o seu simbolismo.


Trailer

Fonte: www.youtube.com


Fonte: Marcelo Castro Moraes, crítico cinematográfico.

domingo, 23 de abril de 2017

Crítica: A Morte de Luís XIV, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


O significado dos símbolos é bastante notório quando eles são usados de uma maneira organizada, ou seja, quando o realizador cria um feito com total consciência de sua criação e obtendo então o reconhecimento dos seus esforços. Os filmes de Albert Serra (Honra dos Cavaleiros) são mais ou menos construídos através de símbolos carregados de significados e isso é sintetizado ao máximo em seu mais novo filme, A Morte de Luís XIV. Em primeiro lugar, é preciso entender os seus motivos e direcionar as nossas atenções ao protagonista que, de uma maneira histórica, consegue transmitir uma intensidade absurda em sua quase duas horas de projeção. Com roteiro de sua própria autoria, Albert Serra não somente explora a encruzilhada sofrida do enfermo protagonista, como também passa a sensação de que seu próprio país se encontra em agonia e em plena alienação sem precedentes, pois só assim para explicar o fato do rei ser observado ao realizar seu desjejum e aplaudido por completá-lo, não por haver maestria no ato, mas por quem desempenhava.

Nesse Sentido, a referência sobre o Rei Sol faz então todo o sentido nas mãos do diretor, pois ele consegue criar uma energia poderosa em todas as cenas, mesmo com a imagem pálida de Luis XIV(Jean-Pierre Léaud em uma atuação espetacular) e de todos ao seu redor que vivem nas sombras e criando a sensação de pinturas em movimento saindo dos quadros, como se quisessem prestigiar os últimos momentos do todo poderoso. Não há como negar que, ao ver os súditos presos em suas crendices, encontramos ali uma referencia até mesmo da sociedade contemporânea que, mesmo em pleno século 21, muitos ainda possuem uma mentalidade não muito diferente do que é vista nesse retrato dos anos de 1700. Por apresentar poucos personagens em tão poucos cenários vistos na projeção, temos a ligeira sensação de estarmos assistindo uma espécie de peça de teatro, mas ao mesmo tempo criando a sensação de maior angustia principalmente na cena (a melhor do filme) em que o protagonista nos encara por mais de um minuto e passando para nós toda a sua dor. Essa cena, aliás, é uma síntese do homem no seu derradeiro momento, no qual se dá conta que nada poderá fazer, mas sim aguardar o inevitável.

A Morte de Luis XIV não é uma obra que irá agradar a todos, pois o filme é uma pesada analise sobre os significados da morte e de como somos impotentes perante a sua sombra a espreita.


Trailer

Fonte: www.youtube.com


Fonte: Marcelo Castro Moraes, crítico cinematográfico.

sábado, 22 de abril de 2017

Documentário Sobre Guimarães Rosa em Sessão Comentada.




Em sua segunda edição, a Sessão Abraccine promove a circulação e o debate do documentário OUTRO SERTÃO, de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela. Resultado de mais de dez anos de pesquisa sobre o turbulento período em que Guimarães Rosa viveu na Alemanha, o filme, premiado no Festival de Brasília e Mostra de São Paulo, será visto nas próximas semanas em dez cidades brasileiras.

Em Porto Alegre, a sessão será na Sala Eduardo Hirtz (Cinemateca Paulo Amorim) no dia 25 de abril (terça-feira), às 19h. Na sequência, haverá uma conversa com o professor de literatura brasileira Arthur Telló (PUC-RS) e os críticos Willian Silveira e Mônica Kanitz. Neste dia e horário, fica cancelada a sessão do longa “Era o Hotel Cambridge”.

Dividido em capítulos – a chegada, o amigo, o diário, o escritor, o diplomata, o alarme e a partida – OUTRO SERTÃO rastreia os quatro anos vividos por Guimarães Rosa em Hamburgo. Imagens, em grande parte feitas por amadores alheios à estética oficial da propaganda nazista, esboçam o cenário no qual Guimarães Rosa viveu desde sua chegada na Alemanha, em 1938, até sua partida em 1942. Trechos de cartas, contos e anotações em off revelam suas impressões pessoais. Documentos inéditos (alemães e brasileiros) e testemunhos de judeus que fugiram para o Brasil por Hamburgo, bem como de amigos e críticos, recriam a experiência do diplomata na Alemanha nazista.

Realizado após mais de dez anos de pesquisas na Alemanha, Brasil, Israel e Portugal, o filme registra a relação de Guimarães Rosa com a cultura alemã desde sua infância, bem como sua atuação como diplomata em um momento crítico da história mundial. Além de revelar um conteúdo histórico desconhecido e de grande relevância, o documentário traz uma entrevista inédita, realizada com João Guimarães Rosa na década de 1960 na Alemanha, na qual ele próprio fala de sua obra e de sua atuação como escritor e diplomata. Até então, não se tinha conhecimento de praticamente nenhuma imagem em movimento do escritor.

OUTRO SERTÃO procura detectar o papel exercido por Guimarães Rosa no consulado através de uma análise detalhada da correspondência diplomática do período, do relato de historiadores e da comparação com dados de outras representações diplomáticas brasileiras na Alemanha naquele período. Documentos da Gestapo mostram como as autoridades nazistas espionaram Guimarães Rosa, observando o “comportamento impróprio” do então vice-cônsul.

O filme apresenta a visão deste que foi o único escritor latino-americano a viver na Alemanha durante o nazismo. Imagens de época esboçam um cenário no qual Guimarães Rosa viveu, que se contrapunha à imagem positiva do país que o escritor iniciante, ex-aluno de um colégio de padres alemães em Belo Horizonte, mantinha desde a infância. E que levanta a questão: em que sentido a vivência neste “outro sertão” – árido e difícil – foi fundamental para a constituição da obra daquele que foi um dos maiores escritores brasileiros do século 20?


SESSÃO ABRACCINE: Ao estabelecer parceria inédita com salas independentes, a Sessão Abraccine amplia um circuito que até então contava com quatro cidades. “A produção no país continua forte, mas a reflexão cinematográfica, fundamental para a construção de uma identidade brasileira nas telas, vem sofrendo um grande déficit, com filmes entrando e saindo de cartaz sem o devido debate”, diz o presidente da Abraccine, Paulo Henrique Silva. “A Sessão Abraccine vem preencher esse vazio, apresentando um olhar diversificado sobre filmes que, em seus propósitos, são capazes de nos mostrar outros lugares, outros Brasis. É o caso de ‘Outro Sertão’, que, como seu título já deixa claro, exibe uma história até então pouco conhecida, sobre o escritor Guimarães Rosa e Aracy Moebius de Caravalho”.

“Ficamos felizes com o convite da Abraccine, sobretudo porque o filme não contou ainda com uma distribuição regular em cinema e TV”, diz Soraia Vilela. “É mais uma oportunidade de revelar esse aspecto até então desconhecido da trajetória do Guimarães Rosa. Em momentos complexos como o que atravessamos atualmente, tanto no Brasil em especial quanto no mundo, é essencial relembrar os regimes arbitrários da história, bem como as formas de resistência a eles”.

Criada em 2011, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema é a primeira entidade nacional a reunir críticos de todas as regiões do país: são mais de 100 associados de 16 estados. A entidade organiza júris em diversos festivais de cinema, concede prêmios, organiza livros, promove cursos e seminários, e trabalha pela inserção da crítica nos mecanismos de discussão das políticas pelo cinema brasileiro.


Sessão Comentada do Documentário Sobre Guimarães Rosa

Dia 25 de abril (terça-feira)

Às 19h

Sala Eduardo Hirtz (Cinemateca Paulo Amorim)

Rua dos Andradas, 736 - Porto Alegre RS

Fone (51) 3226-5787


Fonte: Programação e divulgação da Cinemateca Paulo Amorim, através de Mônica Kanitz.