sábado, 22 de abril de 2017

Documentário Sobre Guimarães Rosa em Sessão Comentada.




Em sua segunda edição, a Sessão Abraccine promove a circulação e o debate do documentário OUTRO SERTÃO, de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela. Resultado de mais de dez anos de pesquisa sobre o turbulento período em que Guimarães Rosa viveu na Alemanha, o filme, premiado no Festival de Brasília e Mostra de São Paulo, será visto nas próximas semanas em dez cidades brasileiras.

Em Porto Alegre, a sessão será na Sala Eduardo Hirtz (Cinemateca Paulo Amorim) no dia 25 de abril (terça-feira), às 19h. Na sequência, haverá uma conversa com o professor de literatura brasileira Arthur Telló (PUC-RS) e os críticos Willian Silveira e Mônica Kanitz. Neste dia e horário, fica cancelada a sessão do longa “Era o Hotel Cambridge”.

Dividido em capítulos – a chegada, o amigo, o diário, o escritor, o diplomata, o alarme e a partida – OUTRO SERTÃO rastreia os quatro anos vividos por Guimarães Rosa em Hamburgo. Imagens, em grande parte feitas por amadores alheios à estética oficial da propaganda nazista, esboçam o cenário no qual Guimarães Rosa viveu desde sua chegada na Alemanha, em 1938, até sua partida em 1942. Trechos de cartas, contos e anotações em off revelam suas impressões pessoais. Documentos inéditos (alemães e brasileiros) e testemunhos de judeus que fugiram para o Brasil por Hamburgo, bem como de amigos e críticos, recriam a experiência do diplomata na Alemanha nazista.

Realizado após mais de dez anos de pesquisas na Alemanha, Brasil, Israel e Portugal, o filme registra a relação de Guimarães Rosa com a cultura alemã desde sua infância, bem como sua atuação como diplomata em um momento crítico da história mundial. Além de revelar um conteúdo histórico desconhecido e de grande relevância, o documentário traz uma entrevista inédita, realizada com João Guimarães Rosa na década de 1960 na Alemanha, na qual ele próprio fala de sua obra e de sua atuação como escritor e diplomata. Até então, não se tinha conhecimento de praticamente nenhuma imagem em movimento do escritor.

OUTRO SERTÃO procura detectar o papel exercido por Guimarães Rosa no consulado através de uma análise detalhada da correspondência diplomática do período, do relato de historiadores e da comparação com dados de outras representações diplomáticas brasileiras na Alemanha naquele período. Documentos da Gestapo mostram como as autoridades nazistas espionaram Guimarães Rosa, observando o “comportamento impróprio” do então vice-cônsul.

O filme apresenta a visão deste que foi o único escritor latino-americano a viver na Alemanha durante o nazismo. Imagens de época esboçam um cenário no qual Guimarães Rosa viveu, que se contrapunha à imagem positiva do país que o escritor iniciante, ex-aluno de um colégio de padres alemães em Belo Horizonte, mantinha desde a infância. E que levanta a questão: em que sentido a vivência neste “outro sertão” – árido e difícil – foi fundamental para a constituição da obra daquele que foi um dos maiores escritores brasileiros do século 20?


SESSÃO ABRACCINE: Ao estabelecer parceria inédita com salas independentes, a Sessão Abraccine amplia um circuito que até então contava com quatro cidades. “A produção no país continua forte, mas a reflexão cinematográfica, fundamental para a construção de uma identidade brasileira nas telas, vem sofrendo um grande déficit, com filmes entrando e saindo de cartaz sem o devido debate”, diz o presidente da Abraccine, Paulo Henrique Silva. “A Sessão Abraccine vem preencher esse vazio, apresentando um olhar diversificado sobre filmes que, em seus propósitos, são capazes de nos mostrar outros lugares, outros Brasis. É o caso de ‘Outro Sertão’, que, como seu título já deixa claro, exibe uma história até então pouco conhecida, sobre o escritor Guimarães Rosa e Aracy Moebius de Caravalho”.

“Ficamos felizes com o convite da Abraccine, sobretudo porque o filme não contou ainda com uma distribuição regular em cinema e TV”, diz Soraia Vilela. “É mais uma oportunidade de revelar esse aspecto até então desconhecido da trajetória do Guimarães Rosa. Em momentos complexos como o que atravessamos atualmente, tanto no Brasil em especial quanto no mundo, é essencial relembrar os regimes arbitrários da história, bem como as formas de resistência a eles”.

Criada em 2011, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema é a primeira entidade nacional a reunir críticos de todas as regiões do país: são mais de 100 associados de 16 estados. A entidade organiza júris em diversos festivais de cinema, concede prêmios, organiza livros, promove cursos e seminários, e trabalha pela inserção da crítica nos mecanismos de discussão das políticas pelo cinema brasileiro.


Sessão Comentada do Documentário Sobre Guimarães Rosa

Dia 25 de abril (terça-feira)

Às 19h

Sala Eduardo Hirtz (Cinemateca Paulo Amorim)

Rua dos Andradas, 736 - Porto Alegre RS

Fone (51) 3226-5787


Fonte: Programação e divulgação da Cinemateca Paulo Amorim, através de Mônica Kanitz.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O Intelectual e Escritor ‘Stefan Zweig’ é Lembrado em Filme.




ESCRITOR QUE VIVEU NO BRASIL, O INTELECTUAL STEFAN ZWEIG É LEMBRANDO EM FILME


A estreia marca os 75 anos da morte do autor que viveu exilado entre 1936 e 1942, durante o regime Nazista


Produção da maior importância em tempos de intolerância crescente no Brasil e no Mundo, o filme “Stefan Zweig - Adeus, Europa”, livremente inspirado no livro “Morte no Paraíso – a Tragédia de Stefan Zweig” do jornalista brasileiro Alberto Dines, destaca os anos de exílio na vida do intelectual judeu. Stefan deixou a Europa em 1934, tentando encontrar a lucidez face aos acontecimentos na Alemanha nazista e uma perspectiva de vida no Novo Mundo - nunca regressando do exílio. Dirigido e roteirizado por Maria Schrader, a estreia no Brasil coincide com os 75 anos da morte do autor num momento de crescimento dos discursos de ódio e da intolerância em várias instâncias de nossa sociedade. “Stefan Zweig - Adeus, Europa” chega aos cinemas brasileiros no dia 13 de abril.


O Filme

O arco da história é composto por seis partes (um prólogo, um epílogo e quatro capítulos intermediários) que retratam episódios da vida do escritor entre 1936 e 1942, com especial enfoque no seu exílio sul americano (Rio de Janeiro, Buenos Aires, Bahia, Petrópolis). Estes momentos ilustram o ponto de vista do escritor sobre o que acontecia no mundo durante a implantação do regime Nazista, e logo depois a Segunda Guerra Mundial. O olhar de exilado levou o escritor a sentir-se impotente frente ao crescimento da intolerância, da barbárie e do autoritarismo vigente na Europa, levando-o a fazer permanentes ajustes de consciência - como pessoa influente pensava na incapacidade de ajudar todos aqueles que queriam igualmente escapar da Europa rumo às Américas.

Maria Schrader faz uma referência às circunstâncias em que Zweig pode ser considerado contemporâneo em suas ideias e valores: “Ele era um visionário, dedicando grande parte de sua escrita à ideia utópica de uma Europa unida, pacífica, sem fronteiras nacionais. Hoje ele é considerado um dos autores mais intelectuais da União Europeia. Acreditava no poder pacificador do intercâmbio cultural e da diversidade, sua criatividade tinha origem em sua curiosa e entusiástica apreciação por ideias e pessoas. Numa época em que as discussões abertas já não eram mais possíveis e que tudo era preto ou branco, este mestre de nuances recusou-se a ver o mundo de uma forma simplista e a adotar a brutalidade verbal dos seus oponentes”.

Em Petrópolis, Stefan Zweig escreveu seu trabalho mais famoso, "Xadrez". No mesmo local onde, em 23 de fevereiro de 1942, deprimido com o crescimento da intolerância e do autoritarismo na Europa e sem qualquer esperança no futuro da Humanidade, fez sua carta de despedida:


"Petrópolis, 22 de fevereiro de 1942.

Declaração.

Antes de deixar a vida por vontade própria e mente sã, sinto a necessidade de cumprir uma última tarefa: agradecer profundamente ao Brasil, este país maravilhoso, que deu a mim e ao meu trabalho um descanso tão hospitaleiro. Dia após dia, aprendi a amá-lo mais. Eu não preferiria construir uma vida nova em nenhum outro lugar agora que o mundo que fala minha língua desapareceu para mim e que minha terra espiritual, a Europa, está se destruindo. Mas, aos sessenta anos, temos que buscar forças extraordinárias para recomeçar do zero. Minha vida foi cansativa, com muitos anos na estrada. Então acho melhor encerrá-la na hora certa, com a cabeça erguida. Uma vida na qual o trabalho intelectual sempre foi de pura alegria e liberdade pessoal, o maior bem que se pode ter no mundo. Agradeço a todos os meus amigos. Que eles vivam para ver o amanhecer depois de uma longa noite. Eu sou muito impaciente. Vou antes deles”.

Zweig e a mulher, Lotte, foram encontrados mortos na tarde do dia seguinte, deitados lado a lado. Tinham ingerido uma dose fatal de barbitúricos. A notícia do suicídio de ambos chocou o mundo.


Sinopse - Em 1936, fugindo do nazismo na Europa, o ilustre escritor austríaco de origem judaica Stefan Zweig desembarca no Novo Mundo, percorrendo Rio de Janeiro, Bahia, Buenos Aires, Nova York e Petrópolis. Apaixonado pelo Brasil, inicia a escrita de um novo livro, tendo a nova terra como tema, e é na cidade imperial que decide se instalar em 1941. Porém, atormentado pelo crescimento da intolerância, da barbárie e do autoritarismo na Europa, e sentindo-se impotente em não poder ajudar seus conterrâneos a escapar do horror nazista, Zweig sucumbe aos fantasmas do exílio.


Sobre a diretora:

Maria Schrader (Hanôver, Alemanha, 27 de setembro de 1965) é uma atriz alemã. Se formou na Max-Reinhardt-Seminar, em Viena. Sua performance em “Aimée & Jaguar”, que lhe rendeu diversos prêmios e reconhecimento mundial, só veio confirmar o que o cinema alemão já pressentia há um bom tempo. Teve seu primeiro sucesso no filme “Keiner liebt mich”, de Doris Dörrie, pelo qual recebeu um prêmio por sua atuação. Para cinema escreveu roteiros dos filmes RobbyKallePaul; Eu estive em Marte; Confissões na noite; A Girafa. Co-dirigiu “Eu estive em Marte”, juntamente a Dani Levy, com quem foi casada. Tem uma filha com o diretor Rainer Kaufmann, a quem deu o nome de Felice (sua personagem em “Aimée & Jaguar”). Suas últimas atuações de destaque foram nos filmes “Rosenstraße e Schneeland”. Seu primeiro filme como diretora é “Liebesleben” (Love Life) do ano de 2006. Atua também no teatro, sua personagem mais conhecida é Kriemhild, em Die Nibelungen. Lança em 2016 o filme “Stefan Zweig – Adeus, Europa”.


Stefan Zweig - Adeus, Europa

Data de estreia no Brasil: 13 de abril

Distribuição: Esfera Filmes


Ficha Técnica do Filme

Direção e roteiro: Maria Schrader

País: ALE/FRA/Áustria

Ano: 2016

Duração: 106min

Título original: VOR VER MORGENRÖTE - STEFAN ZWEIG IN AMERIKA

(Baseado livremente no livro “Morte no Paraíso – a Tragédia de Stefan Zweig” de Alberto Dines)

Elenco: Tómas Lemarquis, Barbara Sukowa, Josef Hader

Género: Drama


Fonte: Mais e Melhores Produções Artísticas, através de Alexandre Aquino e Paulo Almeida.

Programação ‘Cinemateca Paulo Amorim – Espaço Banrisul de Cinema’.




CINEMATECA PAULO AMORIM – ESPAÇO BANRISUL DE CINEMA, PROGRAMAÇÃO DE 20 A 26 DE ABRIL DE 2017

SEGUNDA-FEIRA NÃO HÁ SESSÕES


SALA PAULO AMORIM

INSUBSTITUÍVEL (Médecin de Campagne - França, 2017, 100min). Direção de Thomas Lilti, com François Cluzet e Marianne Denicourt. CineArt Filmes, 12 anos. Drama.

Sinopse: Jean-Pierre é um médico dedicado que trabalha há anos numa região do interior da França. A comunidade acredita que ele é insubstituível e o médico se sente bem com o respeito das pessoas. Mas esta relação começa a mudar com chegada de Natalie, uma jovem recém-formada que vem de Paris para tentar ajudar o médico veterano.

Sessões: 15h30min


OS BELOS DIAS DE ARANJUEZ (Les Beaux Jours d'Aranjuez - França/Alemanha, 100min, 2017). Direção de Wim Wenders, com Reda Kateb, Sophie Semin, Jens Harzer. Imovision Filmes, 14 anos. Drama.

Sinopse: Baseado na peça teatral do mesmo nome, de autoria de Peter Hanke, o longa acompanha o encontro entre um casal que conversa sobre temas diversos, das lembranças de infância às viagens, do sexo à filosofia. Tudo, na verdade, surge da imaginação de um escritor alemão, que prepara seu novo livro.

Sessões: 17h30min


IMPREVISTOS DE UMA NOITE EM PARIS (Ouvert la Nuit - França, 100min, 2016). Direção de Édouard Baer, com Édouard Baer, Audrey Tautou, Sabrina Ouazani. Imovision Filmes, 16 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Às vésperas da estreia de uma montagem da peça “A Mulher e o Macaco”, no Teatro da Estrela, em Paris, o produtor Luigi se vê no pior dos mundos. Ele tem apenas um dia para resolver vários problemas, como conseguir dinheiro para pagar o elenco, reconquistar patrocinadores e encontrar um macaco de verdade para colocar em cena.

Sessões: 19h30min


SALA EDUARDO HIRTZ

NOJOOM - 10 ANOS, DIVORCIADA (Nojoom - Iemen, 95min, 2017). Direção de Khadija al-Salami, com Reham Mohammed. Esfera Filmes, 10 anos. Drama.

Sinopse: O filme é baseado na história real da menina Nujood Ali, que pediu o divórcio aos dez anos. O casamento de meninas ainda crianças é algo comum e aceito no Iêmen - mas este caso chocou o mundo por causa das brutalidades do marido. Com o auxílio da jornalista francesa Delphine Minoui, a jovem transformou sua experiência em livro - agora transposto para o cinema por uma das primeiras mulheres cineastas do Iêmen.

Sessões: 15h15min


GAGA - O AMOR PELA DANÇA (Mr. Gaga - Israel-Alemanha-Holanda, 2017, 100min). Documentário de Tomer Heymann. Vitrine Filmes, Livre.

Sinopse: Ohad Naharin, mais conhecido como Mr. Gaga, é diretor artístico da Batsheva Dance Company. O filme mergulha no processo criativo do artista de 60 anos, considerado um dos coreógrafos mais importantes do mundo e responsável pela redefinição da linguagem da dança contemporânea. O projeto durou oito anos e mistura ensaios e sequências de dança impressionantes.

Sessões: 17h


ERA O HOTEL CAMBRIDGE (Brasil, 2017, 100min). Direção de Eliane Caffé, com José Dumont, Suely Franco. Vitrine filmes, 12 anos. Drama.

Sinopse: O filme mistura ficção e documentário para mostrar o cotidiano dos moradores do Hotel Cambridge, um hotel tradicional em São Paulo e que foi fechado em 2011. Desde então, vem sendo ocupado por pessoas sem-teto, incluindo muitos refugiados.

Sessões: 19h (não haverá esta sessão no dia 25 de abril, terça-feira)


SALA NORBERTO LUBISCO

COMO VOCÊ É (As You Are - EUA, 2016, 100min). Direção de Miles Joris-Peyrafitte, com Owen Campbell, Charlie Heaton, Amandla Stenberg. Supo Mungam Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: Os conflitos do universo adolescente são a tônica da trama, ambientada nos anos 1990 em uma cidade suburbana dos Estados Unidos. Jack é um jovem solitário que vive com a mãe, mas tudo muda no dia em que ela se casa com um novo namorado, que também tem um filho adolescente. Apesar de terem temperamentos opostos, Jack e Mark se entendem bem e formam um trio com Sarah, uma garota do bairro. Eles se tornam inseparáveis até o dia em que alguns segredos vem à tona.

Sessões: 15h


MARGUERITE & JULIEN - UM AMOR PROIBIDO (Marguerite & Julien - França, 105min, 2017). De Valérie Donzelli, com Anaïs Demoustier, Jérémie Elkaïm. Mares Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: A trama mistura elementos antigos e contemporâneos para abordar um amor proibido, no melhor estilo “Romeu e Julieta”. Marguerite e Julien são irmãos e praticamente apaixonados um pelo outro. Na infância, seu pai, o senhor de Tourlainville, resolve separá-los para evitar o pior. Mas nem mesmo o passar dos anos consegue apagar o que existe entre os dois.

Sessões: 17h


A HISTÓRIA DE UM HOMEM DE VERDADE (URSS, 1948, 90min). Direção de Aleksandr Stolper, com Pavel Kadoshnikov e Nikolay Okhlopkov. MosFilm, 14 anos. Drama.

Sinopse: Alexey Maresyev foi piloto de guerra durante a Segunda Guerra Mundial, reconhecido pelos ataques precisos às aeronaves alemãs. Num combate aéreo seu avião caiu e ele teve as duas pernas amputadas - mesmo assim, voltou a voar um ano depois, graças a um par de pernas mecânicas. O soldado russo protagonizou 86 missões de combate, feito contado em livro por Boris Polevoi. O longa integra a Série Cinema Soviético, com títulos do famoso estúdio MosFilm.

Sessões: 19h


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 12,00 (R$ 6,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 14,00 (R$ 7,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

CLIENTES DO BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES.

ESTUDANTES DEVEM APRESENTAR CARTEIRA DE IDENTIDADE ESTUDANTIL. OUTROS CASOS: CONFORME LEI FEDERAL Nº 12.933/2013.

A MEIA-ENTRADA NÃO É VÁLIDA EM FESTIVAIS, MOSTRAS E PROJETOS QUE TENHAM INGRESSO PROMOCIONAL. OS DESCONTOS NÃO SÃO CUMULATIVOS.

Cinemateca Paulo Amorim

Rua dos Andradas, 736 - Porto Alegre RS

Fone (51) 3226-5787


Fonte: Programação e divulgação da Cinemateca Paulo Amorim, através de Mônica Kanitz.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Abertas as Inscrições para Laboratório de Roteiro do Festival Varilux.




Abertas as inscrições para laboratório de roteiro do Festival Varilux de Cinema Francês 2017


OS ENCONTROS ACONTECEM NO RIO, ENTRE 5 E 9 DE JUNHO, COM A COORDENAÇÃO DE FRANÇOIS SAUVAGNARGUES


O Festival Varilux de Cinema Francês, que anualmente apresenta as relevantes produções recentes da cinematografia francesa ao público brasileiro, promove o Laboratório Franco-Brasileiro de Roteiros, entre os dias 5 e 9 de junho, no Rio de Janeiro. Parte integrante das atividades paralelas que estimulam o intercâmbio cultural no âmbito do Festival, a nova versão do curso desenhado para roteiristas conta com especialistas franceses do Conservatório Europeu de Escrita Audiovisual (CEEA) sob a coordenação de François Sauvagnardes, especialista de ficção e diretor geral do FIPA, o Festival Internacional de Programação Audiovisual (Biarritz, França). As inscrições para concorrer a uma vaga no curso já estão abertas e podem ser realizadas no site do festival. A edição 2017 do Festival Varilux de Cinema Francês acontece em mais de 55 cidades brasileiras, entre 7 e 21 de junho.

Os selecionados, no máximo 15, terão a oportunidade de desenvolver seus projetos de escrita, com foco em roteiros de longas-metragens e de séries de TV. Durante os cinco dias de trabalho, os participantes serão divididos em três grupos sob a direção de um experiente roteirista do CEEA, com posteriores exposições em público e síntese do coordenador. A intenção é explorar as metodologias e fundamentos da construção dramática para que cada autor possa aplicá-los no desenvolvimento de seu projeto de roteiro de ficção e ajudá-los a encontrar sua própria particularidade e finalizar a escrita de seu projeto.

Para concorrer a uma vaga, os candidatos devem encaminhar um dossiê em português ou inglês, contendo storyline, sinopse, currículo e carta de intenção. Os candidatos serão selecionados a partir da análise do Dossiê por um júri composto por François Sauvagnargues, coordenador do laboratório e representante geral do FIPA, por um representante da BONFILM, realizadora do Festival, e por um autor convidado pelos formadores. O idioma de trabalho será o inglês ou o francês. O regulamento, e outras informações sobre o laboratório estão disponíveis no site www.variluxcinefrances.com. A lista dos selecionados será divulgada no site e nas redes sociais do Festival no dia 22 de maio.

O Laboratório Franco-Brasileiro de Roteiros é uma realização a partir da parceria entre o Festival Varilux de Cinema Francês e o Conservatório Europeu de Escrita Audiovisual (CEEA).


Sobre François Sauvagnargues

Iniciou sua carreira na Sociedade Francesa de Produção (SFP) no departamento de documentários, passando também pelo setor de Relações Internacionais e atuou como gerente de vendas na França Mídia Internacional. Posteriormente se tornou administrador de co-produções e aquisições no Canal ARTE França, antes de ser nomeado Diretor do Departamento de Ficção para TV do canal entre 2003 e 2011.

Atualmente é diretor artístico do Festival Internacional de Programação Audiovisual (FIPA).


Fonte: Agência Febre, através de Carminhabo Botelho e Katia Carneiro.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Curso ‘Martin Scorsese - O Lobo de Hollywood’ de Robledo Milani.




Apresentação

O diretor, roteirista, ator e produtor Martin Scorsese é vencedor de um Oscar, três Globos de Ouro, dois prêmios BAFTA, um Emmy Primetime e o Directors Guild of America. Em 1987 foi condecorado com a Legião de Honra francesa.




Os filmes de Scorsese costumam abordar os temas da vida dos ítalos-americanos e os conceitos de culpa e redenção católica, machismo e violência na sociedade norte-americana. Ele também é conhecido por seu amor à Música, a qual dedicou alguns de seus filmes (No Direction Home, sobre Bob Dylan, e Shine a Light, sobre os Rolling Stones).




Scorsese é amplamente considerado um dos diretores mais influentes em atividade. Após várias indicações ao longo de sua carreira, finalmente ele ganhou o Oscar de Melhor Diretor por seu filme Os Infiltrados, que também recebeu o prêmio de Melhor Filme no Oscar de 2007. O prêmio foi entregue pelo trio de grandes amigos da mesma geração: Francis Ford Coppola, George Lucas e Steven Spielberg. Em janeiro de 2010 Martin Scorsese foi agraciado com o prêmio honorário "Cecil B. DeMille" na premiação do Globo de Ouro, por sua excepcional contribuição para o campo do entretenimento. Scorsese atualmente é também presidente da Film Foundation, uma fundação sem fins lucrativos, dedicada à preservação de material fílmico em deterioração.







Ministrante: Robledo Milani

Crítico de cinema, editor-chefe do site Papo de Cinema. É vice-presidente da ACCIRS – Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul – e membro-fundador da ABRACCINE – Associação Brasileira dos Críticos de Cinema. Frequenta regularmente todos os principais festivais de cinema do país, tendo sido membro de júris em Gramado, Recife, Fortaleza e Porto Alegre, entre outros. Foi criador e diretor do “Programa de Cinema”, da antiga TVCOM, comentarista da Rádio Itapema e colaborador de revistas como Aplauso e Júnior. Já ministrou os cursos “O Fantástico Cinema de Steven Spielberg” (2011), “Marilyn Monroe: Mito Eterno” (2012), “Tim Burton: O Poeta das Sombras” (2014) e “Francis Ford Coppola: O Apocalypse do Chefão” (2015) pela Cine UM.










Curso: Martin Scorsese - O Lobo de Hollywood, de Robledo Milani

Datas: 29 e 30 / Abril (sábado e domingo)

Horário: 14h às 17h

Duração: 2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local: Cinemateca Capitólio

(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)

Investimento: R$ 85,00

* Desconto para pagamento por depósito bancário:

a) R$ 70,00 (para as primeiras 10 inscrições)

b) R$ 80,00 (demais inscrições)

Formas de pagamento: Depósito bancário / Cartão de Crédito (PagSeguro)

Material: Certificado de participação e Apostila (arquivo em PDF)

Informações: cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714

Inscrições: www.cinemacineum.blogspot.com.br

Realização: Cine UM Produtora Cultural


Fonte: Cine UM Produtora Cultural.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Programação ‘Cinemateca Paulo Amorim – Espaço Banrisul de Cinema’.




CINEMATECA PAULO AMORIM – ESPAÇO BANRISUL DE CINEMA, PROGRAMAÇÃO DE 13 A 19 DE ABRIL DE 2017

SEGUNDA-FEIRA NÃO HÁ SESSÕES


SALA PAULO AMORIM

SOUVENIR (Souvenir - França, 2017, 90min). Direção de Bavo Defurne, com Isabelle Huppert, Kévin Azaïs, Johan Leysen. Pandora Filmes, 14 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Liliane tem um emprego rotineiro em uma fábrica de alimentos. Mas Jean, um novo funcionário, descobre o seu segredo: ela já foi uma cantora famosa chamada Laura, revelada em um concurso popular nos anos 1970. Laura era a mulher dos sonhos de muita gente e o jovem fã vai fazer de tudo para que ela volte aos palcos.

Sessões: 15h15min

FATIMA (Fatima - França, 2017, 80min). Direção de Philippe Faucon, com Soria Zeroual, Zita Hanrot, Kenza Noah Aïche. Imovision, 12 anos. Drama.

Sinopse: Fatima mora na França e cria sozinha suas duas filhas: Souad, de 15 anos, e Nesrine, de 18. Nascida na Argélia, Fatima fala muito mal o francês, condição que só lhe permite trabalhar como faxineira. Isso também dificulta a sua relação com as filhas, que fazem o possível para se integrar à sociedade onde vivem. O longa traz um olhar sensível sobre a condição feminina e a questão dos imigrantes na Europa.

Sessões: 17h15min

OS BELOS DIAS DE ARANJUEZ (Les Beaux Jours d'Aranjuez - França/Alemanha, 100min, 2017). Direção de Wim Wenders, com Reda Kateb, Sophie Semin, Jens Harzer. Imovision, 14 anos. Drama.

Sinopse: Baseado na peça teatral do mesmo nome, de autoria de Peter Hanke, o longa acompanha o encontro entre um casal que conversa sobre temas diversos, das lembranças de infância às viagens, do sexo à filosofia. Mas tudo, na verdade, é fruto da imaginação de um escritor alemão, que prepara seu novo livro.

Sessões: 19h


SALA EDUARDO HIRTZ

ESTREIA: NOJOOM - 10 ANOS, DIVORCIADA (Nojoom - Iemen, 95min, 2017). Direção de Khadija al-Salami, com Reham Mohammed. Esfera Filmes, 10 anos. Drama.

Sinopse: O filme é baseado na história real da menina Nujood Ali, que pediu o divórcio aos dez anos. O casamento de meninas ainda crianças é algo comum e aceito no Iêmen - mas este caso chocou o mundo por causa das brutalidades do marido. Com o auxílio da jornalista francesa Delphine Minoui, a jovem transformou sua experiência em livro - agora transposto para a tela grande por uma das primeiras mulheres a fazer cinema no Iêmen.

Sessões: 15h30min e 19h30min

GAGA - O AMOR PELA DANÇA (Mr. Gaga - Israel-Alemanha-Holanda, 2017, 100min). Documentário de Tomer Heymann. Vitrine Filmes, Livre.

Sinopse: Ohad Naharin, mais conhecido como Mr. Gaga, é diretor artístico da Batsheva Dance Company. O filme mergulha no processo criativo do artista de 60 anos, considerado um dos coreógrafos mais importantes do mundo e responsável pela redefinição da linguagem da dança contemporânea. O projeto durou oito anos e mistura ensaios e sequências de dança impressionantes.

Sessões: 17h30min


SALA NORBERTO LUBISCO

MARGUERITE & JULIEN - UM AMOR PROIBIDO (Marguerite & Julien - França, 105min, 2017). De Valérie Donzelli, com Anaïs Demoustier, Jérémie Elkaïm. Mares Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: A trama mistura elementos antigos e contemporâneos para abordar um amor proibido, no melhor estilo “Romeu e Julieta”. Marguerite e Julien são irmãos e praticamente apaixonados um pelo outro. Na infância, seu pai, o senhor de Tourlainville, resolve separá-los para evitar o pior. Mas nem mesmo o passar dos anos consegue apagar o que existe entre os dois.

Sessões: 15h

TRAVESSIA (Brasil, 90min, 2017). Direção de João Gabriel, com Chico Diaz, Caio Castro, Camilla Camargo. O2 Play Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: Roberto é pai de Julio e ambos vivem dias difíceis por causa da morte da mãe. O relacionamento entre os dois, que já era complicado, se torna cada vez mais distante. Enquanto Roberto busca alento na bebida, Julio se envolve com o tráfico de drogas. Mas um atropelamento inesperado vai mudar a vida de pai e filho. O filme foi o vencedor do 10º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro.

Sessões: 17h

COMO VOCÊ É (As You Are - EUA, 2016, 100min). Direção de Miles Joris-Peyrafitte, com Owen Campbell, Charlie Heaton, Amandla Stenberg. Supo Mungam Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: Os conflitos do universo adolescente são a tônica da trama, ambientada nos anos 1990 em uma cidade suburbana dos Estados Unidos. Jack é um jovem solitário que vive com a mãe, mas tudo muda no dia em que ela se casa com um novo namorado, que também tem um filho adolescente. Apesar de terem temperamentos opostos, Jack e Mark se entendem bem e formam um trio com Sarah, uma garota do bairro. Eles se tornam inseparáveis até o dia em que alguns segredos vem à tona.

Sessões: 19h


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 12,00 (R$ 6,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 14,00 (R$ 7,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

CLIENTES DO BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES.

ESTUDANTES DEVEM APRESENTAR CARTEIRA DE IDENTIDADE ESTUDANTIL. OUTROS CASOS: CONFORME LEI FEDERAL Nº 12.933/2013.

A MEIA-ENTRADA NÃO É VÁLIDA EM FESTIVAIS, MOSTRAS E PROJETOS QUE TENHAM INGRESSO PROMOCIONAL. OS DESCONTOS NÃO SÃO CUMULATIVOS.

Cinemateca Paulo Amorim

Rua dos Andradas, 736 - Porto Alegre RS

Fone (51) 3226-5787


Fonte: Programação e divulgação da Cinemateca Paulo Amorim, através de Mônica Kanitz.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Philos exibe “Hitchcock e Truffaut” no Estação NET Botafogo.


Segunda edição da Sessão Philos, dia 18, convida os especialistas Dodô Azevedo e Carla Meneghini


No dia 18, o Philos, canal on demand da Globosat, promove mais um encontro com exibição de documentário do acervo, às 21h, seguida de conversa com convidados especiais, no Circuito Estação NET de Cinema. A segunda edição da Sessão Philos, no Estação NET Botafogo, apresenta o documentário “Hitchcock e Truffaut”, com entrevistas dos renomados cineastas no estúdio da Universal, em 1962. Foram convidados o DJ e também cineasta Dodô Azevedo e a jornalista Carla Meneghini para falar sobre a trajetória do mestre do suspense Alfred Hitchcock e François Truffaut, um dos fundadores da Nouvelle Vague – movimento artístico que revolucionou a forma de produzir filmes.

Os interessados devem retirar o ingresso na bilheteria, uma hora antes de cada sessão. A entrada é gratuita e a sala está sujeita à lotação do espaço. As próximas edições acontecem em maio e junho. Confira a programação:

Programação

18 de abril

Hitchcock e Truffaut

Convidados: Cineasta Dodô Azevedo e jornalista Carla Meneghini

Local: Estação NET Botafogo

Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 88 - Botafogo

16 de maio

Bansky ocupa Nova York

Convidados: Pesquisador Marco Antonio Teobaldo e o coletivo Nata Família

Local: Estação NET Rio

Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo

Sinopse: O filme apresenta “31 obras de arte em 31 dias”, trabalho realizado pelo britânico Banksy em Nova York, que usa sua arte para tratar temas polêmicos como a guerra do Iraque e a hipocrisia da arte moderna.

20 de junho

A Vida e Obra de Frida Kahlo I

Convidada: Vanessa de Oliveira, mestre em teatro pela UNIRIO

Local: Estação NET Ipanema

Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 605 - Ipanema

Sinopse: Com direção de Amy Stechler, a produção explora a trajetória da artista emblemática da cultura mexicana, Frida Kahlo, considerada uma mulher à frente de seu tempo e um dos grandes nomes do feminismo por sua postura revolucionária, movida por suas dores e paixões, que inovou o mundo da arte.


Sobre o Philos

Criado pela Globosat, o Philos não é um canal tradicional. Com um vasto acervo que reúne os melhores documentários e espetáculos inesquecíveis, Philos está disponível no modelo de subscription video on demand (SVOD), em que o espectador escolhe o momento e o conteúdo que deseja assistir, quantas vezes quiser, por meio de uma assinatura. Com produções de altíssima qualidade, Philos reúne documentários sobre arte, ciência, história, atualidades, música, povos e culturas; debates e entrevistas; e espetáculos de dança e música – tudo em alta definição (HD).


Fonte: Agência Approach, através de Marina Mendes.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Crítica: Fragmentado, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Acompanhamos a história de Kevin (James McAvoy, espetacular), um rapaz atormentado, que decide sequestrar a jovem Casey Cooke (Anya Taylor-Joy, do filme A Bruxa) e suas duas amigas num estacionamento. Quando acordam, elas se encontram numa espécie de porão, onde há somente uma porta. Para piorar, Kevin possui 23 personalidades diferentes, das quais comandam o seu corpo e correndo o sério risco de haver uma 24ª ainda desconhecida e muito perigosa.

Após a apresentação dos personagens, Shyamalan não tem pressa em nos dizer o que realmente está acontecendo na tela, mas sim usando charadas através da sua câmera e criando assim inúmeras possibilidades sobre o que realmente está acontecendo na história. Só começamos a ter uma base da situação quando conhecemos, não só as outras personalidades de Kevin, como também a outra peça-chave desse tabuleiro, que é a psiquiatra Karen Fletche (Betty Buckley, do clássico Carrie: A Estranha), que cuida de Kevin, mas o analisa não só para ajudá-lo, como também para estudar os significados da mente humana e seus mistérios. Mais do que um filme de suspense, Shyamalan cria um verdadeiro mosaico de significados e teorias sobre a mente do ser humano e fazendo a gente se perguntar até onde ela começa, e quando ela termina. Tanto o sequestrador, quanto a sequestrada são vitimas de abusos desde cedo, mas tendo consequências distintas se comparado ambos os casos.

James McAvoy nos brinda aqui com o melhor desempenho de toda a sua carreira, pois a sua interpretação é tão intensa e assombrosa que, por um momento, acreditamos que ele está trocando realmente de personalidade em cena. Sabendo do potencial que tem em mãos, Shyamalan não desgruda a câmera do rosto do ator e captando todas as mudanças faciais no momento da transição de uma personalidade para a outra do personagem: o plano-sequência em que Kevin se encontra em uma sessão com a psiquiatra e ocorrendo então a mudança de personalidade é desde já um dos melhores momentos do filme. Embora não seja um falso documentário, assim como foi apresentado no filme A Visita, Shyamalan pegou gosto em focar os rostos dos protagonistas durante vários minutos e registrando cada momento de mudança de comportamento deles. Embora o personagem de McAvoy seja o foco principal neste quesito, a veterana atriz Betty Buckley não fica muito atrás, já que o cineasta registra toda a ambiguidade da qual a sua personagem transmite para nós e fazendo a gente se perguntar quais os motivos dela querer ajudar Kevin a fundo, mesmo correndo sério risco de vida. As sequências de ambos em cena é sempre um deleite, não só pelo fato do extraordinário desempenho McAvoy, mas também pelo fato de Betty Buckley não ficar muito atrás no domínio de cena.

Fragmentado, não só é um dos melhores filmes de M. Night Shyamalan, como também é uma aula de como se deve ser feito os filmes atualmente, já que muitos são lançados com grandes expectativas, mas a maioria ficando sempre só na promessa.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

domingo, 9 de abril de 2017

Crítica: Era o Hotel Cambridge, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Dirigido pela cineasta Eliane Caffé (Narradores de Javé), a trama retrata o dia a dia do movimento FLM (Frente de Luta pela Moradia) que ajuda abrigar um grupo sem teto e refugiados de outros países num velho edifício abandonado. Além de assistirmos o dia a dia de alguns personagens que moram na ocupação, acompanhamos também a aflição de muitos, pois eles receberam a noticia que precisam se retirar do local por ordem do governo. Segue então a união e luta dessas pessoas perante o inevitável e tentando de todas as formas não cederem perante a opressão. Uma vez apresentado o cenário dos eventos que irão acontecer no decorrer do filme, a câmera de Caffé segue andando pelos corredores do prédio, como uma espécie de registro documental e para então termos a chance de fazermos uma analise sobre o que acontece nessa ocupação. Uma vez que os moradores reais dividem espaço com atores em cena, se apresenta então inúmeras subtramas, mas das quais cada um passa uma verossimilhança convidativa e da qual a gente se identifica com ela, mesmo para aqueles que nunca tenham passado numa situação parecida. Nada é forçado, mas sim convidativo, como se a câmera de Caffé fosse os nossos olhos, para então adentrarmos todos juntos nesse mundo pouco explorado pelos principais meios de comunicação.

No elenco, José Dumont, Suely Franco e Paulo Américo estão ótimos em seus respectivos papeis, bem como os amadores saídos de oficinas com moradores, como Carmem Lucia, líder do MSTC, sendo ela mesma na trama. Aliás, Lucia é que realmente rouba a cena do filme, pois ela é a principal voz da daquela comunidade, da qual necessita de uma força para seguirem em frente e não desistir perante os obstáculos que virão a seguir. É de se impressionar, por exemplo, a cena em que ela conduz inúmeros moradores para o prédio antes da policia chegar, sendo uma sequência na qual ficamos nos perguntando se ela é fictícia ou verídica, já que não é muito diferente do que ela já enfrentou em sua cruzada, em defesa dessas pessoas.

O ato final nos reserva pura tensão, já que ele começa com um determinado personagem principal lendo os comentários intolerantes pela internet contra as ocupações, para logo depois testemunharmos a policia de São Paulo armada até os dentes e indo contra os moradores. O filme não poupa críticas contra o sistema, no qual cada vez mais se vende ao mundo capitalista e fazendo do socialista uma espécie de inimigo número um do estado. Devido a isso, temos cenas aterradoras de policiais disparando bombas de gás contra pessoas desarmadas. Essa sequência é desde já o ápice do filme, já que ela é uma síntese da imagem da força policial opressora, na qual é comandada pelo estado da direita atual.

Com cenas finais esperançosas, nas quais mostram as bandeiras do movimento FLM nos inúmeros prédios ocupados na cidade de São Paulo, Era o Hotel Cambridge é um filme sobre a resistência do Brasil de hoje.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Documentário 'Central' Entra na Segunda Semana de Exibição nos Cinemas.


Além de Porto Alegre e Caxias do Sul, o filme entra em cartaz em Santa Cruz do Sul. São Paulo e Rio de Janeiro seguem na programação


Com grande repercussão na mídia local e nacional, o documentário, que revela de dentro das celas a realidade nua e crua do pior presídio do Brasil e também da América Latina - o Presídio Central -, segue em cartaz nas principais cidades do país. Com sessões lotadas em Porto Alegre e com grande aceitação por parte do público nas demais cidades, o filme, dirigido por Tatiana Sager e com codireção de Renato Dornelles, é unanimidade entre os críticos como um documentário impactante que revela com qualidade a dimensão das disputas de poder entre as facções dentro da cadeia e a realidade de superlotação e vulnerabilidade social em que são submetidos os detentos. Para muitos jornalistas e para o público em geral, Central é um filme necessário para entender o caos do sistema carcerário no Brasil e a onda de violência e criminalidade das principais cidades brasileiras.

O documentário traz à tona, além da narrativa vista sob a ótica dos diretores, o olhar dos próprios presos sobre a realidade em que vivem. Com câmeras nas mãos, os presos captaram imagens diretamente nas galerias, onde nem mesmo a polícia tem acesso. O filme mostra a vida como ela é dentro de celas superlotadas, sem higiene e com uso liberado de todos os tipos de drogas.

Tatiana Sager, jornalista e fotógrafa há mais de 20 anos, permaneceu durante 70 dias dentro do Presídio Central de Porto Alegre, após uma negociação tensa com os apenados, e registrou o cotidiano por trás das grades e testemunhou o sistema de organização dos presos, que hoje vivem divididos em galerias por conta da superlotação da cadeia. Para mostrar as cenas do interior do Central, em especial as registradas pelos próprios detentos, Sager cumpriu uma negociação de três anos com autoridades, advogados e os chamados 'plantões' das galerias, presos que possuem um status de prefeito e que comandam tudo o que pode ser feito pelos apenados de cada facção.

O documentário é inspirado no livro Falange Gaúcha - a história do Crime Organizado no RS, de Dornelles, que aborda a dimensão das disputas de poder entre as facções, os conceitos de violência simbólica e econômica, segregação e vulnerabilidade social e, ao mesmo tempo, os conceitos de vingança privada, universidade do crime e o senso comum, expresso no ditado popular “bandido bom é bandido morto!”. O filme também dialoga sobre a questão da segurança pública, um dos principais temas em debate no país. Entender a lógica do encarceramento em massa é mergulhar na história de um Brasil pouco conhecido, em que o Estado atua na contramão da própria reconquista da liberdade e ressocialização dos cidadãos infratores.

A partir de depoimentos de policiais militares, autoridades, como o juiz Sidinei Brzuska, da Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre, o promotor de Justiça Gilmar Bortolotto, e o sociólogo Marcos Rolim, familiares e presos, o filme também desnuda as diversas faces de uma mesma história, procurando expressar a autenticidade de um mundo que corre à margem, mas que está absolutamente integrado à nossa estrutura social.


Premiações

O documentário recebeu os prêmios de Melhor Documentário de Língua Portuguesa no FESTin - Portugal (2016), de Melhor Documentário no 33° Prêmio Nacional dos Direitos Humanos de Jornalismo (2016) e de Finalização FAC-RS (2014). Além de ter participado da seleção oficial do Florianópolis Audiovisual do Mercosul (FAM), em Santa Catariana (2016), e do DocMontevideo, no Uruguai (2016), da Mostra Panorama do Festival Visões Periféricas, no Rio de Janeiro (2016) e da Mostra Gaúcha do Festival de Cinema de Gramado, no RS (2016).


Críticas

DAVID COIMBRA | JORNALISTA RBS

“Eu acho que talvez esse seja o filme mais importante que tenha sido feito no Rio Grande do Sul em todos os tempos.”

JUAREZ FONSECA | JORNALISTA E CRÍTICO CULTURAL

"O filme é um claro aviso de que estamos chegando a um ponto de não-retorno se alguma atitude não for tomada com urgência pelas autoridades."

MARCELO JANOT | O GLOBO

"Os presídios brasileiros se assemelham a masmorras medievais onde o principal objetivo é a punição e a vingança, se transformando em fábricas de bandidos."

CACO BARCELLOS | JORNALISTA

“O filme é um documento histórico. Algum dia, lá no futuro, as novas gerações não vão acreditar que isso possa ter ocorrido em um país chamado Brasil.”


Ficha técnica

Direção: Tatiana Sager

Codireção: Renato Dornelles

Produção: Beto Rodrigues e Tatiana Sager

Produção Executiva: Beto Rodrigues e Raquel Sager

Roteiro: Tatiana Sager, Renato Dornelles e Luca Alverdi

Direção de Fotografia: Pedro Rocha

Trilha Sonora Original: Everton Rodrigues

Montagem: Luca Alverdi e Ricardo Zauza

Desenho de Som e Mixagem: André Sittoni

Idade Indicativa: 14 anos


Trailer



Fonte: Paola Rodrigues - Distribuição | Panda Filmes.

Crítica: Eu te Levo, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Em sua estreia como diretor, o roteirista Marcelo Müller nos apresenta a história de Rogério (Anderson Di Rizzi), rapaz que não sabe ao certo o que quer da vida e, devido a isso, continua morando na casa dos seus pais. A situação piora quando o seu pai vem a falecer e se vê obrigado a ter que cuidar dos negócios e ter que tomar decisões difíceis daqui para frente. Seu sonho na realidade é ser bombeiro, mas para conseguir realizar o tal feito, Rogério se vê obrigado a passar por provas nas quais testam o seu próprio caráter.

Embora seja uma ficção, se percebe que estamos diante de uma história realista, na qual qualquer um se identifica facilmente com ela, principalmente para aqueles que passaram do período de transição para criar o seu próprio caminho, ou que até mesmo não conseguiu esse tal feito. Com uma bela fotografia em preto e branco, o clima das passagens da história sintetiza o conflito interno do protagonista, que se vê querendo realizar os seus sonhos, mas também tendo a preocupação em não desapontar a sua mãe. Ao mesmo tempo, se percebe que o protagonista é um observador, do qual sempre encontra uma situação da qual se identifique, como no caso ao lado de seus amigos e fazendo com que ele se torne um ouvinte, ou até mesmo um ombro amigo que clama também por auxílio.

O filme também abre espaço, sobre o papel de servir e proteger atualmente em território brasileiro. Rogério deseja ser bombeiro, mas precisa ser PM ao mesmo tempo e tendo que ter a consciência de que pode acabar matando o seu semelhante em uma ação. A trama então escancara o lado feio da formação daqueles que desejam fazer a diferença a serviço de um bem maior, mas que se vê obrigado a ter que sujar as mãos, até mesmo numa simples entrevista e fingir ser algo que não se encontra dentro de si. Anderson Di Rizzi carrega então todo o filme nas costas, ao conseguir o feito de transmitir através do seu papel todo o conflito e angustia na qual Rogério se encontra.

Com um final em aberto, Eu te Levo é um pequeno filme, mas que tem muito a dizer sobre o Brasil de hoje, cuja geração atual se encontra no momento em uma estrada sem rumo.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Crítica: SILÊNCIO, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


No século 17, dois padres jesuítas, Rodrigues (Andrew Garfield) e Garupe (Adam Driver) vão ao Japão para saber do paradeiro do seu professor e padre Ferreira (Liam Neeson) que não havia mais dado noticias, após o envio de uma reveladora carta. Ao chegarem à terra do sol nascente, Rodrigues e Garupe dão de encontro com uma sociedade dividida, onde japoneses a serviço do governo capturam e torturam outros japoneses, que aderiram ao cristianismo. Aos poucos, ambos os padres irão adentrar em situações das quais irão testar a sua própria fé.

Silêncio, já é um projeto bastante antigo de Scorsese, mas que somente ganhou a luz à pouco tempo, graças ao fato do Diretor ter, já um bom tempo, carta branca vinda de inúmeros estúdios, pois não é fácil levar para ao cinema uma trama que toca num imenso vespeiro. Para começar, não espere ver os padres como os verdadeiros heróis da trama, mas tão pouco os japoneses que não aceitam a fé cristã, pois o debate aqui vai muito mais a fundo, afinal, quem está realmente certo, com relação ao que acredita?

Infelizmente o homem se apegou a imagem e regras criadas pela igreja, de uma forma tão forte, que parece até impossível a pessoa se reprogramar para ter um pensamento mais aberto, em relação ao mundo no qual vive. Scorsese então mostra de uma forma nua e crua que, o embate de pensamentos distintos sempre irá causar dor e morte, pois jamais será fácil mudar o que se pregou ao longo dos séculos.

Os jovens padres Rodrigues e Garupe vão ao oriente tendo a certeza com relação no que acreditar, mas os horrores que presenciam fazem com que se perguntem se estão no caminho certo, pois ambos não escutam nada vindo do próprio Deus. O título silêncio, por exemplo, vem do fato da possibilidade de não haver nada além do que nós mesmos dizemos ao rezarmos, pedindo ajuda a Deus, pois o que resta fica sendo somente a nossa força de vontade e a crença que, por vezes, nos cega fortemente. Não significa que o filme queira nos dizer para sermos descrentes, mas sim nos fazer perguntar a nós mesmos, quem está certo ou errado nessa história?

Podemos nos horrorizar pela forma brutal, que os japoneses usam para esmagar o cristianismo no decorrer do filme, mas ao mesmo tempo, nos faz a gente se dar conta que isso é um caso em muitos, provocado pela persistência da igreja em querer doutrinar pessoas de povos tão distintos. Uma coisa é crer e pregar a paz, mas outra é radicalizar e provocar uma onda de mortes, destruição em massa e das quais, infelizmente, se prolonga até hoje.

Com esse pensamento, eu creio que Silêncio talvez venha a ser um filme que irá gerar inúmeros debates no decorrer do tempo, mas que, infelizmente, não serão todos os crentes desse mundo que irão conseguir apreciá-lo como um todo.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

‘Meus 15 Anos’ Ganha Primeiro Teaser com Muita Cantoria.


‘Meus 15 Anos’ ganha primeiro teaser com muita cantoria- Crédito: Stella Carvalho


LONGA PROTAGONIZADO PELA ATRIZ LARISSA MANOELA TEM ESTREIA NOS CINEMAS AGENDADA PARA JUNHO


Protagonista de “Meus 15 Anos”, longa-metragem baseado no livro homônimo da escritora Luiza Trigo, com estreia nacional agendada para 22 de junho, a atriz Larissa Manoela estrela o primeiro vídeo teaser do filme, que acaba de ser revelado.

Com distribuição Paris Filmes e Downtown Filmes, produção Paris Entretenimento, roteiro de Mirna Nogueira, Luiza Trigo, Clara Deák, e coprodução Televisa e SBT, a ficção dirigida por Caroline Fioratti aborda os conflitos na adolescência a partir da rotina de Bia (Larissa Manoela), personagem estudiosa, que mora com o amoroso pai (Rafael Infante), e se sente um pouco deslocada na escola. No material recém-revelado, a timidez da personagem é destacada em diferentes momentos, ao som de “Meu Pacto”, composição original de Fábio Goes feita especialmente para o filme.

O longa conta com participação especial da cantora Anitta e da atriz Lorena Queiroz e ainda reúne no elenco os jovens atores Daniel Botelho, Bruno Peixoto, Victor Meyniel, Clara Caldas, Bruna Tatar, Pyong Lee, Heslaine Vieira, Polly Marinho, Rafael Awi, entre outros.

Em “Meus 15 Anos” Bia é uma jovem de 14 anos que vive com seu pai, Edu, e tem um único amigo para apoiá-la, Bruno (Daniel Botelho). Juntos, os amigos têm uma parceria que ultrapassa os muros da escola: a música. Sem outras amizades e se sentindo fora das panelinhas do colégio, Bia se vê desestabilizada quando descobre que ganhou uma festa de debutante e terá que convidar um significativo número de pessoas para o evento. No fundo dessa história que retrata a adolescência e seus dilemas, questões familiares e condutas sociais são exploradas.


Sinopse

Bia é uma menina insegura. Ela tem gostos diferentes das meninas da sua idade: curte tocar ukulele, jogar videogame, ir ao cinema com o pai e, ainda - mas não menos importante - nunca beijou ninguém. Nesse sentido, Bia foi se escondendo, tornando-se praticamente invisível. Seus únicos amigos são seu pai Edu, que faz de tudo para que a filha sinta-se à vontade com seu jeito diferente, Bruno, colega de sala e parceiro de composições musicais e seu gato Farofa. Tudo isso vai mudar quando Edu inscreve Bia num concurso e ela ganha uma festa de quinze anos com direito a buffet, vestido, valsa, e um show exclusivo da cantora Anitta. Bia irá se tornar a garota mais popular da escola da noite para o dia, despertando inveja e criando inimizades. Agora Bia vai passar por uma jornada de transformação sob os olhares da turma toda, inclusive de Thiago, o cobiçado galã da escola por quem ela sempre foi apaixonada. Mas será que é isso mesmo que ela quer?


Estrelado por Larissa Manoela, a Maria Joaquina de “Carrossel” e grande elenco de novos talentos, Meus 15 Anos apresenta temáticas muito comuns aos pré-adolescentes, como primeiro beijo, aceitação de diferenças, popularidade e autoconfiança.


Ficha técnica

Direção: Caroline Fioratti

Elenco: Larissa Manoela, Rafael Infante, Daniel Botelho, Bruno Peixoto, Victor Meyniel Clara Caldas, Bruna Tatar, Pyong Lee, Heslaine Vieira, Rafael Awi, Polly Marinho

Participação especial: Anitta

Roteiro: Mirna Nogueira, Luiza Trigo, Clara Deák

Produtores: Sandi Adamiu, Marcio Fraccaroli, André Fraccaroli

Produtores executivos: Renata Rezende, Jatir Eiró

Produção: Paris Entretenimento

Coprodução: Televisa e SBT

Distribuição: Paris Filmes e Downtown Filmes


Teaser



Fonte: Maria Inez Aranha | Coordenadora de Comunicação da Paris Filmes.

Programação ‘Cinemateca Paulo Amorim – Espaço Banrisul de Cinema’.




CINEMATECA PAULO AMORIM – ESPAÇO BANRISUL DE CINEMA, PROGRAMAÇÃO DE 6 A 12 DE ABRIL DE 2017

SEGUNDA-FEIRA NÃO HÁ SESSÕES


SALA PAULO AMORIM

FATIMA (Fatima - França, 2017, 80min). Direção de Philippe Faucon, com Soria Zeroual, Zita Hanrot, Kenza Noah Aïche. Imovision, 12 anos. Drama.

Sinopse: Fatima mora na França e cria sozinha suas duas filhas: Souad, de 15 anos, e Nesrine, de 18. Nascida na Argélia, Fatima fala muito mal o francês, condição que só lhe permite trabalhar como faxineira. Isso também dificulta a sua relação com as filhas, que fazem o possível para se integrar à sociedade onde vivem. O longa traz um olhar sensível sobre a condição feminina e a questão dos imigrantes na Europa.

Sessões: 15h30min


PARAÍSO (Ray – Rússia/Alemanha, 2016, 130min). Direção de Andreï Konchalovsky, com Yuliya Vysotskaya e Philippe Duquesne. Mares Filmes, 14 anos. Drama.

Sinopse: O longa tem como pano de fundo a perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. É neste ambiente trágico que se cruzam os destinos dos três protagonistas, todos apresentados como se estivessem em um depoimento: Olga, uma condessa russa exilada na França; Jules, um policial francês que colabora com os alemães; e Helmut, um oficial nazista. Vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Veneza, o longa foi um dos nove finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro, representando a Rússia.

Sessões: 17h10min


SOUVENIR (Souvenir - França, 2017, 90min). Direção de Bavo Defurne, com Isabelle Huppert, Kévin Azaïs, Johan Leysen. Pandora Filmes, 14 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Liliane tem um emprego rotineiro em uma fábrica de alimentos. Mas Jean, um novo funcionário, descobre o seu segredo: ela já foi uma cantora famosa chamada Laura, revelada em um concurso de música muito popular nos anos 1970. Laura era a mulher dos sonhos de muita gente e o jovem fã vai fazer de tudo para que ela volte aos palcos.

Sessões: 19h30min


SALA EDUARDO HIRTZ

ESTREIA: GAGA - O AMOR PELA DANÇA (Mr. Gaga - Israel-Alemanha-Holanda, 2017, 100min). Documentário de Tomer Heymann. Vitrine Filmes, Livre.

Sinopse: Ohad Naharin, mais conhecido como Mr. Gaga, é diretor artístico da Batsheva Dance Company. O filme mergulha no processo criativo do artista de 60 anos, considerado um dos coreógrafos mais importantes do mundo e responsável pela redefinição da linguagem da dança contemporânea. O projeto durou oito anos e mistura ensaios e sequências de dança impressionantes.

Sessões: 15h e 19h


EU NÃO SOU SEU NEGRO (I Am Not Your Negro - EUA/França/Bélgica, 2016, 95min). Documentário de Raoul Peck, com Samuel Jackson. Imovision, 12 anos.

Sinopse: Indicado ao Oscar de melhor documentário, o filme parte de escritos deixados por James Baldwin para refletir sobre momentos cruciais do racismo e intolerância nos Estados Unidos, incluindo os assassinatos de Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Jr., os três principais líderes negros da década de 60 nos Estados Unidos. O longa combina imagens jornalística da época e atuais, entrevistas de Baldwin e a narração de Samuel L. Jackson.

Sessões: 17h


SALA NORBERTO LUBISCO

HIROSHIMA MEU AMOR (Hiroshima Mon Amoru – França/Japão, 1959, 95min). Direção de Alain Resnais, com Emmanuelle Riva e Eiji Okada. Zeta Filmes, 18 anos. Drama.

Sinopse: O primeiro longa-metragem do diretor francês Alain Resnais se tornou um clássico do cinema e um marco da Nouvelle Vague. A história acompanha o breve romance entre uma atriz francesa e um arquiteto japonês enquanto ela roda um filme em Hiroshima. Fazendo uso inovador do flashback, o longa destaca as memórias sofridas da mulher, que anos antes viveu um amor proibido com um soldado alemão. O filme volta às telas em cópia restaurada pelo selo clássica, da Zeta Filmes.

Sessões: 15h15min


IRMÃ (Little Sister - Estados Unidos, 95min, 2016). Direção de Zach Clark, com Addison Timlin, Ally Sheedy, Keith Poulson. Supo Mungam Filmes, 14 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Colleen já foi uma jovem gótica, mas decidiu abandonar a família e seus antigos hábitos para se tornar freira. Ela precisa reconsiderar suas certezas quando recebe um e-mail da mãe, contando que seu irmão voltou da guerra do Iraque e tem sequelas no corpo. Além de rever o irmão, este reencontro de Collen com o passado será determinante em vários outros aspectos.

Sessões: 17h15min


TRAVESSIA (Brasil, 90min, 2017). Direção de João Gabriel, com Chico Diaz, Caio Castro, Camilla Camargo. O2 Play Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: Roberto é pai de Julio e ambos vivem dias difíceis por causa da morte da mãe. O relacionamento entre os dois, que já era complicado, se torna cada vez mais distante. Enquanto Roberto busca escape na bebida, Julio se envolve com o tráfico de drogas. Mas um atropelamento inesperado vai mudar a vida de pai e filho. O filme foi o vencedor do 10º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro.

Sessões: 19h


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 12,00 (R$ 6,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 14,00 (R$ 7,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

CLIENTES DO BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES.

ESTUDANTES DEVEM APRESENTAR CARTEIRA DE IDENTIDADE ESTUDANTIL. OUTROS CASOS: CONFORME LEI FEDERAL Nº 12.933/2013.

A MEIA-ENTRADA NÃO É VÁLIDA EM FESTIVAIS, MOSTRAS E PROJETOS QUE TENHAM INGRESSO PROMOCIONAL. OS DESCONTOS NÃO SÃO CUMULATIVOS.

Cinemateca Paulo Amorim

Rua dos Andradas, 736 - Porto Alegre RS

Fone (51) 3226-5787


Fonte: Programação e divulgação da Cinemateca Paulo Amorim, através de Mônica Kanitz.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Cris Lopes em ‘Vida de Atriz’ Revela Curiosidades dos Bastidores.


Cris Lopes em "Vida de Atriz" revela curiosidades dos bastidores da tv e do cinema


"Cris conta detalhes: desde conhecer Silvio Santos quando criança e aparecer pela primeira vez na tv, até sua atuação internacional no cinema"


A atriz de cinema Cris Lopes gravou o quadro "Vida de Atriz" revelando curiosidades dos bastidores da tv brasileira e do cinema no exterior: temporadas europeias na França e na Inglaterra onde filmou; estrelou longa canadense em 2016; este ano vai protagonizar longa-metragem argentino e em breve estreia em longa nacional, como delegada.

Cris Lopes atuou na tv aberta no Brasil no Seriado Vila Maluca veiculado e produzido pela Rede Tv (estilo Chaves brasileiro) vivendo a romântica Xuxu que se destacou na audiência com o público jovem na segunda temporada da série em 2005/2006 (150 episódios) e apresentou programas de entrevistas tanto na tv a cabo, como na Band 21 e também atuou no SBT e na Rede Record (2015).

Cris conta detalhes, desde conhecer o Silvio Santos quando criança e aparecer pela primeira vez na tv até sua atuação internacional no cinema em outros idiomas, nesta entrevista para o canal Agenda do Produtor e dá dicas aos interessados na vida artística em atuar na tv e no cinema.


Vídeo



Fonte: Assessoria de Imprensa da atriz internacional de cinema Cris Lopes.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

‘A Autópsia’ Ganha Pôster Nacional.


DISTRIBUÍDO PELA DIAMOND FILMS, LONGA-METRAGEM ESTREIA DIA 4 DE MAIO NOS CINEMAS


“A Autópsia”, filme de terror dirigido por André Øvredal (O Caçador de Troll), ganha cartaz nacional com destaque para a personagem de Olwen Catherine Kelly (Darkness on the Edge of Town). Brian Cox (“Coração Valente”), Emile Hirsch (“Na Natureza Selvagem”) e Michael McElhatton (série “Game of Thrones”) fazem parte do elenco.

Na trama, Tommy Tilden (Cox), um experiente médico legista, e seu filho, Austin Tilden (Hirsch), são responsáveis por comandar um necrotério e crematório na Virgínia. Quando o xerife local (McElhatton) traz uma emergência - o corpo de uma desconhecida que foi encontrado no porão de uma casa onde houve um múltiplo homicídio - tudo aparenta ser um caso simples de ser resolvido. Mas, à medida que eles fazem a autópsia, revelações assustadoras e uma força sombria tomam conta do local, colocando a vida dos dois em perigo.

Com roteiro de Ian B. Goldberg e Richard Naing, o longa-metragem conta também com os atores Ophelia Lovibond (“(Des)Encontro Perfeito”) e Jane Perry (“O Mestre dos Gênios). Distribuído pela Diamond Films, o filme chega aos cinemas brasileiros em 4 de maio de 2017.


SOBRE A DIAMOND FILMS

A Diamond Films é uma distribuidora de cinema fundada em 2010, que se destaca por distribuir os melhores filmes independentes da indústria cinematográfica. Atualmente, a empresa atua em sete países da América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México. No ano de 2016, começou a atuar no mercado europeu, por meio da sua filial na Espanha. No Brasil desde 2013, a Diamond Films distribuiu títulos como 'Os Oito Odiados'; 'Lion - Uma Jornada para Casa' e ‘Moonlight - Sob a Luz do Luar'. 'Valerian e a Cidade dos Mil Planetas', do diretor Luc Besson, é o grande lançamento da distribuidora para 2017.


Fonte: Assessoria de Imprensa Agência Febre, através de Mayara Marjorye e Kátia Carneiro.

domingo, 2 de abril de 2017

Em Lançamento Mundial ‘A Múmia’ Ganha Novo Trailer.




EM LANÇAMENTO MUNDIAL, “A MÚMIA” GANHA NOVO TRAILER DEDICADO AO LADO OBSCURO DA FIGURA MILENAR


Protagonizada por Tom Cruise e Sofia Boutella, produção chega aos cinemas em 8 de junho com distribuição da Universal Pictures


Tom Cruise e Sofia Boutella estrelam a nova versão cinematográfica da lenda que tem fascinado culturas pelo mundo todo desde o início de nossa civilização: “A Múmia” (The Mummy). Com direção de Alex Kurtzman e produção de Chris Morgan, o filme acaba de ganhar novo trailer – já com legendas em português.

Trailer


Além da prévia, a Universal também divulga o novo cartaz teaser da produção, que estampa o rosto da atriz Sofia Boutella como a Múmia. Na história, a atriz interpreta uma antiga princesa cujo destino foi injustamente tirado dela. Sepultada em uma cripta abaixo do deserto, ela despertará nos dias atuais e desafiará a compreensão humana com sua malevolência e terror.

Das deslumbrantes areias do Oriente Médio até labirintos escondidos sob a Londres de hoje, “A Múmia” traz um equilíbrio entre maravilhas e emoções. Desperta no público o imaginário e introduz um novo mundo de deuses e monstros para o cinema. No elenco, além de Tom Cruise e Sofia Boutella, estão Russell Crowe, Annabelle Wallis, Jake Johnson e Courtney B. Vance.

A equipe criativa dessa ação-aventura é liderada pelo diretor Alex Kurtzman e o produtor Chris Morgan, que têm sido fundamentais no crescimento de algumas das maiores franquias dos últimos anos – com Kurtzman escrevendo e produzindo filmes das séries Transformers, Star Trek e Missão Impossível -, e Morgan como o engenheiro de narrativa de Velozes e Furiosos, que teve um crescimento explosivo de seu terceiro capítulo em diante. A estreia está marcada para 8 de junho de 2017.


Fonte: Jéssica Quinalha – Publicity Coordinator da Universal Pictures.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Resultado do sorteio do 2º livro ‘Jardins Da Lua’ de Steven Erikson, Editora Arqueiro – Dia 30 de março.




Parabéns! Nicole Gonçalves dos Santos, vencedora do sorteio do livro ‘Jardins Da Lua’ de Steven Erikson.


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Resultado do sorteio do 1º livro ‘Jardins Da Lua’ de Steven Erikson, Editora Arqueiro – Dia 30 de março.




Parabéns! Érika Fernanda Rufo, vencedora do sorteio do livro ‘Jardins Da Lua’ de Steven Erikson.


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Sueca Ellen Tejle Vem a Santos Na Quinta-Feira Dia 06 de Abril.


Sueca Ellen Tejle vem a Santos na quinta-feira (06/04) para compartilhar sua experiência na luta pela igualdade de gênero no audiovisual


Com realização do Coletivo Vermelha e Mulheres do Audiovisual BRASIL, em parceria com Instituto Querô, evento acontece às 19h, na Unimonte


O Coletivo Vermelha e o Instituto Querô, em parceria com as Mulheres do Audiovisual BRASIL realizam na quinta-feira (06/04), uma palestra com a sueca Ellen Tejle sobre igualdade de gênero no audiovisual, racismo e sexismo. Ellen estará no Seminário Internacional sobre a Representatividade da Mulher no Audiovisual (dia 30 de março no Rio de Janeiro) e em seguida dá continuidade ao debate em Santos, em um bate-papo aberto ao público, na Universidade Monte Serrat - Unimonte, das 19h às 21 horas.

Essa é a segunda vez que Ellen vem ao Brasil para compartilhar sua experiência na luta pela igualdade de gênero no audiovisual e como a Suécia diminuiu a desigualdade, conseguindo com que 50% dos filmes financiados pelo Swedish Film Institute fossem dirigidos por mulheres.

Ellen Tejle é programadora e diretora da sala Bio Rio, em Estocolmo. É também promotora do selo Bechdel, que mede a presença feminina nos filmes, além de criadora da campanha A-rating, que classifica filmes de acordo com a representatividade feminina de seu conteúdo.

A palestra será feita em inglês com tradução consecutiva para o português. O evento também tem apoio da Unimonte e Prefeitura de Santos.


Os números da desigualdade

Em 2015, somente 38% dos filmes suecos foram dirigidos por mulheres. No Brasil, segundo dados da Ancine, somente 19% das obras registradas em 2015 foram dirigidas por mulheres.

Tratando-se de igualdade racial, o estudo da University of Southern Califórnia, analisou os filmes mais populares de Holywood entre 2007 e 2014 e menos de 15 (0,004% especificamente) foram dirigidos por diretores negros. No Brasil, segundo estudos do GEMAA (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa da UERJ), somente 3% dos diretores dos filmes de maior bilheteria da última década são negros, sendo que não há mulheres negras nesses 3%.

O que isso representa? Qual o impacto disso na representação das mulheres no audiovisual? Como a Suécia diminuiu essa desigualdade, conseguindo que 50% dos filmes financiados pelo Swedish Film Institute sejam dirigidos por mulheres? O que mais há para conquistar? Tudo isso será debatido no bate-papo com Ellen Tejle.


Bate-papo com sueca Ellen Tejle na UNIMONTE

Quando: 06 de abril

Horário: 19h às 21h

Local: Auditório da Unimonte (Rua Comendador Martins, 52 - Vila Matias - Santos/SP)

Entrada: Gratuita


Fonte: Ivan De Stefano (Imprensa Querô).

quarta-feira, 29 de março de 2017

Editora Arqueiro Recomenda! ‘QUANDO A BELA DOMOU A FERA’ de ELOISA JAMES.




“Nada me faz correr para uma livraria mais rápido do que um romance novo de Eloisa James.” – Julia Quinn


“Uma brincadeira picante, prazerosa e romântica. Um verdadeiro exemplo de como se deve escrever um romance.” – People


“Quando a Bela domou a Fera tem uma trama que nos prende desde o primeiro capítulo, personagens que nos fazem acreditar que são pessoas de verdade (com quem nos preocupamos) e uma imagem lindamente detalhada da vida de três séculos atrás.” – Connecticut Post


Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, Quando a Bela domou a Fera é uma deliciosa releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos. Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.

Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.

No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?


***


Os lábios dele eram como conhaque, como um veneno que desceu por suas costas e roubou seu ar. E a língua dele...

Piers não enfiou a língua onde não devia, como Augustus fazia. Em vez disso, contornou a junção dos lábios dela, um toque tão doce que ela abriu a boca, convidando-o a entrar. Ele não aceitou o convite. Sua língua vagava, deliciando-se com os lábios e provocando-os.

O coração dela batia cada vez mais rápido e ela queria... Ela queria...Sua língua encontrou a dele, brincou por um instante, saboreou a essência de Piers.

Então, finalmente – finalmente –, a mão que segurava a cabeça dela a puxou para perto, contra os contornos esguios e firmes do corpo. Piers inclinou a cabeça apenas um centímetro, mas Linnet, com todos os instintos enlouquecidamente alertas, sentiu o movimento, a mudança, a intenção dele.

O beijo dele não era uma adoração gentil. Era uma carícia selvagem, um beijo louco e apaixonado, tumultuado, roubado. Instintivamente, os braços dela envolveram o pescoço dele. Piers tinha o gosto do chá que bebera no café da manhã e de uma substância mais selvagem: desejo.

Era o tipo de beijo que um cavalheiro nunca, jamais, daria em uma dama.

E Linnet estava adorando.


FICHA TÉCNICA

GÊNERO: ROMANCE DE ÉPOCA

TÍTULO ORIGINAL: WHEN BEAUTY TAMED THE BEAST

TRADUÇÃO: THALITA UBA

FORMATO: 16 X 23 CM

NÚMERO DE PÁGINAS: 320

PESO: 0.45 KG

ACABAMENTO: BROCHURA

PREÇO: 39.90

E-BOOK - PREÇO: R$ 24.99


ELOISA JAMES


Eloisa James escreveu seu primeiro romance depois de se formar em Harvard, mas o manuscrito foi rejeitado por todas as editoras. Depois de obter mais alguns diplomas e arranjar emprego como professora especializada em Shakespeare, ela tentou novamente, dessa vez com mais sucesso. Mais de 20 best-sellers depois, ela dá cursos sobre Shakespeare na Fordham University, em Nova York, é mãe de dois filhos e, numa ironia particularmente deliciosa para uma autora de romances, é casada com um legítimo cavalheiro italiano.


Fonte: www.editoraarqueiro.com.br

Patrocínio:

Programação ‘Cinemateca Paulo Amorim – Espaço Banrisul de Cinema’.




CINEMATECA PAULO AMORIM – ESPAÇO BANRISUL DE CINEMA, PROGRAMAÇÃO DE 30 DE MARÇO A 5 DE ABRIL DE 2017

SEGUNDA-FEIRA NÃO HÁ SESSÕES


SALA PAULO AMORIM

FATIMA (Fatima - França, 2017, 80min). Direção de Philippe Faucon, com Soria Zeroual, Zita Hanrot, Kenza Noah Aïche. Imovision, 12 anos. Drama.

Sinopse: Fatima mora na França e cria sozinha suas duas filhas: Souad, de 15 anos, e Nesrine, de 18. Nascida na Argélia, Fatima fala muito mal o francês, condição que só lhe permite trabalhar como faxineira. Isso também dificulta a sua relação com as filhas, que fazem o possível para se integrar à sociedade onde vivem. O longa traz um olhar sensível sobre a condição feminina e a questão dos imigrantes na Europa.

Sessões: 15h e 19h


PARAÍSO (Ray – Rússia/Alemanha, 2016, 130min). Direção de Andreï Konchalovsky, com Yuliya Vysotskaya e Philippe Duquesne. Mares Filmes, 14 anos. Drama.

Sinopse: O longa tem como pano de fundo a perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. É neste ambiente trágico que se cruzam os destinos dos três protagonistas, todos apresentados como se estivessem em um depoimento: Olga, uma condessa russa exilada na França; Jules, um policial francês que colabora com os alemães; e Helmut, um oficial nazista. Vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Veneza, o longa foi um dos nove finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro, representando a Rússia.

Sessões: 16h30min


SALA EDUARDO HIRTZ

EU NÃO SOU SEU NEGRO (I Am Not Your Negro - EUA/França/Bélgica, 2016, 95min). Documentário de Raoul Peck, com Samuel Jackson. Imovision, 12 anos.

Sinopse: Indicado ao Oscar de melhor documentário, o filme parte de escritos deixados por James Baldwin para refletir sobre momentos cruciais do racismo e intolerância nos Estados Unidos, incluindo os assassinatos de Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Jr., os três principais líderes negros da década de 60 nos Estados Unidos. O longa combina imagens jornalística da época e atuais, entrevistas de Baldwin e a narração de Samuel L. Jackson.

Sessões: 15h30min (não haverá esta sessão na sexta, sábado e domingo)


O APARTAMENTO (Forushande – Irã/França, 2017, 123min). Direção de Asghar Farhadi., com Shahab Hosseini e Rana Taraneh Alidoosti. Pandora Filmes, 14 anos. Drama.

Sinopse: Emad e Rana são casados e vivem em Teerã, onde participam de um grupo de teatro amador. Por conta de um problema estrutural no prédio onde moram, eles aceitam a oferta para viver no apartamento de um amigo – sem saber que, antes, a locatária era uma garota de programa. Ao mesmo tempo em que enfrentam os contratempos da nova vida, eles ensaiam a peça “A Morte do Caixeiro Viajante”, do norte-americano Arthur Miller. O filme foi o vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2017 – o diretor Asghar Farhadi já havia conquistado este prêmio em 2012, com “A Separação”.

Sessões: 17h15min (não haverá esta sessão na sexta, sábado e domingo)


PARA SEMPRE (Another Forever – Brasil/EUA, 2016, 75min). Direção de Juan Zapata, com Daniela Escobar e Marlon Moreno. Zapata Filmes, 14 anos. Drama.

Sinopse: Alice vive momentos de luto e depressão depois da perda do marido, marcada por muitas lembranças. Mas é preciso seguir em frente – e a viagem física e emocional segue por cinco países de três continentes. O filme já conquistou prêmios de melhor filme, melhor atriz e melhor ator coadjuvante em festivais da Colômbia e Estados Unidos.

Sessões: 19h30min


SALA NORBERTO LUBISCO

IRMÃ (Little Sister - Estados Unidos, 95min, 2016). Direção de Zach Clark, com Addison Timlin, Ally Sheedy, Keith Poulson. Supo Mungam Filmes, 14 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Colleen já foi uma jovem gótica, mas decidiu abandonar a família e seus antigos hábitos para se tornar freira. Ela precisa reconsiderar suas certezas quando recebe um e-mail da mãe, contando que seu irmão voltou da guerra do Iraque e tem sequelas no corpo. Além de rever o irmão, este reencontro de Collen com o passado será determinante em vários outros aspectos.


Sessões: 15h15min

HIROSHIMA MEU AMOR (Hiroshima Mon Amoru – França/Japão, 1959, 95min). Direção de Alain Resnais, com Emmanuelle Riva e Eiji Okada. Zeta Filmes, 18 anos. Drama.

Sinopse: O primeiro longa-metragem do diretor francês Alain Resnais se tornou um clássico do cinema e um marco da Nouvelle Vague. A história acompanha o breve romance entre uma atriz francesa e um arquiteto japonês enquanto ela roda um filme em Hiroshima. Fazendo uso inovador do flashback, o longa destaca as memórias sofridas da mulher, que anos antes viveu um amor proibido com um soldado alemão. O filme volta às telas em cópia restaurada pelo selo clássica, da Zeta Filmes.

Sessões: 17h15min


PERSONAL SHOPPER (Personal Shopper - França, 2016, 110min). Direção de Olivier Assayas, com Kristen Stewart e Lars Eidinger. Imovision, 14 anos. Drama.

Sinopse: Maureen é uma jovem norte-americana que mora em Paris, onde trabalha como assistente de compras de uma celebridade. Mas o motivo de estar na capital francesa vai bem além do emprego: Maureen quer se comunicar com o irmão gêmeo, que morava em Paris e morreu recentemente por causa de um problema no coração. Entre lojas de grifes e joalherias caríssimas, a jovem precisa enfrentar seus medos e seus fantasmas. Com este filme, Olivier Assayas ganhou o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes – e repete a parceria com Kristen Stewart, elogiada em “Acima das Nuvens”.

Sessões: 19h


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 12,00 (R$ 6,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 14,00 (R$ 7,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

CLIENTES DO BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES.

ESTUDANTES DEVEM APRESENTAR CARTEIRA DE IDENTIDADE ESTUDANTIL. OUTROS CASOS: CONFORME LEI FEDERAL Nº 12.933/2013.

A MEIA-ENTRADA NÃO É VÁLIDA EM FESTIVAIS, MOSTRAS E PROJETOS QUE TENHAM INGRESSO PROMOCIONAL. OS DESCONTOS NÃO SÃO CUMULATIVOS.

Cinemateca Paulo Amorim

Rua dos Andradas, 736 - Porto Alegre RS

Fone (51) 3226-5787


Fonte: Programação e divulgação da Cinemateca Paulo Amorim, através de Mônica Kanitz.

terça-feira, 28 de março de 2017

“Em defesa da comida: um manifesto” e “Leonardo da Vinci: Um gênio em Milão” na Sessão Philos.




Sexta-feira, 31 de março, às 13h, no Mais Globosat


Para fechar a programação do mês da Sessão Philos no Mais Globosat, dia 31, será exibido o documentário “Em defesa da comida: um manifesto”. A produção traz o jornalista Michael Pollan questionando as razões para nossa alimentação se basear em produtos processados, disponibilizados de acordo com as prioridades da agroindústria e da indústria alimentícia. De Luca Lucini e Nico Malaspina, “Leonardo da Vinci: Um gênio em Milão” também vai ao ar neste dia. O filme apresenta as diferentes facetas do artista que se destacou nas mais diversas áreas como ciência, matemática, engenharia, entre outras, e foi responsável por obras antológicas como Mona Lisa e A Última Ceia.


DATA E HORÁRIO: Sextas, às 13h

REPRISES: Domingos (8h), terças (2h) e quintas (6h)

31/03 – “Em defesa da comida: um manifesto” e “Leonardo da Vinci: Um gênio em Milão”.


Sessão Philos no Mais Globosat

A Sessão Philos leva para o canal Mais Globosat uma seleção dos melhores documentários sobre arte, história, música, atualidades, ciência, povos e culturas. Todas as produções exibidas fazem parte da grade do Philos.


Sobre o Philos

Criado pela Globosat, o Philos não é um canal tradicional. Com um vasto acervo que reúne os melhores documentários e espetáculos inesquecíveis, Philos está disponível no modelo de subscription video on demand (SVOD), em que o espectador escolhe o momento e o conteúdo que deseja assistir, quantas vezes quiser, por meio de uma assinatura. Com produções de altíssima qualidade, Philos reúne documentários sobre arte, ciência, história, atualidades, música, povos e culturas; debates e entrevistas; e espetáculos de dança e música – tudo em alta definição (HD).


Fonte: APPROACH COMUNICAÇÃO, atr5avés de Priscila Antunes e Renata Ramos.

O Que Esperar da Comic Con Experience (CCXP) no Nordeste?




Criada em 2014, em São Paulo, a maior convenção de cultura pop da América Latina será realizada fora da capital paulistana pela primeira vez.


Os apaixonados por quadrinhos, cinema, literatura, vídeo game e cultura geek mundial podem ficar animados para a próxima edição do Comic Con Experience, que vai reunir milhares de fãs brasileiros em Abril.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Carro Aluguel, através Nayrison da Costa.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Crítica: A Bela e a Fera (2017), ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


A primeira versão do conto de fadas A Bela e a Fera (1991) lançado pela Disney foi um sucesso arrebatador, tanto que arrecadou mais de R$ 100 milhões (um recorde para uma animação naquele tempo) e conseguindo o feito de se tornar o primeiro longa-metragem de animação a concorrer ao Oscar de melhor filme. A história é mesma da qual todos nós conhecemos: jovem camponesa chamada Bela (Emma Watson) é a mais bela e inteligente do vilarejo onde mora, mas pouco compreendida. Após o seu pai (Kevin Kline) se perder na floresta, ele acaba se refugiando em um grande castelo encantado, mas se tornando rapidamente prisioneiro de uma criatura horrenda que auto se intitula a Fera (Dan Stevens). Bela acaba salvando o seu pai, mas tendo que ficar no lugar dele e se tornando prisioneira no castelo.

Para os fãs do longa animado, o filme é bastante fiel ao clássico, contudo, se percebe um acréscimo dentro da história aqui e ali, não para que a trama seja estendida, mas sim para que os personagens sejam mais aprofundados, o início do filme, por exemplo, dá mais detalhes sobre a origem da Fera, e Bela ganha uma mãe cujo seu desaparecimento é revelado numa passagem até então inédita para o conto. Mas, se por um lado as passagens são fieis e melhoradas para essa nova versão, por outro, o elenco responsável para dar vida aos personagens, fica um pouco devendo. Por mais que Emma Watson se esforce como Bela, por exemplo, me dá a impressão que, quando ela se apresenta na trama cantando, ela está meio nervosa, não se soltando e atrapalhando assim a sua apresentação no início do filme. A imagem da Fera em si é um tanto que desapontadora, pois mesmo com os efeitos visuais de ponta atualmente, os criadores não conseguiram criar uma expressividade genuína para o personagem e se tornando inferior se comparada com a animação, o mesmo vale para os personagens que são objetos vivos dentro do castelo que, ao invés de possuírem expressões quase humanas, elas simplesmente quase não são vistas quando eles se apresentam em cena. Felizmente a ala dos vilões compensa a falta de melhores interpretações do longa-metragem, já que Luke Evans e Josh Gad dão um show em cena.

Os números musicais do filme é a alma da produção e faz a gente esquecer, das falhas, que eu citei. Com uma bela fotografia e edição de arte caprichada, os números musicais são praticamente os mesmos que nós já conhecemos pelo longa-metragem original, mas, moldados de forma tão rica e cheia de detalhes. Embora com os seus defeitos, A Bela e a Fera de 2017 é um belo filme para ser visto e revisto por pessoas de todas as idades.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

Crítica: Fome de Poder, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


Dirigido por John Lee Hancock (Um Sonho Possível), acompanhamos a jornada de Ray Kroc (Michael Keaton), que deseja passar de lanchonete a lanchonete para passar suas ideias, na criação de um melhor atendimento em determinado estabelecimento. Em uma de suas viagens, conhece os irmãos Dick e Mac McDonald, cuja lanchonete deles possui um atendimento rápido, organizado e apresentando um jeito incomum de comer um lanche naquele tempo (1954). Não demora muito para Ray querer fazer negócio com os irmãos, e assim expandir a ideia como uma franquia, mas ao mesmo tempo, despertando uma persistência e ambição fora do comum, dentro dele.

Assim como foi visto no filme A Rede Social, a marca McDonald nasceu através de uma ideia, mas que somente com ambição ela acabou indo tão longe. Já Fome de Poder não é um filme que fará a pessoa desistir de ir à lanchonete mais próxima, pois se levar isso a sério, então já comece a pensar em deixar de tomar Coca-Cola, ou qualquer marca alimentícia, pois, por trás da cortina sempre haverá uma história ruim para não ser descoberta pelos consumidores. O filme não se intimida em descascar cada camada dessa torre de Babel, do submundo dos negócios, cujo público é a peça principal que movimenta as engrenagens, para os donos de impérios como o McDonald’s ganharem mais e mais dinheiro.

Com um ritmo ágil, John Lee Hancock jamais deixa o seu filme sair dos trilhos, mesmo quando os bastidores do mundo dos negócios aparentam ser um tanto que complicados. Talvez isso muito se deva ao desempenho sempre competente de Michael Keaton, cujo modo de apresentação do seu personagem em cena não faz com que tenhamos raiva dele, mas sim fascinação pela energia que ele emana, mesmo quando certos questionamentos despertam lá no fundo de nós. Essa sensação acaba aumentando quando nos damos conta que os irmãos McDonald (Nick Offerman e John Carroll Lynch, ótimos) foram passados para trás no decorrer da história, mas ao mesmo tempo, questionamos o fato de como foram tão ingênuos perante o universo dos números dos negócios.

Fome de Poder é um filme que não nasceu para melhorar a imagem dos criadores de poderosas marcas alimentícias, mas sim provar que, para criação de um império, é preciso ambição e muito sangue frio.


Trailer

Fonte: www.youtube.com

Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.